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BRASIL
Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020, 00h:00

PANDEMIA

Vacina contra covid-19 deve seguir estratégia de imunização da gripe

Da Folhapress – Brasília

O Ministério da Saúde usará a mesma estratégia de vacinação da gripe para imunizar a população contra a covid-19. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, secretários da pasta afirmaram que "no mundo ideal" todos seriam vacinados. De acordo com a pasta, a maneira como será ministrada a vacina será definida a partir da comprovação de sua eficácia.

"Estamos falando de uma doença que afetou o mundo inteiro. Existe diferença entre o mundo ideal e o real. Temos 7 bilhões de pessoas no mundo e o ideal seria que vacinássemos o mundo inteiro. Infelizmente não temos essa possibilidade. No Brasil, a estratégia que usamos é a da Influenza, uma estratégia em que a gente vai fazer uma cobertura vacinal para Influenza", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, complementando:

"Uma das grandes vantagens é que Biomanguinhos vai produzir a vacina, não serão apenas 100 milhões de doses. Serão (100 milhões de doses) no primeiro momento, mas nós continuaremos a produzir a vacina no Brasil. E existe a possibilidade concreta de que a população brasileira possa ser efetivamente vacinada", disse.

De acordo com o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, os detalhes de como a vacina será distribuída serão definidos após a comprovação de sua eficácia.

"A gente está bastante ansioso em relação aos resultados desses estudos de fase três, porque vai ser a partir deles que vamos poder direcionar as medidas mais adequadas. Qual o público- alvo mais adequado, qual a estratégia, se vai ser necessário uma dose ou duas, se a imunidade é permanente, se ela serve para prevenir ocorrência de casos graves. Estamos num acompanhamento muito grande de todos esses estudos de fase três para que a partir das evidências, da aprovação da vacina, possamos lançar o programa sendo o mais efetivo possível", explicou.

O primeiro lote de 15 milhões de vacinas contra o novo coronavírus produzido pela farmacêutica britânica AstraZeneca e com previsão de chegar ao Brasil em dezembro será liberado a partir de janeiro de 2021. Mas isso não quer dizer necessariamente que a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), começará a ser aplicada nos postos de saúde imediatamente.

As informações foram dadas por integrantes da Fiocruz e do ministério em audiência realizada mais cedo pela comissão da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à pandemia.

 

Conforme cobrado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em reunião com secretários estaduais de saúde no último dia 30, os dados foram apresentados com destaques para as regiões do país.

Segundo os dados do Ministério, o Brasil apresentou queda de 7% no número de óbitos registrados na última semana epidemiológica em relação à anterior. Também houve redução de 2% no número de casos notificados na última semana em relação à anterior. O ministério evitou, no entanto, cravar que o país já superou o pico da doença. O secretário Arnaldo Medeiros disse não gostar de previsões.

O Ministério da Saúde apresentou também dados de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à COVID-19. Segundo a pasta, até julho, foram registrados 71 casos no país na faixa etária d 1 a 16 anos. De acordo com o ministério, foram três mortes até o momento, todas no Rio de Janeiro.

O maior número de casos de SIM-P associada à Covid-19 foi registrado no Ceará (29), seguido do Rio (22), Pará (18) e Piauí (2) 


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