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CIDADES
Terça-feira, 30 de Junho de 2020, 09h:20

DISTANCIAMENTO SOCIAL

Conselho alerta para riscos de festa e reuniões na pandemia

CRM-MT também orienta sobre o uso do "Kit-Covid" e revela preocupação com falta de leitos

Da Redação
Secom-MT
A participação efetiva da sociedade pode mudar a forma como enfrentamos esta pandemia, diz o CRM-MT

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) divulgou uma carta aberta à população, alertando para o momento crítico em que o Estado passa para enfrentamento da Covid-19, uma doença cujo comportamento biológico se caracteriza por alta contagiosidade.

No documento, o CRM destaca que a crescente ocupação de leitos hospitalares e retaguarda de UTI, desfalque de equipes, falta de insumos e a grande velocidade de consumo são preocupantes

Na carta, o Conselho Regional explica que o processo da Covid-19 é constituído de quatro etapas:  disseminação comunitária, aceleramento, pico e desaceleração.

Diante deste cenário de pandemia, o CRM-MT reforça que ainda não há um tratamento específico para a doença.

“Sobre as medicações que estão sendo trazidas, dentre elas a ivermectina e a hidroxicloroquina, ambas dependem de maiores estudos científicos para uma recomendação mais robusta, necessitando a prescrição médica esclarecida e com consentimento do paciente”, afirma, na nota.

Em em um vídeo, a presidente do CRM-MT, Hildenete Monteiro, destaca o risco da automedicação.

“Não existe nenhuma comprovação científica sobre o uso da ivermectina preventivamente em relação à Covid. E, mesmo em relação ao tratamento, também não há comprovação seja em relação da invermectina, a azitromicina e hidroxicloroquina. A questão da automedicação é que não existe nenhuma droga que tenha risco zero. Sempre pode ter efeito colateral. Esses efeitos podem ser simples, como uma diarreia, vômito ou tontura, mas também podem ser grave como choque anafilático dependendo do grau da alergia que isso pode provocar”, afirmou.

A médica também falou sobre o denominado “Kit-Covid”.

“Para o paciente receber, tem que ser atendido por um médico. O médico tem que prescrever e, aí assim, o paciente receberá o kit. O médico tem que informar todos os efeitos colaterais que tanto invermectina como a hidroxicloroquina ou azitromicina pode causa nesse paciente, que tem assinar um termo de consentimento”, disse.

Outra consideração na nota é sobre o fato de ainda não existir vacina, sendo as medidas de suporte clínico, ventilatório e de cuidados intensivos, quando necessários, os principais instrumentos para o tratamento.

“Dentre as estratégias de combate a Covid-19, está a necessidade de leitos para internação hospitalar e em unidades de UTI, e toda a logística que envolve esses locais”, observou.

“A crescente ocupação de leitos hospitalares e retaguarda de UTI, desfalque de equipes, falta de insumos, e a grande velocidade de consumo é preocupante”, destacou.

Conforme o CRM, há a necessidade de a sociedade ser parte integrante deste processo. Ela não é dissociada da responsabilidade deste contexto. A sociedade não pode assumir a passividade neste eixo comportando-se apenas como o ponto final deste processo.

“A participação efetiva da sociedade pode mudar a forma como enfrentamos esta pandemia, que já nos traz o problema de saúde específico e também nos impõem uma dura realidade emocional e econômica”, disse a presidente do CRM-MT.

Por isso, o reforço é para que as pessoas evitem aglomerações, festas, reuniões sociais.

“Essas medidas de isolamento social não dependem de política, governos ou autoridades”, disse.

“A sociedade deve ter a consciência que a flexibilização comercial não é flexibilização social. Por mais que os estabelecimentos comerciais estejam dentro da normativa, o comportamento social não está de acordo”, completou.


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