Segunda feira, 16 de setembro de 2019 Edição nº 9672 25/07/2000  










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Candidatos sem propostas concretas

Pinheiro, Serys e Wilson enfatizam críticas ao prefeito França, que não participou do debate


Wilson Santos, Serys Slhessarenko e Emanuel Pinheiro se preparam para o debate, ontem à noite, na TV Gazeta
ANTONIO PERES
Da Reportagem

Os três candidatos a prefeito de Cuiabá – Serys Slhessarenko (PT), Wilson Santos (PMDB) e Emanuel Pinheiro (PFL) -, que participaram do primeiro debate promovido ontem pela TV Gazeta, apresentaram poucas propostas concretas para administrar o Município. Sem a presença de Roberto França (PSDB), candidato à reeleição, os debatedores não pouparam críticas ao prefeito e investiram no discurso genérico quando questionados sobre problemas de áreas específicas.

Um dos melhores momentos do debate foi a “saia justa” em que o candidato do PMDB, deputado Wilson Santos, colocou a candidata do PT, Serys Slhessarenko. Questionado por Serys sobre sua coerência política, já que o PMDB compõe a base do Governo do PSDB em nível nacional e apoiou até recentemente as administrações tucanas no Estado e no Município, Santos respondeu citando, como “provas de fidelidade aos interesses populares”, seus votos, como deputado federal, contra o salário mínimo de R$ 151,00; contra a contribuição previdenciária sobre da aposentadoria e a favor da renegociação da dívida dos produtores rurais. E como deputado estadual, os votos contra a privatização da Cemat, contra o aumento do ICMS da energia e o seu trabalho contra a privatização da Sanemat.

Entre as poucas propostas efetivas de solução para problemas graves do Município, na área de educação, destacaram-se as da implantação da Bolsa Escola, feita pela candidata do PT para assegurar um salário mínimo como incentivo para que famílias carentes mantenham seus filhos na escola, e a do deputado Emanuel Pinheiro, na área de saúde, de transformar as policlínicas em mini prontos-socorros regionais e estender o atendimento dos centros de saúde para 24 horas.

Na área de habitação, para acabar com as invasões e grilos – das quais ele é um dos mais destacados incentivadores - o candidato do PMDB, deputado Wilson Santos, propôs a desburocratização dos processos de loteamentos pela iniciativa privada, inclusive, com redução de impostos e taxas, arrecadação das áreas baldias, cujos proprietários tenham dívidas antigas inscritas na Dívida Ativa e adoção de um cadastro social de famílias sem-teto e de um programa habitacional para famílias com renda inferior à cinco salários mínimos.

SEM DEFESA – A decisão do prefeito Roberto França de não participar de debates ou mesmo de entrevistas individuais, já no primeiro embate entre seus adversários, revelou uma estratégia que pode causar-lhe mais prejuízos que dividendos eleitorais. A administração do tucano foi duramente criticada pelos três adversários durante o debate de ontem, sem que houvesse qualquer contraponto. Os aspectos mais negativos – como os problemas da saúde, de infra-estrutura dos bairros periféricos, de segurança e de gestão financeira do município – foram ressaltados em cores dramáticas. Sem nenhuma defesa por parte do chefe do Executivo Municipal.



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