Sexta feira, 24 de novembro de 2017 Edição nº 11075 21/11/2004  










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Música de Edson Zampronha encerra Bienal de Música Contemporânea

Um dos grandes nomes da música contemporânea no Brasil e na Europa, Zampronha ministrou palestra sobre música e semiótica e foi uma das grandes atrações da Bienal

MÍRIAM BOTELHO
Da Reportagem

O compositor e instrumentista Edson Zampronha, um dos grandes nomes da música contemporânea no Brasil e na Europa, esteve em Cuiabá participando da 1ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso. Além de realizar uma palestra sobre música e semiótica, suas composições também foram incluídas na programação da Bienal. No sábado o grupo Música Eletroacústica apresentou ‘Sentimento Plástico’, e hoje às 20 horas, será a vez do Duo Paulo Passos & Joaquim, do Rio de Janeiro, interpretarem ‘Impossibilidade de Reduzir um Instante’, no concerto de encerramento da Bienal no teatro do Sesc Arsenal.

Zampronha trabalha com música contemporânea, semiótica e tecnologia. Unindo inovações com sensibilidade compõe obras para orquestra, música de câmara, música eletroacústica, e instalações sonoras. Seus trabalhos estão gravados em vários CDs, e seu pensamento musical está publicado em livros e artigos. Sua obra é reconhecida tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

Professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde coordena o Grupo de Pesquisa em Música, Semiótica e Interatividade. A música vem de família(pai, mãe, avós) todos, de certo modo deram sua contribuição. Tanto que aprendeu a tocar vários instrumentos, mas acabou optando pelo piano. Como compositor mais de 50 músicas, e até uma específica para teatro. Sobre o processo de criação comenta que sua música segue uma seqüência de organização de sons, e investigação do sentido musical, que juntos deixem de ser algo inteligível, para se tornar algo sensível e entendido por quem for escutar.

Para ele, a Bienal de Música tem como característica fornecer oportunidades para o público conhecer a música contemporânea, e as produções mais recentes. ‘É uma forma de despertar a sensibilidade musical’, que não é tão estimulada, avalia.

Ele já participou de vários CDS, o último, solo, Modelagens conta com sete faixas e está sendo divulgado no exterior. “As obras deste CD são experiências artísticas que exploram o corpo do som, a natureza das relações entre os sons, e as possibilidades de sua interação com a escuta”, analisa.



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