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05/08/2004 07:51Anterior | Índice | Próxima

Professores da UFMT não entram em greve mas rejeitam proposta do governo

Da Reportagem

Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), decidiram em assembléia geral na Adufmat, realizada ontem, não entrar em greve. Por 75 votos a 34, o indicativo de parar a partir de hoje, não passou, mas a categoria rejeitou a proposta do Governo Federal apresentada na última rodada de negociações, dia 30 de agosto. Os docentes, por meio do Sindicato Nacional (Andes), defendem a extinção da ´´gratificação produtivista´´ (Gratificação de Estímulo à Docência - GED); querem paridade entre ativos e aposentados e isonomia entre as três carreiras (1º, 2º e 3º graus).

Em nota pública divulgada ontem o Andes diz que ´´flexibilizou-se em vários pontos, no sentido de que isso pudesse ser assegurado inclusive por meio de gratificação fixa, com calendário para incorporação das mesmas´´. Entretanto, diz o documento, nas últimas discussões, com base na primeira contraproposta apresentada pelo governo, a categoria passou a ´´reivindicar um aporte da ordem de R$ 72 milhões, o que seria de fato um aporte além do previsto pelo governo, para viabilizar a sua proposta de abril, e serviria para corrigir distorções no que se refere à isonomia entre as carreiras´´.

´´No último dia 30, o governo apresentou uma proposta que, segundo ele, é a primeira oficial e a única possível´´. O Andes a classifica como ´´retrocesso´´, pois ao contrário da anterior, que previa a extinção da GED, mantém-se ´´a gratificação, suspendendo seu caráter produtivista, aumenta para 65% o percentual da gratificação paga aos aposentados e viabiliza reajustes acima da inflação do ano de 2003´´.

O Mec destaca como positivos cinco aspectos: ´´é uma proposta de transição para um cenário que prevê, a médio prazo, a extinção da GED e possibilita a isonomia entre ativos e aposentados, além da incorporação futura das gratificações; suspende o caráter produtivista, permitindo que 100% dos professores que hoje estão na ativa recebam essa gratificação; permite a redução da diferença entre os aposentados e professores da ativa com o aumento de 60% para 65% da GED, na medida que passam de 84 para 91 pontos; todos os professores terão aumento superior à inflação, sendo que o menor percentual de aumento é de 10,15% e o maior é de 34,52%; a maioria dos professores com dedicação exclusiva, ou seja, 75,36%, vão ter reajustes de 15,15% a 19,95%. Também 75% dos aposentados terão reajustes de 12,52% a 17,14%.´´

A proposta é retroativa a maio deste ano e implica em gastos adicionais de R$ 372 milhões, em 2004, e de R$ 538 milhões, em 2005, a serem autorizados por meio de projeto de lei ou medida provisória, de acordo com o MEC. (Ascom/Site do MEC/Site da Andifes)



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