Sexta feira, 31 de outubro de 2014 Edição nº 9671 24/07/2000  










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Mulheres fazem canjinjin e dançam Chorado

Da Reportagem

Na Festa do Congo de Vila Bela da Santíssima Trindade, as mulheres não estão no cortejo, mas têm importância fundamental no desenvolvimento da festança. Além de serem as responsáveis pela confecção das roupas – que incluem capas e adornos de cabeça, feitos com capricho, sem improviso – elas também fazem o canjinjin, bebida típica feita com especiarias secretas.

O nome canjinjin é na verdade uma referência ao príncipe africano Kangingin, um jovem e forte guerreiro, com entre 14 e 16 anos, filho do rei do Congo. A bebida, à base de aguardente, leva também mel e gengibre. Mas todos os ingredientes, assim como a forma de preparo, não são contados pelas mulheres que participam da fabricação. Afrodisíaco, o canjinjin, junto com biscoitos também produzidos pelas mulheres, são os combustíveis necessários para a energia e disposição que a dança requer.

Uma das mais famosas engarrafadoras de canjinjin de Vila Bela da Santíssima Trindade é Constantina Cruz Maciel, 60 anos. Nascida e criada na cidade, Dona Cota, como é mais conhecida, foi funcionária dos Correios por 31 anos e por este tempo era a principal comunicação de Vila Bela com o restante do Estado. Hoje Dona Cota é também uma das principais organizadoras do Chorado, a dança feminina que acontece junto com o Congo.

O Chorado este ano começa hoje, às 10h, e estará mais sofisticado, segundo descreve o coordenador da festança, Nazário Brasão de Almeida. É que as mulheres do Grupo Cultural Dança do Chorado incrementaram ainda mais seus vestidos, já longos, coloridos e rodados. Ao todo são 24 mulheres, todas casadas.

A Dança do Chorado surgiu espontaneamente entre as mulheres, aproximadamente de 1815 e 1888. As mães escravas, com o objetivo de agradar aos senhores de escravos, dançavam com garrafas na cabeça, demonstrando talento e equilíbrio. Com isso pretendiam amenizar o castigo das senzalas, que era imposto a seus filhos e maridos, nos troncos ou à base de ferro quente na pele. O nome triste permanece vivo, mas hoje o Chorado é só comemoração. O Grupo Cultural atualmente já é presença certa nas principais festas turísticas de Mato Grosso. (JPL)



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