3ª Bienal de Arte Moderna de Mato Grosso começa nesta quarta-feira
Da Reportagem
Telas, esculturas e instalações em diversos formatos e cores. É a 3ª Bienal de Arte Moderna do Estado de Mato Grosso que reúne obras de todo o Brasil. E mais três trabalhos do consagrado Romero Brito.
A mostra entra em cartaz hoje e prossegue até 05 de abril na Galeria de Arte da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso.
O evento é promovido pela ACUBÁ (Associação Cuiabana de Belas Artes) com apoio da Lei de Incentivo à cultura Hermes de Abreu. No espaço, 65 telas, que devem surpreender o público pela beleza, extravagância, e originalidade.
Na abertura os artistas Evandro Prado, Maria Regina Martello Maluf de Curitiba (PR), e Saint Clair Gonçalves Dias de Belém (PA) receberão os três prêmios individuais, no valor de R$ 1 mil e mais o Pincel de Ouro.
O conjunto Fé na Tábua I, II, III, de Evandro Prado conquistou a comissão julgadora. O trabalho é feito em madeira, e em cada uma delas, rosários, e santinhos espalhados nas três intervenções. Evandro Prado, 19 anos, é de Campo Grande (MS). Ele desde criança já demonstrava certo talento para o desenho e para as artes plásticas.
Em 1988 começou um curso de técnicas de desenho à grafite com o artista Rafael Maldonado, logo passou a se dedicar a pintura à óleo e aquarela. Em 2001 realizou sua primeira exposição individual, em pintura espatulada, com 13 telas que retratavam a cidade de Campo Grande.
Já em 2002 participou de uma coletiva, e no ano seguinte começou a cursar a Faculdade de Artes Visuais UFMS, e garantiu a sua classificação e prêmio de melhor pintura no 7º Salão de Artes de Dourados/MS.
A artista Maria Regina Martello comparece com uma instalação em acrílico, fio alumínio e papel reciclável com os títulos “Toda uma História”, “As coisas se repetem em vários lugares do mundo só que por vezes em outros momentos” e “Trajetória de uma vida ao nascer, o ninho, os caminhos a percorrer envolvem sutilezas, olhares, união, envolvimento a todo momento...”. Ela é de Curitiba, e desde 1980 vem participando de várias exposições, em todo o Brasil.
O outro vencedor do Pincel de Ouro é Saint Clair Gonçalves Dias,51 anos, desde a década de 80 participa de exposições no estado do Pará e Amazônia. Ele abocanhou o prêmio com as obras Cicatrizes I, II, III. As peças foram feitas em chapa de aço, bisturi, arame farpado e espelho.
Entre os três prêmios simples, no valor de R$ 1 mil, apenas Wender Carlos é de Cuiabá. Desde 1992 vem produzindo obras especiais, cujo resultado verteu-lhe prêmios, como o Muxirim Cuiabano de Artes Plásticas e Salão Jovem Arte Mato-grossense em duas edições.
A artista Lise Oliveira Dacier Lobato de Belém (PA), comparece com 10 peças em tecido, linha, acrilon e cerâmica. Ela é formada em Educação Artística pela UNAMA e participou de várias mostras, inclusive a XII Bienal Internacional de Arte de Villa Nova Cerveira – Portugal. As obras fazem parte dos grandes acervos, entre eles da Fundação Rio das Ostras de Cultura (RJ).
A outra representante é Mari Bueno de Sinop (MT) que já recebeu vários prêmios. No ano passado recebeu as medalhas de ouro da EUROPEART em Genebra, na Suíça. Na mostra, trabalhos de Osvaldina dos Santos, Télio Donizeth e mais: Emanuel Franco de Belém (PA), Fernando Pereira de São Paulo (SP). Este grupo recebeu menção honrosa. E mais 12 telas de artistas selecionados de todo o País.
Na abertura da III Bienal de Arte Moderna do Estado de Mato Grosso performance do artista plástico mato-grossense Clóvis Irigaray. O artista nasceu em 1949, na cidade de Alto Araguaia (MT). Dá início à sua carreira artística em 1968 com a Exposição “5 Artistas de Mato Grosso” na Galeria do Cine Belas Artes de São Paulo e no XXIII Salão Municipal de Belo Horizonte (MG).
Em 1974, participa da Bienal Nacional de São Paulo, além de participar do XXIV Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Panorama das Artes de Mato Grosso no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT. Deixa de expor por um longo período e retorna às exposições em 1995, realizando, até a data de hoje, várias mostras individuais e coletivas em Cuiabá, e também em Évora, Portugal.
CONVIDADO ESPECIAL
A III Bienal conta com três obras do famoso artista Romero Britto. Natural do Recife (PE), ele representa o estilo Pop Art do final da década de 50 com trabalhos desenvolvidos em Miami (EUA) onde funciona seu ateliê, em South Beach.
Em 2002, abriu sua galeria de artes em São Paulo. Romero Britto tem seu trabalho reconhecido no mundo todo. Suas figuras geométricas e coloridas conquistaram celebridades como Madonna, Michael Jackson, Paloma Picasso, e Sylvester Stallone.
Em seu trabalho ele mostra um mundo luminoso e alegre, bem diferente da realidade de menino pobre que rompeu as barreiras da favela de Recife e alçou vôo para terras estrangeiras, onde o universo exuberante que Britto inventou para consumo próprio tornou-se alvo do interesse de renomados marchands e críticos de arte.
Ele tem status internacional, de legítimo continuador do cubis-mo neopop de Andy Wharhol, e administra galerias com sua grife na Flórida, São Paulo e Londres.
SERVIÇO
O QUE: Abertura da III Bienal de Arte Moderna de Mato Grosso
ONDE: Secretaria de Estado da Cultura
QUANDO: desta quarta-feira (03) até o dia 5 de abril
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