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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2021, 13h:50

REDE ANTIGA

Drenagem da Prainha não comporta grande volume de chuva

A drenagem é apontada como uma das causas para a ocorrência dos transtornos, como enchentes

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Reprodução
Um dos pontos de alagamento foi na Prainha, em frente à Estação Ipiranga; Prefeitura teve que fazer intervenção no sistema viário

Cuiabá registrou diversos pontos de alagamentos decorrentes do temporal que atingiu a cidade, na tarde do último domingo (10).

Um dos locais mais afetados foi a Avenida Tenente-Coronel Duarte, mais conhecida como Prainha, nas proximidades das Estações Ipiranga e Bispo Dom José, que ficam no Centro Histórico, e também do Shopping Popular, entre os bairros Dom Aquino e o Porto.

Além da forte pancada de chuva, a drenagem ao longo do Córrego da Prainha, que nasce no Bairro Consil e deságua no Rio Cuiabá, é apontada como uma das causas para a ocorrência dos transtornos.

Antiga, a rede não está dimensionada para atender grande volume de água.

Para resolver o problema, o vice-prefeito e secretário municipal de Obras, José Roberto Stopa (PV), informou a realização de uma reunião com representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MT).

O objetivo é elaborar um projeto para drenagem fluvial da Prainha e da XV de Novembro, com lançamento no Rio Cuiabá, no Porto.

“Válido citar que a equipe técnica responsável pelo escopo do projeto atuou no ano de 2017 garantindo a solução de um problema recorrente de alagamento nas imediações do viaduto da UFMT”, informou, por meio de nota.

De acordo com Stopa, a Prainha registra alagamentos há cerca de 30 anos, quando há excesso de chuva.

Com o estudo, a intenção é fazer um levantamento de toda a Bacia da Prainha para a execução de intervenções no canal e, com isso, resolver definitivamente o problema de alagamentos.

A Prefeitura garantiu ainda que tem trabalhado continuamente, de forma preventiva, para sanar os impactos ocasionados pelas chuvas.

“Oportuno destacar que o serviço de limpeza das bocas de lobo distribuídas em todas as regiões da cidade é diário e, conforme relatório da secretaria, tem resultado em uma média de 115 manutenções por mês”, frisou. “Visando intensificar esse trabalho, foi montada uma força-tarefa que já está atuando nas quatro regiões da cidade, inclusive aos fins de semana”, acrescentou.

Segundo o Município, essa força-tarefa tem trabalhado principalmente nos pontos considerados mais críticos, monitorados pela Defesa Civil, Secretaria de Obras Públicas e Limpurb.

“A Avenida Tenente-Coronel Duarte é das que recebem essa atenção constantemente e receberá ao longo desta semana uma nova ação de manutenção em suas bocas de lobo. Além disso, a substituição do sistema de drenagem antigo também é uma das atividades que, dentro das possibilidades orçamentárias, o município tem buscado avançar”, reforçou.

No domingo, foram registrados 88 milímetros de precipitação e de forma isolada.

Entre outros transtornos, o Córrego 8 de Abril também transbordou e houve inundação no Hospital de Referencial para a Covid-19, o antigo pronto-socorro, que fica no Bairro Bandeirantes.

Outras localidades atingidas foram os bairros Jardim das América, Poção, Coophamil e Dom Aquino, inclusive, com a água invadindo residências.

INTERVENÇÃO – Na segunda-feira (11), pela manhã, a Secretaria de Obras Públicas precisou realizar o trabalho de troca de duas manilhas da rede de drenagem de águas pluviais, no cruzamento entre as avenidas a Prainha e a Generoso Ponce/Isaac Póvoas.

A intervenção no local se fez necessária após ser constatado um pequeno afundamento na pista.

Diante da situação, o órgão municipal deu início ao procedimento de substituição da tubulação danificada.

Ao longo do dia, foifeita a troca por novas manilhas de 1,2 metro e, posteriormente, a recomposição do pavimento.

Por conta dos trabalhos no encontro entre duas avenidas de grande movimentação, o trânsito foi parcialmente interditado.

"Esse é um trabalho emergencial, em razão das fortes chuvas que caíram sobre a Capital, durante o fim de semana. Neste caso especificamente, não foi possível aguardar o período noturno para executar o reparo, já que se trata de um ponto extremamente movimentado. Ou seja, assim que identificado o problema, a intervenção deve ser imediata para evitar riscos aos condutores", explicou Stopa.


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