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CIDADES
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2020, 08h:34

VIOLÊNCIA EM TREINAMENTO

Tenente bombeiro deve responder a novo processo por tortura

IPM é homologado e concluiu que Izadora Ledur cometeu crime militar em relação a ex-aluno de curso de formação

Da Reportagem
Divulgação
A tenente Ledur Deschamps, do Corpo de Bombeiros, que é acusada da morte de aluno durante treinamento

A Corregedoria-geral do Corpo de Bombeiros encaminhou ao Ministério Público de Mato Grosso o resultado do Inquérito Policial Militar (IPM), em que pede o indiciamento da tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps.

O inquérito foi homologado e concluiu que Ledur cometeu crime de natureza militar em relação a Maurício Santos, ex-aluno do 15º curso de formação da corporação.

"Verifica-se pelas provas documentais apresentadas, que resultaram indícios da prática de crime de natureza militar perpetrada pela 1ª tenente BM Izadora Ledur", diz um trecho do documento.

O IPM foi instaurado em 28 de fevereiro de 2019 e tramitou, desde então, na Corregedoria, sob relatoria do encarregado Heitor Alves de Souza, major do Corpo de Bombeiros.

Maurício Santos afirmou ter sido torturado e sofrido abusos por parte da tenente.

Na época, ele acabou desistindo no final do curso por medo de ser morto.

Outro aluno do mesmo curso, Rodrigo Patrício Lima Claro, 21 anos, morreu em novembro de 2016, após sessões de afogamento conduzidas pela tenente, na Lagoa Trevisan, durante o treinamento de salvamento aquático.

Ledur é ré pela morte de Claro, em ação penal que tramita na 11ª Vara Criminal da Justiça Militar, em Cuiabá.

Ao prestar depoimento sobre a morte de Rodrigo Claro, Maurício Santos afirmou que só está vivo porque desistiu das aulas.

Ele disse ter sofrido tortura e abusos por parte de Ledur, de maneira semelhante às ações que teriam levado à morte de Claro.

O MP-MT denunciou a tenente ledur por crime de tortura com resultado morte do aluno. Além dela, outros cinco militares também foram denunciados pelo mesmo crime.

A nova decisão é datada da última sexta (11) e o relatório foi encaminhou à 13ª Promotoria de Justiça Criminal responsável pelos crimes militares.

A decisão determinou a "imediata apuração disciplinar das transgressões disciplinares".

Agora, o MP-MT deve avaliar o oferecimento de nova denúncia.


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