Sexta feira, 19 de abril de 2019 Edição nº 11000 22/08/2004  










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Nova variedade é industrializada

A BRS Cora foi desenvolvida pela Embrapa para regiões tropicais e testada na Fazenda Melina em MT


No lançamento, à esquerda, Michel Leplus, Dimas Maia e Clayton Campanhola, presidente da Embrapa
MARIANNA PERES
Da Reportagem

A BRS Cora era a variedade para suco que faltava para os produtores de regiões tropicais, como Mato Grosso, para dar cor ao produto. Lançada na semana passada, durante o Amazontech, a Cora já estava sendo industrializada desde o ano passado na Fazenda Melina, em Nova Mutum (269 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá). "A cor é a primeira impressão que o consumidor tem do suco e faz toda a diferença, depois para se tornar fiel ao produto, a doçura é o diferencial", justifica o viticultor e proprietário da Melina, Michel Leplus.

Segundo um dos pesquisadores da nova cultivar, João Dimas Garcia Maia, da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) para o suco são utilizadas variedades especiais para conferir aroma, paladar e doçura, mas no caso de regiões tropicais havia deficiência na cor, pois a variedade Bordô se adapta apenas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

"Nestas regiões a composição básica de variedades para o suco são a Isabel (a principal), a Concorde (aroma) e Bordô (cor), sendo que em regiões tropicais, estas duas últimas não se adaptam", aponta Dimas.

Para produção do suco Melina, Leplus utiliza hoje 45% de Isabel precoce, 45% de Isabel normal e 10% de Cora. "A precoce fica madura cerca de 35 dias antes do ciclo normal e foge da estação das chuvas e tem um teor de concentração de açúcar 3% acima da Isabel normal", justifica. Também por meio de seleção em área de vários produtores a Embrapa chegou a versão precoce da Isabel.

Dimas lembra que os estudos para se chegar a Cora somaram 12 anos, foram oito de pesquisa em laboratório e quatro em experimentos na Fazenda Melina. "Parece muito tempo, mas se os cruzamentos não fossem destinados a regiões tropicais, onde é mais fácil trabalhar, os resultados demorariam ainda mais", destaca. Em campo, quatro seleções de uva se destacaram, mas depois de avaliações agronômicas, somente a Cora se sobressaiu. O trabalho foi desenvolvido também pelo pesquisador Umberto Almeida Camargo, da Embrapa.

Leplus conta que a industrialização da Cora teve início assim que a avaliação agronômica habilitou a nova variedade, "mas para nossa surpresa ainda houve registros de produtividade de 73 toneladas (t) por hectare (ha) e 60 t/ha, enquanto que a média na Fazenda é cerca de 30 t/ha.

Na Fazenda estão enxertadas outras quatro seleções novas com alto teor de açúcar, alta produtividade, coloração intensa e sabor próprio para suco integral. Dimas acredita que o trabalho de avaliação leve mais uns quatro ou cinco, "só após este período vamos definir pelo lançamento ou não de uma ou mais cultivares", salienta.

No ano passado a Embrapa lançou três variedades de uva sem sementes que foram testadas na Estação Experimental de Viticultura Tropical da Embrapa, em Jales (SP).



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