Sexta feira, 03 de setembro de 2010 Edição nº 11041 09/10/2004  











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Inflação menor não diminui previsão de juro no Brasil

FABRÍCIO VIEIRA
Da Folhapress - São Paulo

O resultado mais fraco registrado pelo IPCA não foi o suficiente para mudar a expectativa do mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom). Isso é explicitado pelas projeções futuras de juros, que fecharam praticamente estáveis.

O IPCA é o índice de preços utilizado pelo governo para monitorar a meta de inflação. Um IPCA mais fraco, como o de setembro, poderia ser um sinal para que o governo mudasse sua política monetária.

Os juros básicos estão em 16,25% ao ano. O Copom se reúne entre os dias 19 e 20 para definir a nova taxa. A expectativa predominante no mercado é que os juros sejam elevados para 16,50%.

A Modal Asset afirma acreditar que virão "índices de inflação mais desfavoráveis daqui para a frente". "O mercado parece ter compreendido que setembro pode ter sido um ponto fora da curva em termos de variação de preços", diz a Modal em relatório.

No pregão de ontem da Bolsa de Mercadorias & Futuros, a taxa do contrato DI (juro interbancário) com resgate em abril de 2005, o mais negociado, fechou com taxa de 17,06%. No dia anterior, o contrato teve taxa de 17,09%.

"Os últimos índices de inflação não vão mudar a atitude do Copom, pelos menos não ainda na próxima reunião. Os juros devem subir mais 0,25 ponto percentual", afirma Rodrigo Boulos, economista do banco Santos.

Depois de três altas consecutivas, o dólar recuou 0,77%, para fechar a R$ 2,829.

No mercado internacional, a queda nas taxas dos títulos do Tesouro norte-americano - que refletiu a criação de empregos nos EUA abaixo do esperado - favoreceu os papéis de emergentes. Os C-Bonds, títulos da dívida brasileira, subiram 0,94%.

Com isso, o risco-país brasileiro teve queda de 3,06% e fechou a 443 pontos. O risco de outros países emergentes também caiu: o da Venezuela teve baixa de 3,5%, e o do Peru recuou 1,83%.

AÇÕES - A Bovespa acabou por refletir mais um recorde do petróleo (o barril foi a US$ 53,31 em Nova York) e caiu 0,74%. O pregão da Bolsa começou com clima positivo, influenciado pelos dados mais baixos de inflação no País. Mas a alta do petróleo fez com que o mercado não se sustentasse.

Na semana, a Bolsa fechou com alta acumulada de 0,63%. No mês, os ganhos estão em 2,93%.

Das 55 ações que formam o Ibovespa, 30 recuaram no período. A liderança das perdas ficou com o papel PNA da CRT Celular, que acumulou desvalorização de 12,38%.



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