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BRASIL
Sexta-feira, 11 de Maio de 2018, 19h:18

RODOVIAS E MOBILIDADE

Governo deve promover mais concessões

A CCR prevê conquistar novas concessões públicas para operar rodovias e sistemas de mobilidade urbana ainda em 2018, além de crescimento no setor aeroportuário, disse um executivo da companhia nesta sexta-feira. "Temos expectativa de que aconteçam dois leilões de rodovias federais neste ano, assim como outros de estradas estaduais e projetos de mobilidade urbana", disse Marcus Macedo, gerente de relações com investidores da CCR, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre. Apesar da aproximação do calendário eleitoral, a empresa prevê a realização de várias licitações de infraestrutura ainda neste ano. No setor rodoviário, o executivo citou leilões como o de estradas federais entre Goiás e Minas Gerais e outra no Rio Grande do Sul. Há também a expectativa de que sejam levadas a leilão concessões de estradas estaduais em Goiás e em Minas Gerais, concorrências das quais a CCR avalia participar, disse Macedo. Isso sem contar o leilão de projetos de mobilidade urbana, como o da linha 15 do metrô da capital paulista. Questionado sobre possível interesse da CCR em comprar a concessão do terminal de Viracopos, em Campinas (SP), Macedo afirmou que a empresa tem mostrado interesse em ampliar sua participação no setor aeroportuário, mas evitou comentar esse caso específico. O futuro da concessão do aeroporto de Viracopos tem gerado especulações após a concessionária do terminal, controlada pela Triunfo Participações, ter pedido recuperação judicial no começo da semana. O governo federal tem declarado preferir uma solução de mercado para o caso, ou seja, a venda da concessão para um novo investidor, em vez de abrir um processo de relicitação. Macedo disse ainda que a CCR tem interesse em ativos da Invepar, outra concessionária de infraestutura, que tem um dos sócios, a construtora OAS, também em recuperação judicial. Os demais sócios são os fundos de pensão Funcef (dos empregados da Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil).

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