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CIDADES
Segunda-feira, 25 de Junho de 2018, 19h:02

SAÚDE

Hábitos mais saudáveis aumentam em Cuiabá

Contudo, os dados do Vigitel mostram que 22,7% dos habitantes da capital estão obesos e que 57,4% possuem excesso de peso

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Apesar de alto índice de obesidade e excesso de peso, a população cuiabana vem adquirindo hábitos mais saudáveis, que contribuem para melhor qualidade de vida. Pelo menos é o que revela a “Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico” (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde (MS). Em Cuiabá, segundo o Vigitel, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu quase 11,6%, entre os anos de 2008 a 2017, a prática de atividade física no tempo livre aumentou 174,3%, entre 2009 a 2017 e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 51,7%, abaixo da média nacional. Esses percentuais são melhores, por exemplo, que os registrados em Goiânia (GO), onde o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 7,8%, a prática de atividade física no tempo livre aumentou 136,6% e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 49,8%, nos três casos nos mesmos períodos. Contudo, os dados da pesquisa, mostram que 22,7% dos habitantes da capital mato-grossense estão obesos e que 57,4% possuem excesso de peso. Para avaliar a obesidade e o excesso de peso, a pesquisa leva em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC). Por meio dele, é possível classificar um indivíduo em relação ao seu próprio peso, bem como saber de complicações metabólicas e outros riscos para a saúde. “Mesmo com esta tendência a estabilidade e com o crescimento de pessoas que praticam atividade física e que estão consumindo alimentos mais saudáveis, não podemos deixar de continuar vigilantes com a população de Cuiabá. A obesidade e o sobrepeso são portas de entrada para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que prejudicam a saúde da população e que poderiam ser evitadas”, alertou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS), do Ministério da Saúde, Fátima Marinho. Ainda na capital, em 2007, 33,6% da população cuiabana consumiam refrigerantes ou sucos artificiais. No ano passado, o índice foi para 16,2%. Na comparação entre os sexos, as mulheres foram as que mais deixaram de ingerir refrigerantes, elas apresentaram uma queda de 55,6% contra 48,3% dos homens. “Cuiabá tem desenvolvido uma mudança no consumo de frutas e hortaliças. Percebe-se que a ingestão regular, o que representa em 5 ou mais dias na semana, destes alimentos aumentou em ambos os sexos, mas o crescimento geral ainda foi de 11,6% no período de 2008 a 2017”, reforçou o MS. Segundo Ministério da Saúde, o incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Por isso, o órgão federal adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o encontro regional para “Enfrentamento da Obesidade Infantil”, realizado em março passado, em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019. Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. “Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 3.800 polos habilitados”, frisou o MS, por meio da assessoria de imprensa. O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Assim, entre fevereiro e dezembro de 2017, foram entrevistados por telefone 53.034 pessoas.

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