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Cuiabá MT, Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020
CUIABÁ URGENTE
Terça-feira, 27 de Outubro de 2020, 20h:55

REUNIÃO COM BOLSONARO

Setor da soja afirma que os preços devem se manter elevados

Da Redação
Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro recebe empresários do setor da soja no Palácio do Planalto
Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro no final da tarde de terça-feira, representantes do setor de soja afirmaram que o cenário de alta dos preços do produto vão continuar no ano que vem.
 
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os preços internacionais devem continuar subindo em 2021, o que deve contribuir para manter os preços da soja no mercado interno. 
 
Durante o encontro, a Abiove mostrou a situação do mercado de soja para o presidente, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em nota, a associação disse que o período de entressafra e o aumento da demanda no exterior contribuem para o aumento atual dos preços
 
“A entidade reforçou que 2020 foi um ano de grande aumento da produção de soja e de seus derivados, comprovando que não há falta de produto. E que a demanda internacional por soja em grãos ao longo deste ano foi também muito elevada, o que contribuiu com o aumento dos preços da commodity e gerou alta nos valores dos processados”.

A prévia da inflação divulgada pelo IBGE na última sexta-feira registrou a maior alta para outubro em 25 anos pressionada pelo aumento do preço dos alimentos, incluindo o óleo de soja (22,34%) e do arroz (18,48%). Já o preço da saca de 60kg de soja no porto de Paranaguá, um dos principais do país subiu 89% este ano, pulando de R$ 88 no inicio do ano para R$ 166,6 nesta terça, de acordo com o Centro de Estudos Avanços em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP).

 

Na reunião, a associação ainda ressaltou que o crescimento dos mercados de biodiesel e carne são o “melhor estímulo” para a industrialização da soja no Brasil "garantindo o fornecimento de derivados em momento de alta demanda, como o que vivenciamos ao longo deste ano". A expectativa da associação para 2021 é que o recorde de produção seja renovado normalizando a disponibilidade do produto.

“Também foi explicado que o Brasil está no período de entressafra de soja e, portanto, de menor disponibilidade da oleaginosa no mercado. Fator que também contribui para a redução na disponibilidade do produto e a respectiva alta dos preços. Este cenário, no entanto, tenderá a ser normalizado em janeiro, quando começará uma nova safra”.


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