Sexta feira, 28 de novembro de 2014 Edição nº 10621 22/05/2003  










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Greve dos motoristas começa hoje em Cuiabá

Se não houver acordo com as empresas, ônibus podem nem sair da garagem

JUPIRANY DEVILLART/DC
Usuários do transporte coletivo aguardam ônibus no terminal da praça Bispo Dom José, no centro de Cuiabá
DANIEL PETTENGILL
Da Reportagem

A qualquer momento os veículos que integram o transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande podem parar em razão de uma greve geral organizada por motoristas e cobradores.

Encerra-se nas primeiras horas de hoje o prazo de 72 horas, estabelecido pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT), para que haja um acordo entre patrões e empregados. Se tal acerto não acontecer de última hora, é provável que os ônibus parem de circular ainda hoje a qualquer hora ou sequer saiam das garagens. Ontem o sindicato da categoria distribuiu panfletos para informar a população sobre o movimento.

“A categoria está mobilizada e estamos apenas definindo as nossas estratégias para a greve. Vamos analisar onde será o local de concentração dos trabalhadores e se os ônibus ficarão nas garagens mesmo ou nas ruas”, afirma a diretora jurídica do Sindicato de Transporte Terrestre de Cuiabá e Região (Stett), Graci Padilha Gonçalves. Cinco rodadas de negociação não foram suficientes para se chegar a um consenso sobre a questão salarial dos trabalhadores.

A categoria pede um reajuste da ordem de 40%, alegando, principalmente, um suposto aumento na arrecadação das empresas com a majoração de 33% no valor da passagem, concedida este ano. Os empregadores propõem 3% e não abrem mão desse percentual. “Fecharíamos um acordo até por 20% de aumento, mas nunca abaixo disso”, enfatiza Graci.

As empresas dizem estar operando próximo ao déficit pois a prefeitura de Cuiabá não estaria repassando a compensação financeira pela gratuidade no transporte coletivo, concedida aos estudantes. Esta situação causaria empecilhos para a um reajuste mais “gordo”. Com a recomposição integral de 40%, os motoristas passariam a receber em torno de R$ 1,2 mil por mês e cobradores cerca de R$ 800.

O que ainda impede a categoria de considerar líquida e certa a paralisação é a possibilidade de uma reviravolta na negociação em cima da hora. Foi assim no ano passado, quando as empresas resolveram conceder um aumento de 8% no salário dos trabalhadores minutos antes de iniciar uma greve já anunciada.

“Mesmo assim creio que agora é diferente, porque em 2002 não houve reajuste de tarifa”, opina a diretora. Os trabalhadores também reivindicam vale-gás, redução da jornada para as sete horas e 20 minutos legais- o sindicato afirma que muitos trabalham entre 8h e 15h- melhorias gerais nas condições de trabalho e outras que envolvem a saúde do trabalhador.



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Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto

· ta certo motoristas briga pelo seu dire  - gugu
· Sim a greve, de preferência se for uma g  - Thiago Cláudio Silva Souza
· sou a favor dos motoristas e cobr  - paulo
· Sou a favor, mas eles também não devem e  - Iara
· É importante o debate, e as opniões aqu  - Manoel Ortiz Júnior
· sou totalmente contra a greve pois a gre  - valeria araujo
· Outro desrespeito aos empregados, Outra   - alex
· Sou totalmente a favor da greve, aliás,   - Julia Cristina de Avila
· Nós passageiros deveriamos todos fazer g  - Amauri Tapajos
· Os sindicalistas deveriam trabalhar mais  - Mauro Tassinari
· Achei muito interessante a publicao que   - Jorge
· A greve é um direito de todo trabalhador  - fatima paes soares de barros
· Os empresários devem considerar que os m  - William Viegas
· Não tiro a razão deles, pois se eles não  - Santiago
· A grande verdade é que os empresarios, e  - paulo garcez de camargo filho
· esse assunto e complicado sempre que se   - carlos cesar gonçalves

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