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Cuiabá MT, Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
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Domingo, 28 de Junho de 2020, 13h:10

PANDEMIA NO ESTADO

Virus afasta 60 médicos que atuam em UTIs no Estado

Os afastamentos são motivados por idade, doenças prévias e também porque os profissionais são contaminados

Da Redação
Divulgação
Na rede hospitalar, há 546 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 173 na UTI e 118 em enfermaria

Em Mato Grosso,  60 médicos que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais da rede pública e privada que atendem casos de coronavírus estão afastados das funções e não podem atuar na linha de frente do combate à pandemia.

Os afastamentos são motivados por idade, doenças prévias, as chamadas comorbidades agravadoras da Covid-19, como diabetes e hipertensão, e também porque os profissionais acabam contaminados pela doença durante o exercício da função e devem ficar em isolamento.

“Também perdemos profissionais para a doença, que vieram à óbito. Esses afastamentos são muito ruins porque não podemos aproveitar a experiência profissional de muitos anos de trabalho que esses médicos têm e que são vitais para atuar nas UTIs, garantindo o maior índice de sobrevivência possível, porque são eles que têm a experiência clínica e o manejo na hora de atender o paciente”, explicou a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves.

Ela considera que a atuação na Terapia Intensiva deve ser muito rápida, pois a situação do paciente pode ter alterações de uma hora para outra, e a experiência médica pode fazer toda a diferença, por se tratar de uma doença ainda pouco conhecida.

“É uma doença sistêmica e que pode acabar desencadeando outras doenças. Tivemos paciente que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas que foi causado pela Covid-19. Daí a importância de um clínico com experiência, porque vai ser essa expertise, essa vivência do profissional, que vai ajudar a detectar outros problemas de forma mais rápida”, observou.

CONTRATAÇÃO - Outro ponto que agrava a situação para manutenção dos leitos de UTI é a dificuldade de contratação de profissionais para a área da saúde como um todo.

O Governo do Estado lançou edital para contratação de 751 profissionais para diversas áreas de atuação na saúde e aumentou o valor pago por plantões para tentar atrair médicos, enfermeiros e outros profissionais.

“Essa dificuldade em conseguir contratar se dá primeiro por uma situação de pânico pelo que é a doença e como ela é enfrentada. Outro agravante é que muitos profissionais estão atuando em diversos lugares, atendendo em mais de uma unidade”, disse Patrícia Neves.

Ela acredita que a situação deva ficar ainda mais grave com o passar dos dias, não apenas em relação aos médicos, mas com todos os profissionais de uma forma geral.

A diretora da Santa Casa exemplifica com a dificuldade para encontrar técnicos de enfermagem, área que possui número reduzido de profissionais no mercado: “Estamos articulando uma forma para que os enfermeiros assumam essa linha de frente, assim como já é feito em diversos países”.


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