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Cuiabá MT, Sábado, 27 de Fevereiro de 2021
CIDADES
Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2021, 16h:37

EM MEIO À PANDEMIA

Mais de 500 mil alunos iniciam o ano letivo no modelo virtual

Com avanço da Covid-19, Estado e os municípios de Cuiabá e Várzea Grande decidiram pela volta gradativa e sistema remoto

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Secom-MT
A partir de abril, as escolas voltarão com os sistemas presencial e online

Com o crescimento dos casos de Covid-19 nos últimos dias e, consequentemente, uma demanda maior por leitos em unidades de terapia intensiva (UTI), o ano letivo de 2021 está previsto para começar em fevereiro próximo nas redes estadual, municipais e privados de Cuiabá e Várzea Grande.

Nos três setores educacionais, que englobam aproximadamente 508 mil alunos, a decisão foi pelo início de forma remota, ou seja, online.

Na Capital, a decisão foi anunciada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, por volta das 19 horas de última segunda-feira (25).

Antes, a administração municipal realizou ao menos duas reuniões com o setor privado, que reivindica o retorno imediato das aulas presenciais sob alegação de prejuízos, como demissão de mais de 1,1 mil trabalhadores e o fechamento de 26 escolas.

Somente na cidade, são cerca de 50 mil alunos matriculados em 164 unidades do município e 55 mil na rede particular, além de um grande número de profissionais que atuam diretamente com as crianças.

Conforme o decreto nº 8.315, na rede pública municipal, a retomada deve ocorrer a partir do dia 8 de fevereiro, sendo este primeiro mês e também março de forma remota e, em abril, na modalidade híbrida, ou seja, presencial e online.

Já para os estabelecimentos privados, no ensino fundamental e médio, o retorno pode acontecer, remotamente, no dia 1º de fevereiro e a partir de março com a adoção do sistema híbrido.

Pelo documento, tanto a rede pública quanto a privada devem observar o limite de 50% da capacidade total de cada sala de aula, bem como todas as medidas de biossegurança como, por exemplo, distanciamento entre as carteiras, disponibilidade de álcool 70% ou produto semelhante para higienização e uso de máscara, entre outras.

Além disso, o aluno só poderá retornar mediante a assinatura, obrigatória, de um termo de autorização, por parte dos pais ou responsáveis.

No caso da educação infantil (de 0 a 5 anos e 11 meses), especificamente, o decreto autoriza o retorno 100% presencial, desde que seja também respeitada a limitação de 50% da capacidade de cada sala.

Para o ensino técnico e profissionalizante e ensino superior, a determinação é de que, de 1º a 28 de fevereiro, as atividades ainda ocorram virtualmente e, a partir de 1º de março, no sistema híbrido.

“Qualquer alteração que coloque em risco a saúde e vida das pessoas, especialmente, das nossas crianças e profissionais da educação, essas medidas podem ser mudadas. Continuaremos acompanhando de perto e trabalhando para que esse novo normal aconteça com total segurança e responsabilidade”, disse Emanuel Pinheiro.

Em Várzea Grande, a definição sobre as voltas aulas consta em decreto municipal nº 06/2021, assinado há uma semana. No ensino privado, incluindo o fundamental, médio e superior, está autorizada a retomada, a partir de 1º de fevereiro, de forma remota, sendo que o ensino híbrido deverá ser implantado a partir de 1º de março no ensino superior e demais modalidades a partir de 5 de abril.

Regras semelhantes valem para o sistema público, respeitado o prazo de 1º de março para o ensino remoto e de 5 de abril para o híbrido. Na cidade, somente a rede municipal conta com aproximadamente 28 mil estudantes.

Já em nível estadual, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) confirmou no dia 15 de janeiro o retorno às aulas na rede de ensino no dia 8 de fevereiro e também de forma não presencial (on line ou por meio de apostilas).

A decisão foi tomada para preservar a saúde dos profissionais e das famílias dos alunos, em decorrência do aumento no número de casos da doença no Estado e a ocupação dos leitos de UTI. 

Outra decisão do Governo será avaliar, semanalmente, a curva epidemiológica da doença.

Ou seja, verificar se os casos estão aumentando ou diminuindo, para decidir se as aulas serão mantidas de forma não presencial ou irão para a modalidade híbrida, em que intercala alunos estudando de forma presencial e a outra parte de forma não presencial.

O Estado conta com 380 mil alunos e 40 mil profissionais distribuídos em mais de 700 escolas estaduais.

Na ocasião, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, informou que “a infraestrutura escolar está preparada para atender os alunos e profissionais tanto no ensino não presencial como no híbrido”.


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