Segunda feira, 20 de novembro de 2017 Edição nº 11441 10/02/2006  










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Médico legista aponta quatro provas para contestar versão

Da Reportagem

Para o médico legista Alinor Antônio da Costa, que ocupava o cargo de diretor de Papiloscopia do IML na época em que o juiz Leopoldino Marques do Amaral foi encontrado morto, não há dúvida que era do juiz o corpo trazido do Paraguai.

Na avaliação de Alinor Costa, as afirmações que Beatriz Árias fez à Justiça remetem para alguém desequilibrado emocionalmente ou que guarda um grande segredo. Em 35 anos de atuação na medicina legal e 22 anos como perito criminal, Costa diz que nunca ouviu uma história tão absurda. E apontou quatro provas que, na análise dele, não deixaram dúvidas sobre a identidade da pessoa encontrada morta no Paraguai.

A primeira seria a identificação familiar, feita por um dos filhos (Leopoldo) do juiz. A segunda prova veio das impressões digitais retiradas do cadáver e comparadas à identidade profissional do juiz encontrada ao lado do corpo. Nesse caso, reforçou Alinor Costa, foram constatados 16 pontos em comum, o dobro do mínimo necessário ao reconhecimento.

A identificação odonto-legal seria a terceira prova. O molde da arcada dentária de Leopoldino, obtida no consultório onde ele estava em tratamento, coincidiu com a do corpo carbonizado. E, por último, os dois exames de DNA - entre o juiz e os filhos e o outro dele com a mãe e irmãos. Em ambos, diz Alinor Costa, o resultado foi positivo.

Costa diz ainda que foi ele próprio quem levou para o laboratório da Universidade Federal de Campinas (Unicamp) as amostras para os exames de DNA. Nesse laboratório, revelou o médico legista, estão os materiais utilizados nos exames, ou seja, o fêmur esquerdo e sete dentes do juiz.

“Levei essas amostras escoltado pela polícia até São Paulo e depois, com escolta da polícia paulista, cheguei ao laboratório”, reforçou Costa. Para concluir, Alinor Costa disse que o corpo do juiz deixou o IML dentro de um caixa metálica lacrado com solda e recolocado em um caixão de madeira, também lacrado. “Se Leopoldino estiver vivo, será o segundo caso de alguém que ressuscitou. O primeiro que conheço é de Cristo”.



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