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BRASIL
Sexta-feira, 11 de Maio de 2018, 19h:20

MARIELLE

General critica vazamentos sobre caso

O general Richard Fernandez Nunes, que ocupa a secretaria estadual de Segurança Pública do Rio durante a intervenção federal, criticou o vazamento de informações sensíveis sobre as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Na última terça-feira (8), o jornal O Globo publicou reportagem que mostrou que uma testemunha implicou o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo na morte da vereadora. Os dois foram apontados como tendo ligação com grupo miliciano da zona oeste da capital. Eles teriam, ainda segundo essa testemunha, tramado o assassinato da vereadora, o que ambos negam. O general concedeu entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira (11). Ele classificou de "nefastos" os vazamentos de detalhes da investigação, tocada sob sigilo pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil. De acordo com o general, o vazamento retarda as investigações e coloca vidas em risco. "Esse vazamento foi nefasto porque, de certa forma, nós trabalhávamos, sim, com esses dados para podermos, com inteligência, produzir provas necessárias para indiciar os autores desse crime", disse o general na rádio. "Quando surge um vazamento como esse, temos que reorientar nossa estratégia de investigação. Isso nos causa um retardo", disse ele. Segundo reportagem do O Globo, Marielle teria sido morta porque sua atuação contrariaria interesses de expansão de territórios da milícia em direção à Cidade de Deus, na zona oeste, atualmente dominada por traficantes. O vereador, que tem seu reduto eleitoral na zona oeste, convocou entrevista coletiva na qual classificou a informação como "factoide". Já o ex-PM, conhecido como Orlando de Curicica, está preso desde outubro passado, acusado de chefiar grupos paramilitares em Curicica e Jacarepaguá. Por meio de carta enviada de dentro do cárcere, ele também negou participação no caso. Segundo a reportagem, o delator teria presenciado pelo menos quatro encontros entre os dois, em que detalhes do crime teriam sido acertados. O secretário de Segurança Richard Nunes afirmou que a polícia trabalha desde o início da investigação com a hipótese de participação de grupos milicianos na morte. Mas ressaltou que essa não é a única linha de investigação. Na quinta-feira (10), a polícia fez uma reconstituição do crime, ocorrido em 14 de março. A simulação durou cerca de cinco horas e os policiais chegaram a disparar com munição letal para confirmar a dinâmica do ocorrido.

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