Terça feira, 18 de dezembro de 2018 Edição nº 11408 03/01/2006  










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Corinthians tenta o 3º título

MARCELO SEREICIKAS
Folhapress – São Paulo

Depois de formar boa parte do campeão brasileiro profissional em 2005, o time de juniores do Corinthians busca consolidar a supremacia na Copa São Paulo.

Neste ano, pode conquistar o terceiro título seguido no torneio, feito inédito, e o sétimo no total - Fluminense ganhou cinco. A estréia é contra o Cene-MS, hoje, às 15h, em São Carlos. O grupo D, ainda tem Ceres-RJ e São Carlos.

O técnico Jorge Saran admite conhecer pouco os primeiros adversários, mas está confiante. "O time é muito jovem e a maior parte dos atletas vai jogar sua primeira Copa. A preparação foi boa e o desempenho nos treinos e nos quatro amistosos elevou nossa expectativa", afirma. Um dos destaques é o meia Ji-Paraná, campeão com o clube em 2005.

Amanhã, acontecem outras 40 partidas, com a estréia das demais equipes paulistas. O São Paulo faz contra o Brasiliense-DF seu primeiro jogo. O Santos, atual vice-campeão paulista júnior, enfrenta o Angra dos Reis-RJ. O Palmeiras, que tenta ser campeão do torneio pela primeira vez, joga com o Iraty-PR. A Portuguesa pega o Joinville-SC. A 1ª rodada termina na quinta, com os jogos do grupo V, em Guarulhos.

88 CLUBES

A 37ª Copa São Paulo de juniores ostenta números grandiosos, mas tem poucas perspectivas de reverter a sua decadência técnica.

Desde que a Federação Paulista de Futebol assumiu a organização do torneio, em 1996, o número de times praticamente triplicou. No entanto, a quantidade de atletas revelados e a qualidade dos clubes participantes diminuiu.

Neste ano, a competição terá 88 equipes, cerca de 2.100 jogadores inscritos, mais de 400 profissionais integrantes de comissões técnicas e 22 cidades-sede. No total, serão 163 partidas, realizadas em apenas 23 dias.

Criado em 1969 pela Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, o torneio teve nas décadas de 70, 80 e 90 o status de uma espécie de Campeonato Brasileiro sub-20, sendo disputado por, no máximo, 32 clubes.

Ao longo dos últimos anos, a FPF alterou gradativamente o modelo da Copa São Paulo. Além do aumento de participantes, as cidades do interior passaram a abrigar um número cada vez maior de jogos. Desde 2003, apenas a partida final acontece na capital paulista.

O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, justifica o inchaço da competição por entender que ela deve ter abrangência nacional, disputada por clubes dos 26 Estados e do Distrito Federal, o que acontece desde o ano passado. O cartola também defende a "interiorização" do torneio, "uma forma de presentear as cidades paulistas". Segundo ele, em 2005, cada jogo levou mais de 3.000 torcedores aos estádios.

O formato, no entanto, causa distorções técnicas. O XV da Jaú, atual campeão paulista da categoria, não irá participar. Por outro lado, o Votoraty, de Votorantim (SP), que conquistou o estadual de juniores da segunda divisão em 2005, e o Campinas, vice-campeão, estarão representados.

Clubes de massa, como o Flamengo e o Vasco, do Rio de Janeiro, abriram mão de participar, fazendo com que equipes sem expressão nacional estejam em campo, mesmo sem possuírem categorias de base estruturadas.



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