Terça feira, 22 de outubro de 2019 Edição nº 11128 27/01/2005  










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“América” vai ter mistura de histórias e culturas

Novela fala sobre imigração ilegal para os Estados Unidos e o universo do Funk nos morros cariocas

Agência Folha

Como fez em "O Clone", Glória Perez reunirá em sua próxima novela, "América", histórias e culturas aparentemente distintas. Para abordar o tema da imigração ilegal para os Estados Unidos e do sonho de fazer a vida por lá, ela contará a história de Sol (Deborah Secco). No mesmo núcleo, estão Thiago Lacerda - como um atravessador -, Claudia Jimenez, Guilherme Karam e Juliana Knust, entre outros. Em vez da cultura muçulmana, Glória mostrará o mundo dos rodeios, do qual farão parte Murilo Benício e o ator americano Lucas Babin. Seus personagens disputarão a mão de Sol. Dirigida por Jayme Monjardim, a novela, que tem estréia prevista para 14 de março, já começou a ser gravada. O estúdio de gravação, no Texas, representa uma cidade mexicana perto da fronteira com os EUA. Deborah e Lacerda, aliás, estão por lá.

Funkeiras - A novela de Glória Perez só estréia em março na Globo, mas o trabalho já começou para boa parte do elenco. Enquanto alguns atores gravam nos EUA, três jovens atrizes se esforçam para conhecer um pouco mais do universo do ritmo, que desceu dos morros cariocas e contagiou o resto do país.

E dá-lhe visitas a bailes funks, sempre acompanhadas por um expert no assunto: o DJ Malboro. "A Mariana já freqüentava meus bailes em Jacarepaguá antes da novela", entrega o músico, um dos responsáveis pela vinda da onda funk para São Paulo - ele se apresenta na noite quinzenal da casa noturna Love.e, na capital. Cleo, ele diz, ainda não foi a nenhum baile em sua companhia, mas Luiza já passou por vários. "Fomos a todos os tipos de noite funk, desde a da favela até a da "classe A', na zona sul."

As atrizes observam as roupas, o linguajar e o comportamento das funkeiras da vida real. "Também ouvi alguns CDs", diz Luiza Valdetaro, que chegou a receber em sua casa as cantoras do Bonde Faz Gostoso para uma aula particular.

O laboratório das dançarinas de "América" é assim, genérico, por falta de informações sobre as personagens, dizem as atrizes. "Quando fiz o teste, o Jayme (Monjardim, diretor) me disse que ela se chamaria Clô e que seria do movimento hip hop", conta Luiza. A atriz, que estreou na TV em "Celebridade", conta que só depois de ler a primeira sinopse foi avisada da mudança do nome de sua personagem para Manu e da troca de seu gosto musical.

Manu vai influenciar Raíssa, personagem de Mariana Ximenes. "A Raíssa não vai ser funkeira desde o começo. Depois é que ela vai entrar nisso", diz Mariana. Glória Perez, que tem cercado a novela de um clima de mistério - chegou a pedir aos atores que não dêem declarações -, confirma: "O funk só aparecerá no meio da trama. Nem comecei a escrever essa parte ainda."

Fato é que, ao escolher o funk como pano de fundo, a autora dá reforço a uma onda que não pára de crescer. "É bom porque vai dar mais visibilidade", teoriza Tati Quebra-Barraco, a "musa" do movimento. "O funk é a cola que une as diferentes classes, do favelado à patricinha. É uma enorme satisfação ver um movimento cultural como esse na TV", diz Malboro.



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