Quinta feira, 31 de julho de 2014










29/04/2004 10:01Anterior | Índice | Próxima

Construtoras pesquisam preços de insumos em MT

Da Reportagem

Em um Estado de dimensões continentais, como Mato Grosso, comprar material de construção pode dar dor no bolso se o consumidor não dispuser de tempo para uma boa pesquisa de valores. Preço do frete, sazonalidade, proximidade de regiões produtoras são características que fazem grande diferença na hora de preencher o cheque. O Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), em pesquisa realizada neste mês, demonstra as diferenças de preços em 14 produtos, pesquisados em 11 municípios espalhados nas diversas regiões do Estado. Os dados surpreendem.

Algumas surpresas são positivas. O cimento, em Cuiabá, por exemplo teve redução de 10% em seu preço, se comparado com abril do ano passado. “Trata-se de um produto que sofreu alta exagerada em seus valores nos anos de 2001 e 2002, fruto de especulação do setor cartelizado”, explica a engenheira civil do Sinduscon, Sheila Mesquita. Hoje, o cimento na capital custa R$ 17,10. O maior custo do produto, nos onze municípios pesquisados, está em Pontes e Lacerda: R$ 23,00. Sorte para quem vai construir em Barra do Garças, onde o preço está mais baixo: R$ 16,17.

Comprar tijolo também pode ser prejudicial à saúde financeira da obra se a cotação for feita sem maiores preocupações com aspectos regionais. O milheiro do tijolo maciço na capital custa R$ 120,00, valor inclusive abaixo do preço orçado no mesmo período do ano passado. Já em Alta Floresta, recorde inflacionário nesse insumo, chega a R$ 196,00. Mas não precisa ir tão longe para encontrar preços exagerados para o tijolo maciço. Em Rondonópolis, duas horas e meia de carro de Cuiabá, o custo do produto é de R$ 175,00. Sheila chama a atenção para a correção inflacionária ocorrida em Sinop, onde o preço está em R$ 173,33. “Houve aumento superior a 50% em relação a abril de 2003”, destaca.

Para profissionais responsáveis por cotações em construtoras que participam de obras públicas, todo cuidado é pouco. Com base na pesquisa do Sinduscon, Sheila ressalta que os empresários devem cobrar do Estado que tome duas medidas a cada obra pública licitada. Em primeiro lugar, que faça a cotação regional, para que o preço da obra seja o mais real possível. E que a cotação seja atualizada em uma periodicidade que considere as diferenças de preço provocadas por fatores diversos, como sazonalidade ou simples variação inflacionária.

Em mais um exemplo das distorções de valores, ela aponta o preço da tinta látex PVA, lata de 18 litros. “A mesma Alta Floresta, onde o preço do tijolo é recorde na pesquisa, revela o valor mais baixo da tinta: R$ 56,00”, diz. As distorções no preço desse insumo entre os municípios são consideráveis. Em Cuiabá, custa mais de R$ 118,00. Em Rondonópolis, é mais barato: R$ 104,33. Em Sorriso, custa menos de R$ 68,00. O recorde no custo da tinta está em Barra do Garças: R$ 125,00. “E olha que o preço desse insumo em Barra do Garças teve queda de 11% em comparação com abril de 2003”, destaca Sheila. Mas ela lembra que parte das distorções nos valores pode ser explicada pelas marcas diferenciadas usadas de um município para outro.

A variação entre o menor e o maior preço, em alguns produtos, ultrapassa a marca de 100%. O recorde na diferença inflacionária pertence à areia lavada: 274% entre os R$ 15,33 de Sorriso e os R$ 57,33 de Tangará da Serra. “A explicação de tamanha diferença pode estar justamente na proximidade com áreas produtoras. O município distante dessas áreas, considerando inclusive o frete elevado em Mato Grosso por causa das condições das estradas, arca com um custo maior”, analisa Sheila.

A pesquisa de preços e municípios do Sinduscon havia sido realizada, pela última vez, em abril de 2003. Sheila avalia os números deste ano de forma positiva. “Verificamos deflação em diversos casos, o que não ocorreu no ano passado. É claro que há produtos que, mesmo com redução de preços, ainda estão acima dos valores justos, sendo necessário que o poder público atente para a cartelização de setores na cadeia da construção”, finaliza.



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