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BRASIL
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2018, 17h:56

RESPOSTA

Henrique Meirelles nega esconder Temer em campanha

DANIEL CARVALHO
Da Folhapress – Brasília
Candidato ao Palácio do Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles, negou que esconda o presidente Michel Temer, de quem foi ministro da Fazenda, em sua campanha. Meirelles foi lembrado pela mediadora da sabatina da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), ontem, que ao falar do tempo em que comandou o Banco Central, menciona o ex-presidente Lula (PT). No entanto, ao falar da Fazenda, não cita Temer, diz apenas que é no governo de "agora". "O presidente Michel Temer é o presidente da República no momento. Isso não é desconhecido", argumentou. GESTÃO LULA "O fato de que fui presidente do Banco Central na gestão do Lula, quando o Brasil cresceu, em média, 4% ao ano, gerou 10 milhões de empregos, muita gente não se lembra de quem comandava a economia na época, fui eu", disse Meirelles, ignorando o ministro da Fazenda à época, Antonio Palocci. BOLSONARO Questionado sobre a situação do sistema carcerário no Brasil, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) disse saber "que aquilo, a cadeia, é a antessala do inferno", mas que, "se o Brasil tiver recursos pra fazer novas penitenciárias, no que depender de mim vamos encher aquele negócio lá, cabe mais um lá, é que nem coração de mãe." "Eu não quero botar mais gente inocente lá dentro. Quem vai botar não sou eu, é o Poder Judiciário. Mas entre estar um marginal fazendo besteira aqui fora, deixa ele lá devidamente acomodado dentro do presídio", afirmou, na manhã de ontem. OCUPAÇÃO A taxa de ocupação das prisões brasileiras é de 197%, ou seja, há dois presos para cada vaga no Brasil, segundo dados de 2015 do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Na prática, nove em cada dez detentos vivem em unidades superlotadas. Uma resolução do Ministério da Justiça recomenda que o limite da ocupação seja, no máximo, de 137,5%, mas todos os estados ultrapassam esse índice. O presidenciável cumpre agenda em Porto Alegre nesta manhã e depois vai a Esteio, na região metropolitana da capital, onde visitará a feira de agronegócios Expointer. FERNANDO HADDAD O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula (PT), rebateu ontem, em entrevista à imprensa em Belo Horizonte, as acusações do Ministério Público de São Paulo contra ele. O petista afirmou que o país vive um estado de exceção e, por isso, será alvo mais vezes. DEMOCRACIA "Nós estamos vivendo um momento de excepcionalidade democrática. Não estamos vivendo em uma democracia. Estamos vivendo num estado de exceção. Um estado policial. Então, vai ter muito disso", afirmou Haddad, referindo-se às acusações. Na segunda, o promotor de Justiça Wilson Ricardo Coelho Tafner propôs uma ação de improbidade administrativa em que acusa Haddad de enriquecer ilicitamente e pede a suspensão dos seus direitos políticos por até cinco anos.

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