Terça feira, 28 de março de 2017 Edição nº 11138 10/02/2005  










CONDENADO À MORTEAnterior | Índice | Próxima

Embaixada brasileira acompanha caso

O surfista brasileiro Rodrigo Gularte, 32, é condenado à morte por fuzilamento pela Justiça da Indonésia

SILVIO NAVARRO e DMITRI DO VALLE
Folhapress – São Paulo

A embaixada brasileira em Jacarta informou que "tem prestado todo o apoio possível, para o surfista brasileiro Rodrigo Gularte, 32, condenado à morte por fuzilamento pela Justiça da Indonésia. Afirma ainda que recomendou advogados e está atenta ao tratamento dado ao surfista". Disse, entretanto, que não pode interferir na jurisdição do país e que há, inclusive, um aviso no aeroporto, alertando estrangeiros sobre o rigor da Justiça local com o narcotráfico.

Rodrigo Gularte foi acusado de tráfico internacional de drogas em julgamento realizado segunda-feira pela Corte Provincial de Tangerang (a oeste da capital Jacarta).

Gularte foi preso no dia 31 de julho do ano passado, no aeroporto de Jacarta, acusado de transportar 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Na ocasião, o surfista, que morava em Florianópolis (SC), assumiu a responsabilidade pela droga e isentou dois amigos que viajavam com ele.

Maior país muçulmano do mundo, a Indonésia reprime com severidade o tráfico de drogas. A pena máxima é o fuzilamento. Se for condenado, o réu tem duas chances para tentar rever o julgamento, recorrendo em duas instâncias, processo que chega a durar dois anos.

Segundo a Embaixada do Brasil no país asiático, a defesa de Goularte recorrerá da decisão à própria Corte Provincial. Caso não obtenha sucesso, apelará à Corte Superior. Em último caso, ainda tentará formalizar um pedido de clemência ao governo indonésio.

A extradição do brasileiro não foi possível porque a Indonésia não figura na lista de países dos quais o Brasil mantém acordo de transferência de presos.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o vice-cônsul brasileiro na Indonésia acompanhou o julgamento e mantém contato permanente com a família de Goularte desde a prisão.

Na condição de não ser identificado pela reportagem, um funcionário da embaixada brasileira disse considerar irreversível a condenação de Goularte. "Há 20 anos estou aqui [na Indonésia] e jamais vi a Corte aceitar um pedido de clemência", disse, por telefone.

Em junho do ano passado, outro brasileiro, o instrutor de vôo livre carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 42, foi condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas. Ele foi flagrado com 13,4 kg de cocaína ao chegar ao aeroporto de Jacarta.

FAMÍLIA

A mãe de Rodrigo, Clarisse Muxfeldt Gularte, 59, que vive em Curitiba (PR), assistiu ao julgamento na Indonésia.

Em 2004, ela havia passado 18 dias no país asiático, acompanhada da sobrinha Angelita Muxfeldt e trouxe uma carta do filho, na qual ele pedia perdão à família e aos amigos pelo episódio.

À época, Clarisse Goularte visitou diariamente o filho na prisão e, ao desembarcar no Brasil, disse à Folha de S.Paulo estar "mais tranqüila e confiante" de que, "mesmo demorando", seu filho iria "voltar a viver junto da família".



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