Segunda feira, 17 de fevereiro de 2020 Edição nº 9672 25/07/2000  










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Prisão de boliviano poderá por fim à esquema de picapes Hilux

Da Reportagem

A prisão do traficante Mário Fernando Castedo Aranda, o “Sérgio”, de 27 anos, no último final de semana em Várzea Grande, pode levar o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil a desarticular um braço do narcotráfico boliviano. Sérgio é acusado de comprar picapes Hilux furtadas ou roubadas em outros Estados para levar para os traficantes bolivianos.

Os bandidos praticavam escambo. As picapes eram trocadas, em média, por um quilo de cocaína. A droga era levada para os Estados de onde vieram os veículos. Esse esquema funcionaria desde o início de 1998, quando Sérgio fugiu da cadeia.

Segundo o delegado Anderson Garcia, adjunto do GCCO, as picapes levadas por Sérgio vinham principalmente de Goiás e São Paulo. Os veículos eram entregues, um a um, e vendidos por um quilo de cocaína, avaliado em cerca de US$ 5 mil.

As picapes, no valor de mercado, estão avaliadas em cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 35 mil). A polícia acredita que dezenas de picapes Hilux tenham sido levadas para os traficantes usando o esquema.

O delegado acrescentou que os bandidos estavam usando, recentemente, o esquema “formiguinha”, trazendo uma de cada vez, sempre em Cuiabá ou Várzea Grande. “Se trouxessem em lotes, a polícia descobriria logo”, explicou Garcia.

Sérgio era fugitivo da Cadeia Pública de Vila Bela da Santíssima Trindade, de onde conseguiu escapar há dois anos. A polícia acredita que, nesse tempo, ele tenha sido o principal responsável pela receptação das picapes.

Ele estava hospedado num hotel, próximo ao trevo do Lagarto, em Várzea Grande, quando foi preso pelos policiais do GCCO. O traficante nega o envolvimento com os veículos roubados.

“Vim para Cuiabá para receber um dinheiro emprestado de um amigo que vinha de Goiânia. Não sei de nada de picapes furtadas. Depois da fuga, fui para San Mathias (na divisa com o Brasil), onde era taxista“, justificou-se.

O delegado Garcia disse que ainda não sabe quais traficantes que recebem as picapes, nem os responsáveis pelo roubo. Ele acredita que pode haver várias quadrilhas organizadas que furtam, roubam e entregam as picapes em Cuiabá para o boliviano.

MELHORES - Um levantamento feito pela polícia de Mato Grosso revela que as picapes Hilux (inclusive na versão SW) são as preferidas dos bolivianos. Além de ser um veículo resistente, usado em qualquer tipo de estrada, tem a manutenção barata.

Desde o início do ano, a polícia desarticulou duas quadrilhas que roubaram Hilux em Cuiabá e Várzea Grande - recuperou dezenas de veículos e prendendo oito pessoas.



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