Sábado, 23 de março de 2019 Edição nº 10675 25/07/2003  










IGREJA DE SÃO BENEDITOAnterior | Índice | Próxima

Risco de incêndio é iminente

ALECY ALVES
Da Reportagem

Por causa da sobrecarga e da precariedade do sistema de distribuição de energia elétrica, a Igreja de São Benedito está na iminência de virar cinzas. O fim de um dos mais importantes símbolos de fé dos mato-grossenses construído há 283 anos e que há 28 foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional, pode ser o mesmo que o das igrejas histórias de Minas Gerais (nas cidades de Ouro Preto e Sabará) e Goiás (em Pirinópolis), recentemente destruídas pego fogo.

Numa vistoria feita ontem pela manhã por técnicos da FPI (Fiscalização Preventiva Integrada), o engenheiro elétrico Mário Márcio Corrêa da Costa constatou que é grande o risco de incêndio com origem no sistema elétrico. A rede estaria em processo de combustão, provocado por um superaquecimento gerado por uma sobrecarga que já causou danos no isolamento dos condutores.

Mário Márcio explicou que esses problemas são conseqüência das ampliações feitas nos fundos da igreja porque, em detrimento das obras, a caixa de distribuição de luz continuou sendo a mesma de 1975, ano em que prédio foi tombado. E conforme registros da igreja, foi nessa época que o prédio passou pela última e única obra de restauração custeada pelo poder público.

Mário Márcio disse que fez uma vistoria superficial, mas o que viu foi suficiente para afirmar que a situação é preocupante. “Tenho certeza que se tivesse visto a fiação que passa por dentro do forro jamais viria nessa igreja”, observou.

Para o engenheiro, pequenas correções não seriam o mais indicado. O sistema elétrico, sugeriu, precisa de um redimensionamento geral. O tenente do Corpo de Bombeiros José Carlos da Silva Costa completou que por ser muito antigo o prédio não oferece nenhum serviço de prevenção e combate a incêndio, uma falha que só seria corrigida com a elaboração de um projeto específico de segurança e controle.

Além do risco de incêndio, vazamento no telhado, infiltrações e rachaduras nas paredes e danos no piso, o arquiteto Cleber Queiroz Martins, assistente técnico do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), manifestou preocupação com a falta de saídas de emergência.

Os compartimentos edificados ao longo dos anos, destacou Martins, transformaram a igreja num labirinto, dificultando a identificação dos pontos de saídas e operações coletivas de desocupação do prédio em caso de sinistro. O arquiteto, que também é engenheiro de Segurança do Trabalho, informou que a FPI vai elaborar um laudo enumerando todas as irregularidades, falhas e necessidades identificadas.

Como a vistoria foi solicitada pelo coordenador do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) no Estado, Cláudio Conte, é para ele que num prazo de 15 dias o documento será enviado. É que antes de concluir esse trabalho, a FPI vai vistoriar a Igreja de Nossa Senhora de Sant’Ana, em Chapada dos Guimarães.



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