Quarta feira, 20 de março de 2019 Edição nº 11437 05/02/2006  










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Faculdades não prepararam alunos

Da Reportagem

Controlar o nervosismo é um dos principais desafios que os candidatos ao Exame da Ordem dos Advogados enfrentam. Muitos vão passar pela terceira ou quarta vez de realização das provas porque não contiveram a ansiedade em outras ocasiões.

“O controle do nervosismo na prova é o segredo para conseguir passar. Na prova anterior, eu passei mal na segunda fase, tive dor de estômago e não conseguia encontrar as informações. Espero que, desta vez, consiga me controlar. Acho que estou mais confiante, apesar de já estar há três noites sem dormir”, revela a bacharel em Direito Silmara Matos dos Santos, 23 anos. Ela prestará a prova pela terceira vez hoje.

Silmara acredita não ser por falta de preparo que ainda não foi aprovada. Ela passou o ano passado inteiro estudando para o exame, nos três períodos do dia: de manhã, em um curso preparatório, à tarde, em biblioteca, à noite, novamente com aulas preparatórias, e de madrugada, estudando sozinha. “Infelizmente, a gente não aprende a fazer peças (petições) na faculdade. Temos que adquirir mais conhecimentos nas escolas especializadas”.

Em preparação para o exame, os candidatos que procuram cursos preparatórios chegam a investir R$ 1.200 por tentativa, no pagamento de aulas para a prova da primeira fase e da segunda. De acordo com o diretor de uma escola preparatória de Cuiabá, aproximadamente 500 alunos procuram os cursos antes de realizarem as provas, tanto na primeira quanto na segunda fase do exame.

“O preparatório para o exame é o carro-chefe da escola, porque traz mais alunos e abre as portas para os demais cursos que oferecemos”, comenta o professor Luiz Orione Neto.

Mas também existem candidatos que não conseguem enxergar o exame como ‘um bicho de sete cabeças’, geralmente aqueles que fizeram estágio. “Quando prestei, já tinha experiência na área, porque fazia estágio. A faculdade não ensina a escrever, essa é a maior dificuldade. O que a OAB pede na segunda fase a gente vivencia na prática diária, mas há um distanciamento disso nas faculdades, que não nos preparam para a prova”, opina o advogado Walber Mello, de 24 anos, que passou no Exame na primeira tentativa.



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