ATLETISMO

Sul-africanos mandam especialistas para tentar vencer a São Silvestre

Hendrick Ramaala e John Morapedi são dois corredos que chegam com chances de desbancar outro africano, Paul Tergart.

Da Assessoria

A África do Sul, que tem se destacado no cenário esportivo internacional após o fim do "apartheid", também estará presente na 73ª Corrida Internacional de São Silvestre, a principal prova de rua da América Latina, que acontece no próximo dia 31. Hendrick Ramaala, quarto colocado no Mundial de Meia Maratona deste ano, e John Morapedi, vencedor da Corrida Internacional de Cali, na semana passada, foram confirmados pelos organizadores, encerrando a lista de destaques estrangeiros para a edição de ano. Dessa forma, estarão representados na São Silvestre países como Quênia, Etiópia, Itália, Romênia, África do Sul, México, além dos vizinhos da América do Sul.
A prova também teve seu prazo de inscrições estendido até o dia 30 de dezembro. Os interessados poderão confirmar participação no prédio da Fundação Cásper Líbero, à avenida Paulista, 900, térreo alto, em horário comercial. A taxa é de R$ 22,00. Maiores informações poderão ser obtidas pelo fone (011) 251-1422, ou pelo fax (011) 251-1800.
Hendrick Ramaala e John Morapedi são mais dois destaques do atletismo internacional que estarão disputando a 73? Corrida de São Silvestre. Quarto colocado no Mundial de Meia Maratona, disputado em outubro deste ano, na cidade de Kocise, Eslováquia, Ramaala conseguiu o tempo de 1h07'. Outro resultado expressivo da temporada foi a vitória sobre o queniano Paul Tergat, recordista mundial dos 10 mil metros e bicampeão da São Silvestre. Morapedi, por sua vez, venceu a Corrida Internacional de Cali, na Colômbia, na semana passada, mostrando estar em ótima forma para a prova do dia 31, que tem largada às 17 horas.
"São mais dois importantes atletas que disputarão a prova deste ano. Acho que reunimos um grupo muito forte de estrangeiros - os quatro finalistas do Mundial de Meia Maratona estão confirmados, por exemplo - , bem como teremos a participação dos principais atletas do país. Tenho certeza que teremos muito equilíbrio nas provas masculina e feminina", destaca Victor Malzoni Jr., diretor da prova e vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo.
Os principais atletas da corrida, brasileiros ou estrangeiros, começam a chegar a São Paulo no início da semana. As entrevistas coletivas estão programadas para os dias 29 e 30, no Hotel Brasilton, a partir das 11 horas da manhã. A única exceção é o queniano Paul Tergat, bicampeão da prova, que fala com a imprensa no dia 29, às 15 horas, na loja Besni da rua 24 de Maio, centro da cidade. 4ª São Silvestrinha
Pelo quarto ano consecutivo, as crianças de 6 a 15 anos também estarão participando da programação oficial da São Silvestre, com a realização da São Silvestrinha, marcada para o dia 28, a partir das 9 horas, na pista de atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera. A expectativa é de que cerca de 2.500 crianças participem do evento, dividido em seis categorias: 6 e 7 anos (400 metros); 8 e 9 anos (400 m); 10 e 11 anos (800 m); 12 e 13 anos (800 m); 14 anos (1.000 m); 15 anos (1.200 m).


PARA-QUEDISMO

Boogie Squizz vai esquentar o verão de Ubatuba

Da Assessoria

Cerca de 300 pára-quedistas estarão reunidos até o dia 4 de janeiro, no Aeroporto Estadual de Ubatuba, Litoral Norte paulista, para a realização do II Boogie Squizz, o maior festival da modalidade na América Latina. A movimentação tem início diariamente às 9 horas e vai até o final da tarde. A principal atração neste evento será o Free Fly, uma modalidade nova dentro do pára-quedismo e que vem ganhando muitos adeptos. A Azul do Vento, organizadora do II Boogie Squizz, está trazendo dos Estados Unidos a equipe Flyboyz, para mostrar esta novidade.
Segundo Marcos Pettená, diretor da Azul do Vento Pára-quedismo - Campinas, o evento deverá contar com a participação de representantes dos Estados Unidos, Canadá, Itália, Argentina, Chile, França e Paraguai. O II Boogie Squizz também contará com a presença de paulistas, mineiros, cariocas, paranaenses, gaúchos, mineiros, acreanos e baianos.
A equipe Flyboys é formada por Michel Ortiz, Fritz Pfnur e Eli Thompson, que viaja pelo mundo todo fazendo exibição de free fly, que agora chega ao Brasil. Eles fazem evoluções livres e radicais durante aproximadamente 50 segundos de queda livre. Além de exibições, eles farão clínicas aos participantes interessados em começar no esporte.
O II Boogie Squizz também terá a modalidade de formação em queda livre, com os participantes fazendo desenhos de figuras geométricas. Os grupos são de quatro e oito pára-quedistas e com o passar dos dias eles vão aumentando. Entre os destaques internacionais estão os campeões mundiais Jack Jefferies e Kirk Verner. Jefferies vem ao Brasil pela quarta vez e Verner esteve aqui no ano passado.
Entre os destaques brasileiros confirmados para o festival estão Jochen Schmid, George Narita, de São Paulo, Ricardo Carnaúba, de Campinas, José Henrique Rondon Campos, de Campo Grande. "O Boogie ja é considerado um evento tradicional nesta época em Ubatuba e os amantes do pára-quedismo participam com muito entusiamo. Também é uma excelente oportunidade para os brasileiros manterem o intercâmbio com os principais nomes internacionais da modalidade, sem sair daqui", lembra Pettená.


VÔLEI DE PRAIA

Finalistas olímpicas disputam o título

Não houve surpresas na definição das finalistas do torneio que está sendo realizada no litoral norte de São Paulo.

Da Assessoria

Não houve surpresa na definição do quarteto brasileiro que fará hoje, a partir das 8h30, na arena montada no Casa Grande Hotel, a final do II Women's Volley Four, torneio internacional de quartetos que distribui 40 mil dólares de prêmio. A equipe verde, formada pelas campeãs e vice-campeãs olímpicas de Atlanta Sandra, Jacqueline, Mônica e Adriana, venceu ontem a equipe amarela, com Shelda, Adriana Behar, Gerusa e Rejane, por dois sets a zero, com parciais de 11/7 e 11/6. Com isso, a equipe verde briga pelo bicampeonato diante do time norte-americano, que tem Gabrielle Reece, Stephanie Cox, Annet Davis, Katy Eldridge e Jeniffer Johnson Jordan. A partida terá transmissão ao vivo para todo o país pela Rede Globo de Televisão.
A semifinal entre as melhores jogadoras de vôlei de praia do país não apresentou o equilíbrio esperado. Com melhor rendimento e eficiência no ataque, a equipe das finalistas olímpicas teve o controle total dos dois sets. No primeiro, o quarteto de Sandra, Jacqueline, Mônica e Adriana, chegou a abrir uma vantagem de 10/3. Nem mesmo uma rápida recuperação do time amarelo, que marcou quatro pontos seguidos, conseguiu impedir a vitória do verde, por 11/7.
No segundo set a situação não se alterou. Depois de um começo mais equilibrado, o time verde foi ampliando sua vantagem no marcador, para fechar o set a partida com 11/6. "Essa forma de jogo é muito emocionante, pois proporciona vários ralies. Não temos tempo de treinar juntas, mas as coisas acabam se acertando na hora. Agora é pensar no jogo de amanhã e tentar o bicampeonato", destacou Jacqueline, medalha de ouro em Atlanta ao lado de Sandra.
Na preliminar do jogo entre os quartetos brasileiros, o time dos Estados Unidos enfrentou uma equipe formada por jogadoras da Baixada Santista. Com um conjunto mais acertado e contando com a boa atuação da bela jogadora Gabrielle Reece, a melhor atacante da Liga Norte-Americana de 94 a 96, os Estados Unidos venceram com facilidade por 15/4. DUPLAS MISTAS, A PRÓXIMA ATRAÇÃO NO GUARUJÁ
A série de eventos promovidos pela Koch Tavares no Casa Grande Hotel termina no próximo final de semana, dias 4 e 5 de janeiro, com mais um torneio de quartetos de vôlei de praia. Desta vez, porém, serão equipes mistas em mais um desafio Brasil e Estados Unidos. Em quadra nada menos do que cinco campeões olímpicos: Sandra e Jacqueline, ouro no vôlei de praia em Atlanta; Tande e Giovane, ouro em Barcelona no vôlei indoor; e o norte-americano Ctvrtlik, ouro no indoor em Seul/88. Sem falar das duplas campeãs mundiais, Adriana e Mônica - prata em Atlanta - e Guilherme e Pará, vencedores do Mundial de 97, nos Estados Unidos.


AUTOMOBILISMO

Hakkinen é apontado como candidato ao título em 98

Da Agência Estado - São Paulo

Com o autódromo do Estoril, em Portugal, fechado para reforma, a maioria das equipes testará seus novos carros no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha. A Benetton inaugura a série de treinos no dia 6, com seus dois novos pilotos, Giancarlo Fisichella e Alexander Wurz. De 12 a 16, Williams, Ferrari, McLaren e Arrows experimentam seus modelos para o mundial de 1998 com sua formação titular de pilotos. Essas mesmas escuderias, acrescidas da Stewart, retornarão ao circuito andaluz entre os dias 22 e 25, para nova série de ensaios. Recentemente, o ex-piloto austríaco Gerhard Berger, recomendou os amantes da Fórmula 1 a apostarem seu dinheiro em Mika Hakkinen como o próximo campeão do mundo. "Mika é um grande piloto e a McLaren será uma superequipe em 1998", justificou Berger.


TÊNIS

Guga e Rios se enfrentam no "Desafio das Américas"

Da Agência Estado - Porto Alegre, RS

O brasileiro Gustavo Kuerten e o chileno Marcelo Rios enfrentam-se hoje no "Desafio da América", em Porto Alegre. Considerados os melhores da raquete na América do Sul, os dois fazem o último confronto do ano no ginásio Gigantinho, a partir das 11 horas. Guga, de 21 anos, ocupa a 14ª posição no ranking da ATP. Rios, de 22 anos, terminou 1997 como o 10º melhor colocado entre os profissionais do tênis -- é o primeiro tenista de seu país a alcançar este posto.
Se o brasileiro já venceu nomes famosos das quadras como Sergi Bruguera, Michael Chang, Thomas Muster e André Agassi, o chileno bateu grandes tenistas, casos de Boris Becker, Jim Courier e Felix Mantilla. Em 1997, Guga somou prêmios de valor muito próximo de US$ 1,6 milhão. No mesmo período, Rios obteve cerca de US$ 1,4 milhão. O melhor resultado da carreira de Guga foi a vitória no Roland Garros. Neste ano, com seu estilo agressivo, Rios foi campeão de simples nos torneios de Monte Carlo e Roma e vice em Marselha e Boston. Nas três vezes em que se enfrentaram, quando ainda não eram profissionalizados, o brasileiro nunca conseguiu derrotar o chileno.
Como o Gigantinho não foi planejado para partidas de tênis, o duelo Guga x Rios acontecerá sobre uma espécie de carpete, aplicado sobre a cancha usada para futsal, volei e basquete. =


VÔLEI MASCULINO

Montanaro quer renovar o contrato com o Banespa

Da Agência Estado - São Paulo

Renovar o contrato de patrocínio antes da transferência do controle acionário do Banespa do Estado para a União é a saída tentada pelo diretor de esportes do clube, José Montanaro, para que o time de vôlei masculino não corra o risco de acabar. A venda do Banespa foi anunciada na véspera de Natal, mas Montanaro já estava trabalhando na renovação do contrato de patrocínio para a temporada 1998/1999.
A equipe de vôlei do Banespa existe há quase 15 anos e pode ser considerada o mais bem-sucedido projeto de marketing esportivo entre as equipes que disputam a Superliga. O time, tradicional na formação de atletas, nasceu a partir do sucesso da geração do próprio Montanaro, prata na Olimpíada de Los Angeles, em 1982.
"Montanaro quer acertar a renovação antes da mudança e, a princípio, a diretoria está muito satisfeita com o retorno do patrocínio", disse o técnico Cacá Bizzocchi, que voltou a treinar o time para o returno da Superliga, a partir do dia 7. "Não queremos ter os problemas desta temporada, quando só conseguimos acertar em junho", lembrou Cacá, que espera que a boa campanha do time possa ajudar na renovação: o Banespa é o segundo colocado no torneio, com 8 vitórias em 11 partidas.
Mudanças sempre preocupam, admite Cacá, apesar de os jogadores receberem sempre informações sobre as negociações por intermédio de Montanaro. "Fico preocupado com a possibilidade de eles receberem convites de outras equipes antes mesmo do fim da temporada", assinalou o técnico. "Por isso, seria importante assegurarmos o patrocínio agora."
Para Cacá, se o apoio for mantido antes da privatização do Banespa, os novos proprietários terão condições de conhecer o trabalho do vôlei e avaliar a importância do projeto antes de tomar uma decisão sobre o futuro da equipe. "Teríamos tempo para explicar o que é o vôlei para o banco", disse. "Acho que o banco não teria interesse em abandonar um projeto que tem cumprido o objetivo de atrair os jovens para a instituição.


POLO

Médico acha difícil nadadores conseguirem provar inocência

HELENI FELIPPE
Da Agência Estado - São Paulo

O médico Eduardo De Rose acha difícil que os jogadores do pólo aquático Alexandre Lopes e Éric Borges consigam provar inocência da acusação de doping por uso de nandrolona, apesar de terem em mãos um segundo exame com resultado negativo. Mesmo assim, os atletas vão à Comissão Antidoping da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), nesta terça-feira, no Rio, para tentar provar inocência.
Os jogadores investiram cerca de US$ 5 mil na realização de novo exame de urina, feito dia 18, sob a coordenação do médico brasileiro Fernando Solera, no laboratório da Faculdade Van de Diergeneeskunde, Universidade de Gent, na Bélgica. O resultado é negativo por uso de nandrolona. Para tirar a dúvida, os jogadores pedirão à CBDA a realização de um terceiro exame.
Proibido por aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho, o esteróide anabolizante nandrolona havia sido detectado nos exames feitos, oficialmente, pela CDBA, no laboratório do Instituto de Pesquisa Científica _ INRS/Santé _ da Universidade de Quebec, Canadá.
Difícil provar _ Eduardo De Rose, que é integrante das comissões antidoping do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da CBDA, afirma que os dois laboratórios são credenciados pelo COI e confiáveis, tanto o do Canadá, usado para os exames oficiais, quanto o da Bélgica, escolhido pelos atletas. E nem questiona se os procedimentos para colher as amostras foram corretos.
Mas os resultados dos exames tem 15 dias de diferença e isso, por si só, é o suficiente para que hajam dúvidas, na sua opinião. "Eu não posso responder pela Comissão da CBDA que vai decidir sobre o assunto, mas é perfeitamente viável que um resultado fosse positivo hoje e que 15 dias depois fosse negativo", diz De Rose. "Não discuto que a urina que o laboratório belga analisou é negativa, mas o complicador nesse caso é o tempo."
Inocência _ "Não tomei esteróide anabolizante e quero provar", disse Éric Borges, que só se manifestou depois do resultado do exame do laboratório belga. "Um caso de doping é muito sério, arranha a imagem de um atleta como eu que tem 22 anos de carreira", acrescentou. "Acho que a CBDA vai me ajudar, aceitando fazer novo exame com a mesma amostra, nos dois laboratórios, o do Canadá e o da Bélgica."
O médico Fernando Solera afirma que a quantidade de 4.2 nanogramas encontrada no exame de Alexandre Lopes, no Canadá, há 15 dias, não poderia ter desaparecido a ponto de o exame da Bélgica ser negativo. Entende que a CBDA vai aceitar o pedido de um novo exame, com amostras iguais, nos dois laboratórios. "O organismo leva meses para eliminar anabolizantes".