Sábado, 18 de novembro de 2017










02/08/2004 13:03Anterior | Índice | Próxima

“Cuiabanês” é tema de pesquisa nacional

Da Reportagem

O escritor, compositor e secretário de Apoio a Cultura e Resgate Histórico Moisés Mendes Martins foi escolhido para ser entrevistado por pesquisadoras da língua portuguesa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sobre o falar cuiabano. A professora Aparecida Negri e uma acadêmica da faculdade de letras, estão percorrendo as 27 capitais brasileiras para estudar as variações regionais da língua portuguesa e fazer glossários com palavras típicas de cada local.

Moisés foi indicado para falar sobre a lingüística cuiabana por ter escrito dois livros sobre o assunto: A força da fala no dizer cuiabano, que conta com um glossário de frases cuiabanas e Revendo e reciclando a cultura cuiabana, que aborda a Historicidade de Mato Grosso e Cuiabá. “Na entrevista pude mostrar às pesquisadoras que aqui existem algumas palavras inéditas, como digoreste que significa ladino, danado, esperto e tranchan-decatibirau que quer dizer muito bom. Por exemplo, eu posso dizer você fez um terno e ficou tranchan-decatibirau ou seja, muito bom”, declarou Moisés.

Na entrevista, Moisés também falou sobre a importância da historicidade na cultura e nos costumes de Cuiabá. “Durante séculos Cuiabá foi submetida a um isolamento do resto do país. No início do século XVIII não haviam estradas e os meios de comunicação eram quase inexistentes. O único acesso era fluvial, através do rio Cuiabá que conduz ao São Lourenço, desaguando no rio Paraguai, na bacia do Prata. Por isso, a Capital sofreu mais influências dos países da bacia do Prata, Paraguai, Uruguai e Argentina, onde a colonização foi mais incidente, do que do resto do país”, explanou.

De acordo com o secretário, após a guerra do Paraguai houve um contato mais próximo entre os elementos humanos o que resultou em trocas de informações lingüísticas, da cultura, costumes e gastronomia. “Pude perceber que as pesquisadoras estão formando uma espécie de ‘colcha de retalhos’ da língua portuguesa falada nos vários recantos brasileiros. O resultado da pesquisa será divulgado nacionalmente”, concluiu.

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