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CIDADES
Segunda-feira, 12 de Junho de 2017, 19h:50

CHACINA DE COLNIZA

Policial foragido se entrega

Quase dois meses foragido, policial acusado de participar da chacina em Colíder (1.114 quilômetros de Cuiabá), se entregou à polícia. Moisés Ferreira de Souza, conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”, se entregou na cidade de Ariquemes, em Rondônia. Moisés teria participado da chacina de nove pessoas, no dia 19 de abril, no Distrito de Taquaruçu do Norte, município de Colniza. Ele que seria o líder do grupo é um dos três denunciados pelo Ministério Público Estadual que estavam foragidos. A Polícia ainda está à procura de Valdelir João de Souza, conhecido como “Polaco Marceneiro”, apontado como o mandante e Ronaldo Dalmoneck, o “Sula”, acusado de fazer parte do grupo os “encapuzados”, matadores de aluguel, conhecidos na região como “guachebas”. Segundo denúncia do Ministério Público, “Sargento Moisés” e mais quatro homens integravam um grupo de extermínio e naquele dia teriam ido até a Linha 15 onde mataram, com requintes de crueldade, os nove trabalhadores. A Justiça já recebeu a denúncia feita pelo MPE pelo crime de homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada). No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Santos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. O grupo de extermínio percorreu aproximadamente nove quilômetros – praticamente toda a extensão da Linha 15 - onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho. “Os denunciados executaram as vítimas, em desígnios autônomos, de forma repentina e mediante surpresa, utilizando-se de crueldade, inclusive tortura, dificultando, de qualquer forma, a defesa dos ofendidos”, diz a denúncia. A motivação dos crimes, segundo o Ministério Público, seria a extração de recursos naturais da área. Com a morte das vítimas, a intenção do mandante era “assustar” os moradores e expulsá-los das terras, para futuramente ocupá-las. (AA)

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