Domingo, 25 de agosto de 2019 Edição nº 11299 21/08/2005  










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Serra e Alckmin amenizam crítica

FÁBIO SCHIVARTCHE e KÁTIA BRASIL
Folhapress – São Paulo

Dois dos mais fortes nomes do PSDB à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, Geraldo Alckmin e José Serra disseram ontem que as denúncias contra o ministro Antonio Palocci são graves. Porém recomendaram cautela nas investigações.

"É uma denúncia grave que precisa ser investigada. É importante esclarecer fatos que estão sendo negados pelo ministro", afirmou o governador paulista.

Questionado se acredita na inocência de Palocci, José Serra disse que cabe ao ministro e ao governo federal demonstrar a eventual falsidade das acusações. "Não houve comprovação concreta até agora, mas é muito importante que se investigue para que tudo fique bastante claro diante do país", disse o prefeito de São Paulo.

Juntos no lançamento da campanha de vacinação contra a poliomielite, no Parque Villa-Lobos, Alckmin e Serra adotaram um discurso cuidadoso, evitando críticas mais duras a Palocci.

Desde o depoimento do advogado Rogério Buratti ao Ministério Público, ontem, no qual ele disse que Palocci recebia R$ 50 mil por mês da empresa responsável pela coleta de lixo em Ribeirão Preto, o PSDB tem adotado um discurso mais ameno. Considera que esse caso pode abalar seriamente a economia do país.

O governador disse que, apesar da crise política deflagrada com as denúncias do "mensalão", o Brasil está demonstrando maturidade. "Nós temos instituições que podem apurar e até punir desvios de conduta e corrupção e [ainda assim manter] todo mundo trabalhando", afirmou Alckmin, que não quis falar sobre sua possível candidatura à presidente.

Serra, que considera Alckmin "um dos nomes" para ser o candidato tucano em 2006, disse que há "indícios" de uma suposta relação entre Buratti e as empresas de lixo de São Paulo.

"Há alusões a respeito dessa questão. Aparecem gravações e referências que merecem ser aprofundadas. Mas não há provas nem evidências mais claras. O que se sabe é que o contrato feito na gestão passada do PT [na administração Marta Suplicy] foi muito mal feito e a meu ver prejudicial para a cidade", afirmou o prefeito tucano.

CRÍTICAS

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, disse ontem, ao comentar as acusações do advogado Rogério Tadeu Buratti contra o ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda), que está sendo criada uma "indústria da delação premiada" no país.

"Qualquer tipo de denúncia tem que ser investigada, mas tenho receio, nessa altura do campeonato, de nós entrarmos numa indústria da delação premiada", disse Felipe.

"Ou seja, qualquer cidadão que esteja preso exatamente por ter cometido irregularidade agora se propõe a fazer acordos com o Poder Judiciário, com o Ministério Público, fazendo denúncias a esmo", afirmou o ministro, em Manaus.

Saraiva Felipe afirmou que espera que a delação premiada não vire uma "mania" no Brasil e que não acabe prejudicando o país na área econômica e social. Ele disse que a crise política não afetou o repasse de recursos federais para os programas compartilhados com governos estaduais e prefeituras do país.

"Nós temos muito trabalho pela frente, a Saúde brasileira tem muitos problemas e nós não podemos ficar paralisados e nos deixarmos contaminar pela indústria da delação", afirmou o ministro.

O ministro abriu ontem, em Manaus, a campanha nacional de vacinação contra a paralisia infantil. Ele foi recebido por cerca de 500 crianças de uma escola municipal em companha do governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS), e o prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB).



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