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Terça-feira, 26 de Junho de 2018, 17h:41

ALERTA I

Caso de febre amarela é confirmado em MT

A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo Aedes aegypti

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Mato Grosso teve o primeiro caso de febre amarela confirmado após nove anos sem registrar a doença. O paciente é de Primavera do Leste (240 quilômetros, ao sudeste de Cuiabá). O Estado é considerado área endêmica para a febre amarela e no período de 2010 a 2017 foram notificados 44 casos suspeitos, mas nenhum foi comprovado. A última ocorrência confirmada foi em 2009, no município de Feliz Natal. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT), o paciente trabalha como classificador de grãos e reage bem ao tratamento. “O caso continua sob investigação porque durante entrevista o paciente relatou que no período que antecedeu o surgimento dos sintomas da doença ele havia percorrido várias áreas rurais dos municípios de Primavera do Leste, Itiquira, Campo Verde e Alto Taquari”, informou o órgão estadual, que solicitou ao Programa Nacional de Imunização (PNI) doses suficientes de vacina para estes quatro municípios. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, também transmite a dengue, zika e a chikungunya. Com a confirmação do caso, a Vigilância em Saúde do município, com apoio do escritório regional de saúde (ERS) de Rondonópolis, desencadeou as ações de prevenção e controle da doença. A primeira delas foi a realização de uma reunião estratégica emergencial entre as duas equipes, seguida de investigação do caso positivo e do local da possível infecção. Em nota técnica, assinada pela Gerência de Doenças e Agravos Endêmicos e pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, a Ses/MT informou que foi realizada ainda a investigação de possíveis macacos infectados na região, busca ativa de pacientes com possíveis sintomas da febre amarela nas unidades de saúde do município e bloqueio vacinal da população sem registro de vacina. A equipe do ERS de Rondonópolis também estendeu as ações para os demais municípios em que o paciente informou que esteve e realizou reunião ampliada para a elaboração do plano de enfrentamento. “Os quatro (municípios) já elaboraram seus respectivos planos e em todos há previsão da realização de um dia ‘D’ para repasse de informações à população e imunização daqueles que ainda não foram vacinados”, destacou. De acordo com o Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão, sendo um deles silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. Em caso de sintomas, procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença. A Ses/MT reforçou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta vacina contra febre amarela para a população. Além de Mato Grosso, a vacinação é ofertada na rotina nos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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