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Cuiabá MT, Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
BRASIL
Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020, 15h:23

ECONOMIA

Rombo das contas externas sobe para US$ 50 bilhões em 2019, pior resultado desde 2015

Puxadas pela queda das exportações, as contas externas brasileiras registraram em 2019 o pior resultado para o ano desde 2015. O déficit em transações correntes — quando o volume de dinheiro que sai do Brasil supera o montante que entra no país — foi de US$ 50,8 bilhões no ano passado, informou nesta segunda-feira o Banco Central (BC).
Apesar disso, o rombo seguiu coberto com folga pelos investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira, que somaram US$ 78,5 bilhões em 2019. Foi uma pequena alta frente ao ano anterior, quando totalizou US$ 78,1 bilhões.
Nesta segunda-feira, o dólar foi negociado a R$ 4,21, alta de 0,72%, com a confirmação de novos casos de coronavírus fora da Ásia. A Bolsa cai 2,3%, aos 115.479 pontos.
O saldo das transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).
Na comparação com o ano anterior, o saldo positivo da balança comercial reduziu de US$ 53 bilhões para US$ 39,4 bilhões em 2019. O movimento foi influenciado pela queda de 6,3% nas exportações e recuo de 0,8% nas importações. O rombo na conta de serviços, como o transporte para enviar as exportações para fora do país, caiu 1,7%, para US$ 35,1 bilhões.
Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, afirma que a continuidade do ajuste nas contas públicas é fundamental para o equilíbrio estrututal das contas do setor externo.
"No geral, um ajuste fiscal profundo que elevaria as economias do setor público é fundamental para facilitar um ajuste estrutural permanente da conta corrente, no lugar de apenas um ajuste cíclico impulsionado pela fraca demanda doméstica abaixo do potencial", disse ele, em relatório.
O dólar caro afastou o turista brasileiro dos destinos internacionais no ano passado. Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 17,5 bilhões em todo ano de 2019, segundo o BC.
Isso representa uma queda de 3,7% na comparação com 2018, quando as despesas lá fora somaram US$ 18,265 bilhões. Esse foi o menor valor, para um ano fechado, desde 2016.
A moeda americana bateu sucessivos recordes de alta em 2019, chegando ao pico de R$ 4,25. Com o dólar alto, as viagens de brasileiros ao exterior ficaram mais caras. Além da taxa de câmbio, o nível de emprego e renda do brasileira é outro fator que influencia o gasto no exterior.
No ano de 2019, conforme o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 5,913 bilhões no Brasil, valor praticamente estável na comparação com o ano de 2018 (US$ 5,921 bilhões).


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