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Cuiabá MT, Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
CIDADES
Domingo, 01 de Março de 2020, 10h:25

TRINCAS E INFILTRAÇÃO

Problemas em estrutura de edifícios preocupam MPE e Defesa Civil

Vistoria foi feita no Edifício Nicolina/João Alfredo, local onde funcionou o primeiro shopping center da capital

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Olhar Direto
O condomínio Nicolina/João Alfredo, onde funcionou o primeiro shopping center de Cuiabá, no Centro Histórico

 


 

Problemas detectados na estrutura de um antigo prédio comercial e residencial, localizado no Centro Histórico de Cuiabá, levaram o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) a notificar a Defesa Civil da capital adotar providências imediatas. O órgão poderá, inclusive, utilizar no âmbito administrativo do poder de polícia para exigir a execução das obras de manutenção. Até mesmo a interdição dos prédios não está descartada caso exista iminente e comprovado risco aos moradores.

A medida abrange o Edifício do Comercial Shopping Cuiabá, que fica na Barão de Melgaço, local onde funcionou o primeiro shopping center da capital. Na parte superior, ficam as torres dos residenciais “Nicolina de Oliveira”, e o “João Alfredo de Oliveira”, com 96 famílias. Entre outros problemas, vistoria feita no local constatou patologias na infraestrutura do subsolo e infiltrações.

“O prédio não apresenta risco iminente de desabamento. Então, o que nós verificamos é agravamento progressivo dessas patogenias, como lajes expostas, pilares rachados com trincas, fissuras, mofo e infiltrações. Tudo isso, progressivamente, com o tempo faz com que enfraqueça tanto a parte do concreto como do aço e, com o tempo, pode desabar”, disse a engenheira civil sanitarista e especialista em regulação e fiscalização da Defesa Civil, Luzinete Nércia Vieira da Silva.

Além da Defesa Civil, a síndica também foi notificada a comprovar, no prazo máximo de 10 dias úteis, as providências adotadas para a contenção das patologias já identificadas pela Defesa Civil. O MP-MT cobra ainda, conforme informações da assessoria de imprensa, a contratação imediata de engenheiro e equipe de profissionais habilitados para a realização de perícia técnica no local e execução das obras de manutenção do subsolo do prédio, com indicação de início e término das intervenções.

“A representante do condomínio também deverá apresentar à 8ª Promotoria de Justiça a ata de assembleia geral realizada com os condôminos com a comprovação da publicidade dada sobre o real estado de conservação do imóvel e os riscos aos usuários e moradores no entorno dos prédios”, informou. Outra medida, segundo a notificação, será encaminhar ao MP-MT alvará atualizado de proteção contra incêndio e pânico expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar.

De acordo com o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, o inquérito civil foi instaurado para investigar e fiscalizar as irregularidades estruturais apontadas em laudo preliminar da Defesa Civil. O fato chegou ao conhecimento da Promotoria de Justiça após reclamação encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público. “Instada a se manifestar, a Diretoria de Proteção e Defesa Civil, realizou vistoria no local, que culminou no laudo de vistoria nº 056//DIMPDEC/2019, no qual restou constatado que, de fato, o imóvel em tela apresentaria inúmeras patologias na infraestrutura do subsolo que demandariam intervenção premente com a execução de contenção das infiltrações e retificação de pilares, vigas e lajes”, frisou o promotor.

A reportagem do DIÁRIO não conseguiu manter contato com a sindica do prédio. Conforme a engenheira Luzinete Nércia, até o momento, os responsáveis do imóvel não apresentaram as medidas adotada. “Foi orientada a contratação de equipe multidisciplinar formada por engenheiro estrutural, geólogo e todos aqueles envolvidos para sanar pelo menos o problema da infiltração e a retificação da fundação, dos pilares e das lajes”, destacou.

A Defesa Civil aguarda a entrega deste planejamento, bem como a apresentação de orçamento e contratação dos profissionais. Assim, um prazo deve ser dado para que o condomínio resolva os problemas. “Num prazo hábil e com um cronograma que dê para a síndica ou condôminos resolverem a situação”, destacou.

 


1 COMENTÁRIO:







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MARIA AUGUSTA RAMOS  02-03-2020 16:31:30
Aquele Shopping Cuiabá tem que ser fechado. O lugar é uma pocilga.

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