Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 10788 05/12/2003  










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Morre Maria Müller, aos 104 anos

Viúva do interventor de MT, Júlio Müller, ela influenciou a cuiabania na educação, nas artes e na política

ARQUIVO/DC
Maria de Arruda Müller morreu na manhã de ontem, aos 104 anos, depois de intensa e ativa vida pública
DANIEL PETTENGILL
Da Reportagem

Mato Grosso perdeu ontem o maior ícone feminino do Estado, ao longo de todo o século 20. Morreu por volta das 9h30, aos 104 anos, uma das mais reconhecidas e homenageadas educadoras do Brasil, a cuiabana Maria Arruda Müller. Viúva do governador-interventor de Mato Grosso, Júlio Strubing Müller, e matriarca de uma das famílias mais influentes na política mato-grossense, Maria Müller sentiu-se mal durante a madrugada e foi levada em seguida para o Hospital Santa Rosa. Não resistiu, porém, a um infarte desencadeado pouco depois. Ela completaria 105 anos na próxima terça-feira.

Durante todo o dia de ontem, parentes, autoridades e velhos amigos revezaram-se nas homenagens à educadora, que foi velada na centenária casa da rua Campo Grande, número 494, onde viveu toda a sua vida. As duas primeiras coroas de flores a chegar à residência foram enviadas pela governadora em exercício Iraci França, que determinou luto oficial em todo o Estado por três dias.

“Ela era o espelho da simplicidade e da humildade para todos nós. Não fazia distinção entre pobre e rico e foi a responsável por unir o clã Müller”, definiu a neta Maria Luiza Müller, muito emocionada. Genuína cuiabana, nascida em 1898, dona Maria Müller deixou uma história de riqueza única nos campos da política, educação e cultura regionais. Exemplo de perseverança para os seus 23 netos, 57 bisnetos e cinco tataranetos. Poetisa, publicou três livros e foi a primeira mulher a conquistar uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras. Apaixonada pela missão de ensinar, lecionou até os 96 anos. “Se fosse jovem, vovó com certeza seria uma ativista política, ambientalista ou defensora das causas sociais. Isso sempre fez parte do seu espírito desbravador”, afirmou a neta Marina Müller.

Para o ex-governador de Mato Grosso na década de 70, Garcia Neto, Maria Müller representa uma geração que ajudou a formar a essência do pensamento da cuiabania. “Maria produziu influências na sociedade ao longo de toda a sua existência”, disse o ex-governador. Maria Müller era filha de João Pedro de Arruda e Adelina Ponce de Arruda, e neta de Generoso Ponce.

Casou-se em 1919 com Júlio Strubing Müller, que em 1937 foi nomeado por Getúlio Vargas interventor em Mato Grosso. “Entre os inúmeros exemplos, posso destacar a sua força em promover mudanças e a vontade de desempenhar papéis de liderança”, afirmou o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Branco de Barros. “Não só Mato Grosso, mas o Brasil está carente de símbolos tão genuínos e que encarnam tão bem toda a identidade de um povo”, comentou Aloísio Povoas, filho de outra figura célebre no Estado, Lenine Póvoas.

O sepultamento de Maria Müller está marcado para às 10h de hoje, no cemitério da Piedade.



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