Sábado, 23 de fevereiro de 2019 Edição nº 11128 27/01/2005  










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Casa Cuiabana promove baile de máscaras

Antigas folias cuiabanas serão revividas, como as tradicionais marchinhas e os sambas

MÍRIAM BOTELHO
Da Reportagem

Para quem tem saudades dos antigos carnavais, nesta sexta rola o Baile de Máscaras, no Centro Cultural Casa Cuiabana, a partir das 21 horas. O objetivo é reviver as antigas folias cuiabanas como as tradicionais marchas e sambas.

Além do Baile de Máscaras, será aberto nesta quinta uma mostra fotográfica dos antigos carnavais, que permanece em cartaz até 29 de janeiro, em horário comercial.

O folião pode vestir sua fantasia e se divertir ao som da banda 100% Cultura que fará um passeio nas músicas dos velhos carnavais. A banda é formada pelos professores dos cursos de música da entidade cultural. Entre eles Fabinho (contrabaixo), André (sax), Simite (vocal), Manezinho (guitarra e cavaco), Irineu (bateria), Benê Cintra (percussão), e Eugênio.

Esta é a segunda edição do baile de Máscara. E a expectativa da coordenadora da Casa Cuiabana, Regina Lobo, é que o evento atraia um bom público ao espaço, tanto para o baile quanto para a exposição didática.

A mostra conta com imagens cedidas pelo Museu da Imagem e do Som. No espaço estão fotos dos antigos carnavais, fantasias, foliões, cordões, corso, e ainda dos blocos Sempre Vivinha, Estrela do Oriente, Bloco dos Marinheiros.

“Este foi o período áureo do carnaval cuiabano. As pessoas desfilavam nas ruas, com máscaras e belas fantasias e ainda tinha a batalha de confetes”, relembra a coordenadora.

No evento é imprescindível o uso da máscara. Entretanto, quem não tiver uma, não se preocupe, uma artesã estará vendendo diversos tipos para os foliões.

O espaço será decorado por funcionários da entidade e deve reunir as famílias mais antigas. Antigamente, as reuniões eram realizadas nos salões do Clube Dom Bosco, Clube Feminino ou Clube Náutico. A festa é gratuita, porém é preciso buscar o convite com antecedência. Informação pelo telefone 613-9236.

MÁSCARAS

O carnaval do Renascimento foi marcado pelo romantismo e o lirismo. O baile de máscaras foi introduzido pelo Papa Paulo II e começou a fazer sucesso nos séculos XV e XVI, principalmente na França e na Itália.

Ainda no século XIX, um baile promovido em 1884 pelo Instituto Real de Pintores e Aquarelistas ficou muito famoso em Londres. Artistas ingleses se fantasiaram com máscaras de seus gloriosos mestres do passado ou de príncipes e monarcas amigos dos artistas e brincaram de forma ordeira e pacífica.

Desta forma, o carnaval passou a ser visto como uma celebração de caráter estritamente artístico, com bailes e desfiles alegóricos.

O primeiro baile de máscaras no Brasil aconteceu no Hotel Itália, em 1840. Muitos outros surgiram, com maior repercussão e afluência, como o da Sociedade Constante Polca, do Teatro São Januário (1846) e o do Imperial Teatro D. Pedro II (1879). Os bailes públicos passaram também a tomar conta da cidade, não só nos salões, mas em lugares mais acessíveis ao povo.



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