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BRASIL
Sexta-feira, 11 de Maio de 2018, 19h:17

RELATÓRIO DA CIA

Ministro destaca prestígio das Forças

GUSTAVO URIBE
Da FolhaPress – Brasília
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, saiu na sexta-feira (11) em defesa das Forças Armadas e avaliou que a divulgação de documento secreto que mostra a continuidade de política de execuções sumárias na ditadura militar não irá afetar o prestígio da classe militar. Em entrevista à imprensa, ele ressaltou que o governo brasileiro não tem conhecimento oficial sobre a veracidade das informações e chamou as Forças Armadas de ativo democrático no país, cujo valor "permanece nos mesmos níveis que se encontra até aqui". "As Forças Armadas brasileiras são um ativo democrático que o país hoje tem e isso, evidentemente, não é tocado por uma reportagem. Chamo a atenção: não temos acesso a documentos oficiais e isso só poderá ocorrer, ou seja, um pronunciamento oficial, quando tivermos acesso direto a esses documentos", disse. O ministro defendeu que alguma medida deve ser tomada pelo governo brasileiro, mas ressaltou que não cabe a ele tomar uma decisão, mas ao Ministério da Defesa. Jungmann, que ocupava a pasta desde o início do governo Michel Temer, deixou a estrutura em fevereiro para comandar a Segurança Pública. "São documentos da CIA e o governo brasileiro não tem conhecimento oficial de nada do que diz respeito a isso. Para se ter um pronunciamento oficial a respeito desse assunto, nós não podemos ficar apenas [nisso]. Não estamos a desconsiderar ou a desfazer de nenhuma noticia ou reportagem, mas é preciso ter acesso oficial de governo a governo", afirmou. O documento foi tornado público, com exceção de dois parágrafos ainda tarjados, em 2015 pelo governo dos Estados Unidos. Spektor qualificou o papel como o documento mais perturbador que já leu em 20 anos de pesquisa. Em nota, o Comando do Exército informou que os documentos sigilosos relativos ao período em questão e que "eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados foram destruídos, de acordo com as normas existentes à época -Regulamento para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS)- em suas diferentes edições". Procurado pela reportagem, o presidente Michel Temer não quis comentar.

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