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CIDADES
Terça-feira, 03 de Abril de 2018, 18h:10

EDUCAÇÃO

Seduc nega cortes na alimentação escolar

Uma denúncia feita pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), em Várzea Grande aponta o corte na merenda escolar na rede estadual de ensino. Os técnicos da alimentação escolar (antigas merendeiras) afirmam que a redução na quantidade já estaria inclusive afetando o atendimento aos alunos. As profissionais alertam que o corte na quantidade afeta inclusive a nutrição dos estudantes. “A escola que atuo tem cerca de 400 alunos por turno e a maioria faz as refeições. Dos oito quilos de arroz que comprávamos por semana, a Seduc cortou para cinco”, revelou uma merendeira que preferiu não se identificar. A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc)diz que não houve cortes na aquisição de produtos, tão pouco redução dos recursos destinados à alimentação escolar dos alunos matriculados na rede pública estadual. “A Secretaria e a Unidade de Gestão de Alimentação Escolar repudiam a divulgação de informações falsas, que podem gerar confusão e interferir no andamento das atividades do ano letivo”, confirma nota. O Sintep ressalta que com as mudanças feitas, a Seduc passa a definir unilateralmente quais os cardápios devem ser oferecidos e a quantidade de comida que pode ser comprada. O resultado acaba sendo refletido nas cozinhas das escolas onde as técnicas de alimentação afirmam que precisam fazer “milagres” para todos os alunos serem alimentados. “Na verdade o que a gente faz é um milagre mesmo. Temos que fazer render para que os alunos não fiquem sem a comida. Mas a nutrição ideal não está tendo”, diz a merendeira. A representante do Sintep subsede de Várzea Grande, Vânia Maria Rodrigues Miranda, afirma que no Ceja Licínio Monteiro até o vinagre utilizado para a higienizar verduras foi cortado. “Das duas embalagens que usavam por semana, agora terão direito a cinco para o ano. O governo federal faz dez repasses anuais para a merenda, por volta do dia 5 de cada mês. A Seduc deveria fazer e não faz, o mesmo número de complementações”, revela. Outro lado – Por meio de nota a Seduc informou que para o ano letivo de 2018 foi promovida uma readequação no processo de licitação para a aquisição dos alimentos que compõem os cardápios escolares - que contam com um parecer dos profissionais da Nutrição que atuam na Seduc. “Além disso, as unidades escolares participaram do processo de escolha dos cardápios de acordo com a sua realidade local, sendo ofertadas 25 tipos de preparações diferentes”. A pasta alega que a readequação acontece de acordo com a realidade escolar e com o valor da verba recebida pelas unidades. Os cardápios da alimentação escolar são elaborados por nutricionista, que considera o valor nutricional, a oferta de alimentos oriundos da agricultura familiar, a disponibilidade de alimentos em cada município, hábitos e cultura alimentar. “A medida adotada pela Seduc é em cumprimento aos apontamentos realizados por órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU), FNDE, entre outros”. Sobre os repasses do Governo Federal, a Seduc informou que o único valor recebido no ano de 2018, ocorrido no dia 15 de março, foi de R$ 2,8 milhões. A pasta enfatizou ainda que em 2017 foram investidos o total de pouco mais de R$ 48 milhões, sendo R$ 38 milhões de recurso federal e R$ 9,2 milhões de recurso estadual. (AA)

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