Sábado, 29 de novembro de 2014 Edição nº 11135 04/02/2005  










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Prefeitura se prepara para enchente

Chuvas elevam o nível do rio Cuiabá no município, que já reservou espaços públicos para colocar desabrigados

José Luiz Medeiros/DC
Marcos Ubirajara pedala sua bicicleta em meio à água na comunidade de Praia do Poço, em Santo Antônio de Leverger, onde o risco de cheia ronda a cidade
ALINE CHAGAS
Da Reportagem

A prefeitura de Santo Antônio de Leverger já se prepara para uma possível enchente no rio Cuiabá, que corta a cidade. Com a intensificação das chuvas nas regiões dos rios Cuiabá, Coxipó e Aricá, o volume da água está aumentando e chegou a 7,94 metros no final da tarde de ontem. A cota de alerta para o município é 9,45m e a água ainda não chegou nas casas.

No entanto, nas regiões mais baixas de Santo Antônio pelo menos três comunidades ribeirinhas estão cercadas pelos córregos que se formam em sua extensão com a cheia, impedindo a passagem de pedestres e veículos.

Ginásio de esportes, Teatro Municipal e Centro de Convivência já estão reservados caso haja desabrigados. De acordo com a primeira-dama e secretária de Assistência e Bem-estar Social, Nalzira Ribeiro, os motores de todos os barcos e coletes salva-vidas receberam manutenção, e o combustível está reservado se for necessário buscar algum ribeirinho. A primeira-dama também garantiu que medicamentos foram separados e um médico está de prontidão para ir até os locais de difícil acesso.

“Estamos monitorando o rio e preocupados com a população. Enviamos alertas aos ribeirinhos, avisando que se subir demais, eles devem vir para a cidade, onde estamos preparados para recebê-los. Infelizmente é muito difícil convencê-los. Já se acostumaram com as cheias e no máximo mandam mulher e filhos. Eles continuam lá, vivendo a rotina de sempre”, contou Nalzira Ribeiro.

Em 2004 o Cuiabá chegou a nove metros em Santo Antônio do Leverger e alcançou casas dos bairros mais próximos do leito. Nalzira ainda lembrou que uma das preocupações na cidade é com relação à abertura das comportas da usina de Manso, em Chapada dos Guimarães. “Temos pedido para que eles nos avisem com pelo menos oito horas de antecedência. Se abrirem as comportas sem nos avisar e o rio estiver cheio assim, estaremos perdidos. Precisamos de um tempo para nos arranjar”, disse.

Para evitar surpresas, a Defesa Civil faz o acompanhamento do nível das águas durante todo o ano. Na capital, o nível do rio Cuiabá atingiu quatro metros, sendo que a cota de alerta é 8,50.

Sobre a situação de Santo Antônio, o superintendente da Defesa Civil, Domingos Iglesias, afirmou que os técnicos do órgão estão preocupados com a situação, mas por causa das chuvas e não pela usina, que tem o nível de água controlado pelo órgão. Iglesias disse que as atitudes de precaução da prefeitura são muito bem-vindas e que os gestores de outras cidades deveriam tomar como exemplo.

“Se chove em Cuiabá, daqui a doze horas a água vai chegar em Santo Antônio. O rio Cuiabá lá sobe mais porque recebe águas do Coxipó e Aricá. Por exemplo, se o rio chegar a oito metros na capital, lá em Santo Antônio ficará com 13. Outro problema é o assoreamento do leito, que acaba causando mais problemas”, explicou Domingos Iglesias.



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