Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 10644 18/06/2003  










“SECOMGATE”Anterior | Índice | Próxima

Audiência é marcada por troca de acusações

Da Reportagem

A oitiva das cinco testemunhas de acusação do caso conhecido como “Secomgate”, onde o senador Antero Paes de Barros (PSDB) é acusado de abuso de poder econômico para financiar sua campanha eleitoral de 1998, foi marcada ontem por trocas de acusações e ameaças de processos judiciais.

O advogado da Coligação Unidade Democrática, Luiz Antônio Carvalho, garantiu que irá processar o empresário João Dorileo Leal por dizer durante depoimento “mentiras” sobre o seu assessorado, ex-senador Carlos Bezerra (PMDB). Se Antero, por acaso, perder seu mandato, o peemedebista assume a vaga.

“Já esperávamos esse depoimento. Como são pessoas ligadas ao Dante ou à Secretaria do Estado de Comunicação (Secom) da época, sabíamos que viriam negar as denúncias, mas contra provas não há argumento. Já em relação ao depoimento dele (Dorileo Leal), tenho certeza que Carlos Bezerra irá tomar alguma providência judicial”, ponderou o advogado.

João Dorileo afirmou que, com seu depoimento, conseguiu rebater as denúncias e também deve processar o peemedebista. “Ele tentou provar minha ligação com Dante de Oliveira dizendo que eu comprei duas rádios de pessoas ligadas ao ex-governador, mas esqueceu que eu comprei dele (Bezerra), inclusive paguei muitas parcelas em dólar”, frisou João Dorileo.

A rádio a que o empresário se refere é ligada ao grupo Vila Real e, segundo ele, foi comprada em 1992 de um grupo de empresários sem ligação com Dante de Oliveira. “Tenho um documento aqui que prova isso. Mas o estranho é que eu paguei para o Bezerra e legalmente a rádio não é dele. Tem um laranja nessa história que eu não sei quem é. Outra denúncia diz que eu era sócio da DMD. Como? me desliguei do grupo em dezembro de 1993”, acrescentou o empresário.

Além de João Dorileo Leal, seu irmão, José Dorileo Leal e Márcia Moraes (sócios-proprietários da DMD Associados), Severino Moreira e Aramir Melo, ex-funcionários da Secom, também foram ouvidos ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No entanto, eles não se pronunciaram alegando orientação de advogados.

O desembargador e corregedor do TRE, Flávio Bertin, e o procurador do MPF, Moacir Mendes de Souza, também não comentaram o assunto porque o caso tramita em segredo de Justiça. Mas, para Luiz Antônio, até o mês de agosto, o TRE deve ouvir as testemunhas de defesa e realizar o julgamento.

O caso “Secomgate” veio à tona em 1998, quando a coligação Unidade Democrática, liderada pelo atual conselheiro Júlio Campos e o senador Carlos Bezerra, acusou o governo do ex-gestor Dante de Oliveira de fraudar licitações públicas para, via DMD Associados, repassar o dinheiro a um grupo de comunicação de Cuiabá, que repassava à campanha de Antero Paes de Barros e de Dante à reeleição.



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· Ih!!! tenho quase certeza (se minha memó  - Suely Beltrao




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