Museu das Bonecas, um espaço muito especial
Um acervo de pelo menos 2 mil bonecas, de todos os tamanhos e das mais diferentes épocas. De argila, madeira, celulóide, plástico e porcelana, algumas são exemplares raros. Tudo isso pode ser visto no Museu das Bonecas de Terezinha Barros
MÍRIAM BOTELHO
Da Reportagem
Você já imaginou uma casa em que os únicos moradores são brinquedos? Essa casa existe e está localizada aqui em Cuiabá, no Jardim Flamboyant. Os brinquedos pertencem ao Museu das Bonecas, que surgiu com Terezinha Lima Barros, 53 anos, colecionadora de brinquedos antigos e modernos há 30 anos. Ela começou ainda adolescente. E o interesse com o passar do tempo foi crescendo cada vez mais. Funcionária aposentada da Secretária da Fazenda, ela diz que já chegou a realizar uma média de seis viagens, por ano, à São Paulo para comprar bonecas. As peças são compradas em feiras de antigüidades. Hoje formou uma rede de amigos colecionadores. “Eu conheço colecionadores nos Estados Unidos, São Paulo e Japão, trocamos diversas informações”, diz acrescentando: “tenho vários catálogos sobre a origem e períodos de fabricação de diversas bonecas”.
O interesse é tanto que já registrou o espaço como Museu das Bonecas, o primeiro e único do País. Na coleção bonecas, casinhas, mobiliário, carrinhos, gravuras, revistas, ursos. Ela consegue os catálogos junto aos amigos, e fábricas. São bonecas feitas de argila, madeira, celulóide, plástico, e porcelana.
Ela já atingiu a marca de 2000 mil bonecas, e por isso resolveu fundar o Museu. “Ele nasceu, não com a pretensão de reunir a melhor coleção de bonecas e brinquedos, mas sim com o objetivo de popularizar o seu conhecimento entre o grande público”, pontifica Terezinha Barros.
No espaço existe uma pequena biblioteca com toda a história das bonecas desde a sua criação, até os dias de hoje, e também livros infantis e gibis. No anexo da casa funciona um mini-loja onde a colecionadora vende bonecas e outros tipos de brinquedos. No espaço, bonecas Barbie das décadas de 60 e 70. Esta boneca foi lançada em 1959. E, ainda a marca Armand Marseille, que foi o maior produtor de cabeças de bonecas biscuit, e um dos nomes mais importantes entre os fabricantes. O boneco apresenta características de expressões com cabelos naturais com a boca entreaberta e com os dentes em porcelana. Lá também pode se encontrar a boneca Dressel e a boneca de Terracota(1940). O rosto é redondo, e unidos por elásticos em pequenos furos. Entre as celebridades em formato especial: a Miss Universo da década de 60, Ieda Maria Vargas, ou a musa infantil Shirley Temple que apareceu nos Estados Unidos em 1934 em conseqüência da popularidade da pequena atriz. Esta boneca teve tanto sucesso que continuou a ser fabricada até a década de 70.
A Alemanha, segundo a colecionadora foi o país que mais se dedicou na produção de bonecas biscuit. Iniciou-se no século XIX, prolongando-se até as primeiras décadas do século XX.
Para Terezinha Barros todas as bonecas tem o seu valor, seja pelo valor econômico, sentimental, seja pela representividade de uma cultura ou tradição. As bonecas retratam a sociedade através de cada época, observando-se suas tendências quanto aos traços físicos da região que a fabricou. O Museu está localizado na Rua G, quadra 05, casa 20 – Jardim Flamboyant. Contatos pelo telefone: 626-4186 ou pelo email:museudasbonecas@terra.com.br
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