Quinta feira, 22 de novembro de 2018 Edição nº 11271 20/07/2005  










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“Freire leva PPS à aventura”, argumenta Pagot

MARCIA RAQUEL
Da Reportagem

A verticalização e a candidatura do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, à presidência da República, estão empurrando o governador Blairo Maggi para fora do PPS. A avaliação foi feita pelo secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Antônio Pagot, ao ponderar que Freire está levando o partido para uma aventura da qual o governador de Mato Grosso e seu grupo político não querem participar.

De acordo com Pagot, que assumiu recentemente a coordenação política do governo Maggi, na próxima semana o chefe do Executivo Estadual deve iniciar uma série de conversas com os partidos que compõem o arco de alianças que o elegeu em 2002 e que dão sustentação à sua administração para definir o seu futuro partidário e as forças que irão apoiá-lo na sua candidatura à reeleição.

Para o secretário, apesar da vontade do governador Blairo Maggi em permanecer no PPS, a verticalização (necessidade de os partidos seguirem as coligações feitas em nível nacional) e a candidatura de Roberto Freire são dois entraves que o obrigam a procurar outra legenda para viabilizar o seu projeto político.

Pagot pondera que até o início do mês de junho havia uma expectativa de que o Congresso Nacional iria aprovar o fim da verticalização, porém, o cenário político atual é outro. “Nós acreditamos que é muito difícil que eles consigam votar até três de outubro esta questão”, considerou.

Em relação a candidatura de Freire, Pagot argumenta que o presidente nacional do PPS já foi testado nas urnas e que as pesquisas de opinião pública demonstram que sua representatividade nacional é muito restrita. “Nas pesquisas ele aparece com pouco mais de 1%, não é um nome que tenha consistência”, avaliou, ao ponderar que Freire, quando esteve em Cuiabá no início do ano, se comprometeu em discutir a questão com a alta cúpula do partido e não o fez. “Nós consideramos que ele está levando o PPS para uma aventura e pode até levar outros partidos pequenos para uma aventura, e nós estamos contestando isso”, disse.

Para o secretário, a candidatura de Freire praticamente fecha a possibilidade de Blairo permanecer no PPS, uma vez que a questão política de Mato Grosso é bem diferente do quadro nacional. Para demonstrar tais diferenças, Pagot afirma que dentro do arco de alianças, já foram identificados vários partidos que não estariam com Blairo Maggi se Roberto Freire for candidato e a verticalização permanecer. “Então essas duas questões nos empurram para fora do PPS”, finalizou.



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