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Cuiabá MT, Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020, 15h:25

SAÚDE

Mercado financeiro mundial reflete temores sobre o surto

OMS se corrige e diz agora que risco global do coronavírus é 'alto'

A Organização Mundial da Saúde (OMS) corrigiu nesta segunda-feira sua avaliação do risco do coronavírus que surgiu na China, considerando elevado para o nível internacional, depois de tê-lo descrito como moderado por "erro de formulação". Em seu relatório sobre a situação, publicado nas primeiras horas desta segunda-feira, a OMS indica que sua "avaliação de risco (...) não mudou desde a última atualização (22 de janeiro): muito alto na China, alto no nível regional e em todo o mundo".
O avanço do coronavírus está derrubando as bolsas internacionais e elevando a cotação do dólar. No Brasil, a moeda americana chegou a R$ 4,22. O mercado é pressionado pelos efeitos econômicos causados pela disseminação do vírus na China e em escala mundial.
Em relatórios anteriores, a agência especializada das Nações Unidas apontou que o risco global era "moderado". Na última quinta-feira, a OMS considerou "muito cedo para falar de uma emergência de saúde pública de alcance internacional". Hoje, admitiu o equívoco.
"Foi um erro de formulação nos relatórios de 23, 24 e 25 de janeiro, e nós o corrigimos", explicou à AFP uma porta-voz da instituição com sede em Genebra.
"Ainda não é uma emergência de saúde global, mas pode vir a ser", declarou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a China.
A OMS só utiliza esse termo para epidemias que exigem certa reação global, como a gripe suína H1N1 em 2009, o vírus zika em 2016 e a febre ebola, que atingiu parte da África Ocidental entre 2014 e 2016 e República Democrática do Congo desde 2018.
Da família dos coronavírus —como o causador da síndrome respiratória aguda grave (Sars)—, o vírus 2019-nCoV causa sintomas gripais em pessoas que o contraíram e pode levar à síndrome respiratória grave.
Até agora, pelo menos 81 pessoas morreram e quase 2.800 foram infectadas desde o seu surgimento em Wuhan, na China, no final de dezembro.
Durante o surto de Sars (2002-2003), a OMS criticou Pequim por ter demorado a alertar e tentar esconder a verdadeira extensão da epidemia.
A OMS também foi criticada nos últimos anos. Considerada alarmista por alguns durante a epidemia do vírus H1N1 em 2009, foi acusada, durante a epidemia de ebola na África Ocidental (2014), de não ter calibrado a verdadeira extensão da crise.
BRASIL - O Ministério da Saúde descartou, na manhã desta segunda-feira, uma suspeita de contaminação por coronavírus identificada em Niterói, no Rio de Janeiro.
Em nota, a pasta declarou que o paciente suspeito, internado no Hospital Icaraí, "não se enquadra na atual definição de caso suspeito de 2019-nCoV estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)".

Mais cedo nesta segunda, a Fundação Municipal de Saúde de Niterói informou que examinava um paciente que teria apresentado os sintomas da pneumonia contagiosa.
O homem, que chegou a ficar isolado, havia passado pela China, onde 81 pessas morreram em decorrência do surto. Em todo o mundo, o número de infectados beira os 2.800.
A fundação também anunciou que notificaria o Ministério da Saúde a respeito da possível ocorrência. Minutos depois, a assessoria da pasta informou que a suspeita foi descartada, e que o quadro do paciente seguiria para tratamento de influenza, até que um diagnóstico específico fosse confirmado.
À medida que o surto avança, países estão tomando medidas para contê-lo. O governo da Espanha negocia com a China e a União Europeia a repatriação de cidadãos espanhóis que moram em Wuhan, epicentro da doença.
O Reino Unido também se ofereceu para ajudar seus cidadãos a deixarem a província chinesa de Hubei, onde começou o surto de coronavírus. A Alemanha está considerando trazer seus cidadãos de volta, como já fizeram Estados Unidos e França.
Na manhã desta segunda-feira, o Camboja confirmou seu primeiro caso de coronavírus. Além da China, Estados Unidos, França, Austrália, Japão, Malásia, Cingapura, Coreia do Sul, Tailândia, Vietnã, Nepal e Canadá já confirmaram casos. Ocorrências também já foram registradas em Hong Kong, Taiwan e Macau.
Cientistas da Universidade de Hong Kong afirmam que o número real de casos do vírus pode estar na casa dos 40 mil, e por isso defendem que os governos devem adotar medidas drásticas para limitar os deslocamentos da população.
Na tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês prolongou em três dias o feriado do Ano Novo Lunar, que agora vai até 2 de fevereiro.
Com o mesmo intuito, gigantes corporativas chinesas, incluindo o Alibaba Group Holding e a Tencent Holdings, disseram ter pedido a suas equipes que trabalhem de casa por uma semana após o término do feriado do Ano Novo Lunar.
Na China, 56 milhões de pessoas estão confinadas em cidades da província de Hubei, cuja capital é Wuhan, onde os primeiros casos foram detectados.


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