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24/07/2000 18:14Anterior | Índice | Próxima

Como os aumentos atingem a classe média

Da Reportagem

Em reportagem publicada hoje no Jornal do Brasil, o economista da Fundação Getúlio Vargas, Felipe Ohana, também assessor econômico da liderança do PSDB no Congresso, afirma que, toda vez que os preços da gasolina, da energia elétrica, do telefone ou do gás aumentam, a classe média está sendo tributada e ficando mais pobre.

Como são serviços que não podem ser substituídos por outros equivalentes, o consumidor acaba pagando compulsoriamente. São impostos indiretos. E com os salários congelados, as famílias são obrigadas a cortar despesas, comendo menos ou pior, por exemplo.

"Você não pode substituir o telefone por um tambor ou sinais de fumaça à moda indígena. Assim como ninguém vai deixar de consumir energia elétrica e tentar a força motriz do carro de boi. São preços que acabam virando impostos indiretos", diz o economista. "É muito diferente quando sobe o preço da carne e você pode comprar ovos no lugar", exemplifica.

Segundo Ohana, uma família que gasta 20% da renda mensal com tarifas públicas, toda vez que a gasolina ou a tarifa telefônica aumentar 10%, essa família ficará 2% mais pobre. Porque não vai deixar de usar o automóvel ou o telefone.

"Na primeira semana, até usa um pouquinho menos, mas logo depois vai voltar ao seu hábito de consumo", afirma. Essa família cortará coisas substituíveis, como a alimentação ou o vestuário.

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