Assembléia proíbe amianto em MT
Da Reportagem
A Assembléia Legislativa aprovou uma lei que proíbe a produção, comercialização e a estocagem do amianto em Mato Grosso por ser causador de doenças cancerígenas, além de outras doenças graves. O projeto tramitou um ano e cinco meses na Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Legislativo e, para ser colocado em prática, precisa da sanção do governador Blairo Maggi.
O projeto aprovado é de iniciativa da deputado Vera Araújo (PT). De acordo com a deputada, a União Européia estuda proibição da comercialização de amianto em todos os seus países membros e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem uma convenção (n.º 162) que trata sobre o controle da produção e comercialização do amianto.
Existem cerca de 40 leis estaduais e municipais em todo o Brasil que proíbem a fabricação e comercialização do amianto. Em alguns países europeus a substância foi banida na década passada. Por ser um mineral fibroso, o amianto tem uma maleabilidade muito aproveitada na construção civil, produtos têxteis, papéis e produtos de vedação para a indústria automotiva.
Segundo o oncologista Guilherme Bezerra de Castro, por causa da maleabilidade do amianto, muitas empresas optaram por utilizá-lo. Quando a utilização passou para escala industrial, os governos perceberam que o uso do amianto causava problemas de saúde e custava bastante aos cofres públicos. A partir daí, os governantes passaram a tratá-lo como vilão, da mesma forma que o cigarro e outras substâncias que causam doenças.
O amianto provoca várias doenças graves, como o câncer e a asbestose (fibrose pulmonar). As pessoas mais suscetíveis a desenvolver as doenças são as que têm contato direto com o amianto, principalmente na fase de produção. No caso do câncer, os tipos de tumores malignos mais comuns causados pelo amianto são os de pulmão, pleura e peritôneo.
“O amianto é uma agente cancinogênito muito mais preocupante do que o cigarro, porque ele é mais agressivo. A atitude da Assembléia é louvável e não tenho dúvidas de que o governador Blairo Maggi vai aprovar. Eliminar substâncias prejudiciais à saúde é necessário”, disse o oncologista.
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