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Cuiabá MT, Segunda-feira, 12 de Abril de 2021
CIDADES
Domingo, 07 de Março de 2021, 09h:00

FAZER A DIFERENÇA

Amor à profissão e ao próximo fazem rotina de médica contra a Covid

Telma Marra já passou dos 65 anos e poderia não atender pacientes da Covid, mas escolheu enfrentar a pandemia

ALECY ALVES
Da Reportagem
Diário/Reprodução
A médica Telma Marra, que, aos 65 anos, está na linha de frente no combate ao coronavírus em Cuiabá

Como parte das celebrações do Mês da Mulher - cuja data é 8 de março (segunda-feira), a partir desta edição, o Diário de Cuiabá traz uma série de reportagens narrando histórias de mulheres que fazem ou fizeram a diferença em suas áreas de atuação.

Mulheres que se tornaram referência entre colegas de profissão, na comunidade onde vivem, em família, amigos...

Aos 65 anos, a médica Telma de Mello Furquim Marra poderia ter optado por não trabalhar com pacientes da Covid-19, porém escolheu a linha de frente da pandemia.

Ela atua no hospital municipal de referência no tratamento da Covid-19, em Cuiabá, o antigo Pronto-Socorro Municipal, na Rua General Vale, bairro Bandeirantes, desde o início da pandemia, em março de 2020.

É o mesmo onde, há 31 anos, ela já atuava como cirurgiã geral.

A "Doutora Telma", como a chamam, chegou a se afastar da unidade referência, mas retornou assim que ocorreu a revisão da medida que limitava a atuação de profissionais com idade acima de 60 anos.  

"Sou saudável, ativa e sei que posso ajudar. Portanto, não é hora de recuar ou parar. Gosto da minha profissão, especialmente de estar no trato com os pacientes", argumenta.

Telma já integra as estatísticas das pessoas que tiveram a Covid-19, mas foi assintomática.

Só descobriu porque fez o exame e apresentou anticorpos.

Ela também já recebeu as duas doses da vacina, imunização ainda restrita aos profissionais de determinadas áreas e faixas etárias.  

Reprodução

Telma Marra 1

A médica Telma Marra, que está na linha de frente contra a Covid-19

Casada, três filhos, Telma conta que decidiu que seria médica ainda na adolescência, quando sua família se mudou para uma casa próxima a uma universidade, na cidade de Uberaba, em Minas Gerais.

Ela cursava o ensino médio e se encantou com jovens médicos e alunos de medicina circulando pelo bairro.

Buscou informações e se identificou com a carreira, além de descobrir que, como médica, poderia ajudar outras pessoas.       

Com 40 anos de medicina, Telma Marra diz que cada dia de trabalho continua sendo um aprendizado, mas nada que se compare ao que está vivenciando durante a pandemia.

No serviço de clínica médica de pacientes da Covid-19, Telma diz que a rapidez do agravamento do quadro de infecção dos pacientes chama atenção, nessa nova onda de infecção pelo novo coronavírus.

"Não sou cientista, portanto não faço pesquisa, isso é perceptível", observa.

Telma diz que, além da ação rápida na assistência aos pacientes, essa situação exige mais cuidados da população, de todos os cidadãos.

"Esse não é momento para aglomerações, festas, proximidades entre as pessoas", assinala.

"Infelizmente, não é o que estamos vendo nas ruas", lamenta.

Telma não está dizendo que o país tenha que parar as atividades econômicas e que as pessoas deixem de sair para trabalhar.

Mas, é necessário entender a necessidade das medidas de prevenção contra a doença.


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