TEVE 22/03/98

NOVELA/SERRAS AZUIS

Nova novela da Band terá Minas Gerais como cenário

ROSÂNGELA MARQUES
Da Agência Estado

Depois de quinze anos, a Bandeirantes volta a investir na produção de novelas sem recorrer à terceirização, agora sob a direção de Nilton Travesso. “Serras Azuis”, baseada em três romances de Geraldo França de Lima, tem estréia prevista para 18 de maio, às 19 horas, e orçamento de 6,3 milhões de reais. A trama, com 180 capítulos adaptados por Ana Maria Moretzsohn e sua equipe, conta a saga das famílias Paiva e Roldão e tem 35 atores no elenco, entre eles Petrônio Gontijo, Adriana Londoo, Gianfrancesco Guarnieri, John Herbert, Joana Fomm, Ítalo Rossi, Marcos Caruso, Rubens Caribé e Denise Del Vecchio, entre outros. A equipe de direção, encabeçada por Nilton Travesso, contará com o auxílio de Tarcísio Filho, que pela primeira vez vai trabalhar por trás das câmeras. “Sempre me preparei para essa função. Acho até que fiquei muito tempo atuando”, brinca Tarcisinho.
Na última segunda-feira, dia 16, todo o elenco esteve reunido no restaurante do Jóquei Clube, em São Paulo, para a apresentação para a imprensa. A trama, que será ambientada em Minas Gerais, garantiu também a presença do secretário das Comunicações e da Casa Civil de Minas, Álvaro Azeredo, e de vários acionistas da emissora. Travesso ressaltou que a história da novela conquistará muita gente, “já que a maioria das novelas brasileiras são ambientadas no eixo Rio-São Paulo e no Nordeste”. “Os cenários de Minas Gerais, principalmente da Serra do Cipó, onde estamos gravando, são belíssimos, o que torna o trabalho mais gratificante”, completou.

História começa com uma maldição
Embora dure apenas dois capítulos, a trama de “Serras Azuis” terá duas fases separadas por vinte anos. Na primeira fase, depois de tentar em vão unir as duas famílias que desde a Proclamação da República dominam o poder na cidade, o barão de Serras Azuis acaba provocando uma verdadeira guerra entre os Roldão, da qual é o patriarca, e os Paiva, chefiados por Reginaldo Paiva. Vários conflitos entre os dois acabam por culminar com o assassinato de Arnoldo Roldão, o que provoca uma chacina entre as duas famílias. Do crime sobraram apenas quatro sobreviventes: Lígia das Graças (Adriana Londoo), seu pai Ignácio O'Neill (Leonardo Villar), Gaius Gutemberg (Petrônio Gontijo) e sua tia, Simíramis Torgano (Joana Fomm).
Pouco antes de morrer, o barão de Serras Azuis jogou uma maldição sobre as duas famílias, dizendo que jamais o sangue de ambas poderia se unir novamente; caso contrário, jorraria. Temerosos, os moradores da cidade decidem afastar Lígia e Gaius, ainda crianças, e os dois são enviados para estudar fora. E como todo bom romance, quando eles resolvem voltar à cidade, se apaixonam e se casam. Mas as “forças contrárias” não apóiam a união e decidem acabar com esse casamento. A chance aparece principalmente depois que Lígia perde o primeiro filho por conta de um aborto natural. “Isso faz parte da maldição”, justificará a tia de Gaius, Simíramis. “Os sangues das duas famílias nunca deveria ter se misturado”, pragueja.
Além do romance entre os protagonistas, outras paixões também darão um toque especial na história, como o envolvimento entre Padre Walter (Eriberto Leão) e Branca Bela (Mariana Lima) nasce do sentimento revolucionário que ambos carregam no peito. “Essa diferença acaba se transformando em algo que os aproxima cada vez mais”, explica o intérprete, que viverá um jovem padre em constante oposição ao conservadorismo do Padre Queiroz, vivido por Cláudio Mamberti.

Quem é quem:

GAIUS GUTEMBERG ROLDÃO (Petrônio Gontijo) - Ao lado da tia Simíramis Torgano, é o único sobrevivente do massacre de sua família. Será criado longe de Lígia, por quem mais tarde se apaixona e se casa.
LÍGIA DAS GRAÇAS DE PAIVA (Adriana Londoo) - Moça bondosa e preocupada com as causas sociais. Foi criada pelo pai, Ignácio O'Neill, e também foi uma das sobreviventes do massacre. Formou-se em serviço social e luta por igualdade de direitos entre os menos favorecidos da cidade. Apaixona-se por Gaius e se casa com ele.
SIMÍRAMIS TORGANO (Joana Fomm) - Tia de Gaius e uma das responsáveis por sustentar o ódio entre as duas famílias durante 20 anos. Com suas intrigas e mesquinharias, infernizará a vida do casal apaixonado.
IGNÁCIO O'NEILL (Leonardo Villar) - Pai de Lígia e representante da família Paiva, foi um dos sobreviventes do massacre e sempre lutou para esconder o sofrimento que traz do passado. Tenta impedir que a filha se encontre com Gaius para evitar a maldição lançada pelo Barão de Serras Azuis.
TENENTE NUFO (João Signorelli) - Um dos grandes vilões da história. Será o responsável por provocar o massacre entre as duas famílias.
CRISTIANA MACEDO (Bete Coelho) - É sobrinha do Coronel Eleô e aparece grávida, aos 14 anos. A vingança por parte de seu tio faz com que se inicie a guerra entre as famílias.
PADRE QUEIROZ (Cláudio Mamberti) - Totalmente envolvido com os políticos da cidade - principalmente com o Coronel Eleô - se recusa a deixar a igreja por conta do padre Walter, considerado por ele um leviano.
PADRE WALTER (Eriberto Leão) - Defensor da “Teoria da Libertação” e contrário às disciplinas impostas pelo sacerdócio, como o uso da batina, padre Walter criará vários inimigos lutando pela igualdade de direitos entre os moradores da cidade. Se apaixonará por Branca Bela.
BRANCA BELA (Mariana Lima) - Atéia, Branca é uma revolucionária por natureza. Suas idéias e rebeldia acabam aproximando-a de Walter, que apesar de ser um padre, corresponderá aos sinceros sentimentos.
RIVALDINO PALEÓLOGO (Marcos Caruso) - Médico, casado com Ilza. Apesar de estar envolvido com os acontecimentos políticos da cidade, também vai fazer parte do núcleo engraçado. Aceita galinhas como pagamentos por suas consultas.
ILZA PALEÓLOGO (Aldine Müller) - Casada com o médico Rivaldino e mãe de Branca Bela. Fará parte do núcleo cômico da novela e sua preocupação com roupas da moda e demais futilidades a caracterizam como uma das maiores “peruas” da cidade.
TOTÓ BERRUGA (Adão Filho) - Dono de uma barbearia e irmão de Joana, Totó será incriminado por causa de um assassinato que não cometeu.
E mais: Coronel Eleô de Souza (Ítalo Rossi), Olímpio Serpa (Giuseppe Oristânio), Dr. Gross (Gianfrancesco Guarnieri), Juliano Faria (John Herbert), Sá Dona Pló-Pló (Ana Lúcia Torre), Efigênio Sampaio (Rubens Caribé), Tonieta Queimados (Paula Burlamaqui), Abel Queimados (Cássio Scapin), Avané Santos (Sônia Clara), Netinha Marcolina (Denise Del Vecchio), Cornelinha Marcolina (Cláudia Mello), Padre Walter (Eriberto Leão), Rosemunde Gross (Cláudia Provedel), Silvaninho (Carmo Dalla Vechia), Zário Zanota (Cláudio Curi), Helena Barreiros (Lyla Collares), Clepston (Edson Fieschi), Lino Gago (Lugui Palhares), Icléia Barbosa (Marcela Godoy), Verônica Barreiros (Haydée Figueiredo), Dusu (Teresa Athayde), Kely Zanota (Karine Carvalho) e Magali Santos (Maria Fernanda Cândido).


NOVELA/SERRAS AZUIS

Tarcísio Filho estréia como diretor

Rosângela Marques
Da Agência Estado

Pela primeira vez trabalhando do outro lado das câmeras, Tarcísio Filho demonstra muita empolgação quando o assunto é a nova novela da Band, “Serras Azuis”, prevista para estrear em maio. Ele foi convidado pelo diretor da novela, Nilton Travesso, a fazer parte de sua equipe. Tarcisinho garante estar “menos nervoso do que estaria se fosse trabalhar como ator”. “Desde os 15 anos eu me preparo para dirigir. Acho até que fiquei tempo demais atuando. Sempre interpretei com olhos de diretor e talvez isso é que tenha me contido um pouco na profissão. Minha cabeça nunca foi teatral”.
Além de dirigir, Tarcisinho também fará uma pequena ponta no primeiro capítulo da novela. “Vou ser o garimpeiro fundador da cidade”, conta, explicando o motivo de estar deixando a barba crescer para assumir um tom mais rústico. “Assim que gravar as cenas, tiro a barba e corto meu cabelo”, garante. Apesar de não ter adiantado como serão essas cenas, já se especula que o jovem galã aparecerá nu nadando em um lago.

FALTA DE RESPEITO - Depois da conturbada saída do SBT, onde Tarcisinho e outros atores do primeiro escalão da emissora foram forçados a cumprir o contrato de trabalho mediante mandado judicial, o ator, e agora diretor, aposta em um período mais tranqüilo. Tarcisinho ressaltou o surgimento de novas frentes de trabalho, como as tevês a cabo.
“Não sei se é salutar para o ator ficar muito tempo contratado por uma única emissora”, avaliou.
“Nunca ouvi falar de alguma coisa parecida com aquilo. O que o SBT fez com os atores não se fazia nem na época em que meus pais (Tarcísio Meira e Glória Menezes) começaram a trabalhar. Foi uma completa falta de respeito, principalmente conosco, que cumprimos certinho nossa obrigação e ainda levamos vários prêmios à emissora. Não nos foi dada uma opção, mesmo porque, ninguém mais tinha afinidades com a empresa. Fico chateado porque foram quatro anos de trabalhos bonitos para sermos tratados dessa maneira no final.”, desabafou.


OSCAR 98

Telecine e Globo transmitem a entrega do Oscar ao vivo

Rosângela Marques
Da Agência Estado

Na próxima segunda-feira, dia 23, a partir das 22 horas, todos os olhos estarão voltados para o “Dorothy Chandler Pavillion”, em Los Angeles, onde será realizada a 70ª cerimônia de entrega do Oscar, o prêmio mais cobiçado do cinema mundial. No Brasil, os dois únicos canais que transmitirão a cerimônia são a Globo e o Telecine, pelo canal da cabo.
A Rede Globo preparou um especial que precederá a entrega das estatuetas. Com apresentação de Renato Machado e comentários de Rubens Ewald Filho e Arnaldo Jabor, o programa deve mostrar matérias sobre alguns dos filmes brasileiros que já receberam prêmios no exterior, como “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, “Central do Brasil”, de Fábio Barreto, e “O que é isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto, que disputa este ano a estatueta de melhor filme estrangeiro.
A Globo também vai acompanhar ao vivo, do Metropolitan, no Rio de Janeiro, a torcida da Família Barreto, que assistirá a cerimônia acompanhada de vários amigos. O especial ainda exibirá reportagens sobre o cinema americano e mostrará cenas de entrega do Oscar que ficaram na história. A repórter Ilse Scamparini estará do lado de fora do “Dorothy Chandler Pavillion”, acompanhando a chegada dos convidados. Todos os detalhes da festa serão traduzidos simultaneamente por Elizabeth Hartmann.

SEM INTERRUPÇÕES - Durante todo o mês de março, o Telecine programou uma série de filmes que já receberam o Oscar em anos anteriores, como “Independence Day”, “O Piano”, “Os Suspeitos”, “Dança com Lobos” e “Henrique V”. Pela terceira vez consecutiva apresentando a festa do Oscar ao vivo, o Telecine mantém o mesmo apresentador dos anos anteriores: José Wilker.
De acordo com ele, a principal característica do canal é evitar ao máximo as interrupções. “É a maior vantagem do Telecine, que faz tradução simultânea, mas sem interferir com muitas explicações”, explicou


GLOBO/98

Começa o ano novo na Globo

SÔNIA APOLINÁRIO
Da Agência Estado - Rio

A programação de 98 da Globo começa pra valer no dia 29 de março, com a volta dos episódios inéditos de “Sai de Baixo”. O primeiro programa do ano será ao vivo, e em clima de Oscar, com uma platéia formada por convidados ilustres - entre eles, provavelmente, Pelé, Xuxa e Romário. Marisa Orth, a Magda, desfilará com uma coleira com o nome de seu marido Caco (Miguel Falabella). E o repórter Zeca Camargo, vestido a rigor, entrevistará os convidados logo na entrada do Teatro Procópio Ferreira.
Segunda-feira, dia 30, estrearão a nova fase de “Malhação”, com um perfil semelhante ao de “Armação Ilimitada”, e a nova novela das seis, “Era Uma Vez”, de Walther Negrão. Na terça, será a vez da minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e na quinta, dia 2, estréia o seriado “Mulher”. A Globo também fez mudanças no telejornalismo e lançará até o fim do ano produções como a novela “Torre de Babel” e as minisséries “Hilda Furacão”, “Ninguém é de Ninguém” e “Alta Rotatividade”.
Também os infantis “Planeta Xuxa”, “Xuxa Park” e “Angel Mix” voltam com novidades, assim como a “Terça Nobre” - reforçada com os especiais de Renato Aragão - e o humorístico “Casseta & Planeta Urgente”. E ainda estão previstos o remake de “Dancin' Days”, de Gilberto Braga, e o lançamento da novela “Escândalo”, de Miguel Falabella, além de uma novela escrita por Ricardo Linhares, ainda sem nome.

MALHAÇÃO

Cássia Linhares e Rodrigo Faro são os novos rostos de “Malhação”, que volta a partir das 17h30 de segunda-feira, dia 30. A maior parte das histórias da versão 98 vai girar em torno deles, e a haverá muita ação e música. Para o primeiro capítulo, foi convidado o rapper Gabriel, o Pensador.
Segundo o diretor Ignácio Coqueiro - que será o responsável pelos 20 primeiros capítulos - a narrativa do programa será rápida, ao estilo do velho “Armação Ilimitada”. Os cortes lembrarão a linguagem dos quadrinhos e haverá muitas brincadeiras. Também estão no elenco Juliana Baroni, Daniela Valente, Hugo Gross, Jonas Torres e Mariana Moura, de 10 anos. Atores com média de 20 anos serão lançados no programa: Luiza Mariani, Bruno Gradin, Mário Frias e Diego Codazzi.

ERA UMA VEZ

Também na segunda, dia 30, estréia a nova novela das seis, “Era Uma Vez”, de Walther Negrão, com Cláudio Heinrich, Nívea Stelman, Myrian Rios, Luiza Curvo, Débora Secco, Patrícia Lucchesi, Herson Capri, Elias Gleiser e Cláudio Marzo. A história gira em torno da disputa de dois avós pela guarda dos quatro netos.

DONA FLOR

Na terça, dia 31, às 22h30, vai ao ar a minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, adaptada do romance de Jorge Amado, com Edson Celulari, Giulia Gamm, Chico Diaz e Guilherme Leme. A produção foi gravada em Salvador, onde a equipe da Globo passou mais de 30 dias, em Bananal e nos estúdios da emissora, no Rio, tudo em clima de superprodução. O diretor Mauro Mendonça Filho procurou atualizar ao máximo o romance de Jorge Amado, cuja adaptação para o cinema teve a participação de seu pai, o ator Mauro Mendonça. O sotaque será menos carregado e o objetivo é mostrar como o povo baiano se comporta no carnaval nos dias de hoje.
Os quase três mil participantes do bloco Corujas, por exemplo, foram animados pela atriz e cantora Thalma de Freitas. Antes que ela cantasse “Rapunzel”, de Daniela Mercury, o cantor oficial do bloco, Ricardo Chaves, anunciou pelo microfone que se tratava de uma gravação para a Globo, e aí a animação rolou solta.

MULHER

Na quinta-feira, dia 2, começa o seriado “Mulher”, com Patrícia Pillar e Eva Wilma à frente do elenco. Cada capítulo terá convidados especiais, entre eles Malu Mader, Selton Mello, Denise Dummont e Maitê Proença. Num dos episódios, intitulado “Desejos Incontroláveis”, Selton vai interpretar um homossexual amigo de duas mulheres que desejam ter filhos. Em outro, Malu Mader viverá a mãe de uma criança com síndrome de Down, em conflito com o marido. Denise Dummont fará um papel sensual, inspirado nas personagens de “A Bela da Tarde” e “A Dama do Lotação”.
Maitê Proença viverá uma personagem que descobre que tem câncer, é abandonada pelo marido (José Mayer) e tenta matar-se. “Houve uma cena complicada, que refizemos várias vezes”, conta a atriz. “No fim, eu estava aos berros e quase estapeando a Eva Wilma”.

ANGÉLICA E XUXA

Pela manhã, “Angel Mix” e “Caça-Talentos” continuam firmes e fortes na programação, mas com algumas mudanças. Os programas comandados por Angélica passaram a ter direção geral de Jorge Fernando e não mais de Boninho, e terão mais jogos. Angélica viverá os mais diferentes personagens. Para isso, a direção escolheu um elenco-mirim formado por oito crianças, que contracenarão com a apresentadora em esquetes.
O “Xuxa Park” ganha novos quadros, entre os quais “A Hora do Bebê”, em que a apresentadora conversa com profissionais especializados em crianças, e “Pergunte à Xuxa”. Segundo a diretora Marlene Mattos, o programa será “bem mais infantil, com brincadeiras didáticas”. Xuxa, que está no quarto mês de gravidez, trabalhará firme até julho, à frente de seus dois programas - o outro é o “Planeta Xuxa”. Em agosto, quando sua filha Sasha nascer, o comando deverá passar para Chiquita (Andréa Faria). O custo dos novos cenários foi orçado em 500 mil dólares.

CASSETA & PLANETA

A turma de “Casseta & Planeta Urgente” ganha um programa semanal a partir de abril, às quintas-feiras, às 21h40. Para o programa de estréia, com data a ser confirmada, a convidada especial será a atriz Fernanda Montenegro. No programa gravado no último dia 12 de março, no shopping Barra Square, na Barra da Tijuca, ela interpreta uma desabrigada do filme “Titanic-Titanique, Versão Brasileira Com Sérias Restrições Orçamentárias”.

JORNALISMO

Domingo, 29 de março, Pedro Bial e Carla Vilhena assumem o “Fantástico”. Na segunda, 30, Carlos Nascimento passa a apresentar o “Bom Dia São Paulo” e ancorará uma parte do “Bom Dia, Brasil”, que continuará com Renato Machado e Leilane Neubarth no comando, no Rio, e Carlos Monforte, em Brasília. Nárcio Gomes, do GloboNews, ancora o “Bom Dia, Rio”. Chico Pinheiro e Mariana Godoy ficam com o “SPTV-Primeira Edição” e Carlos Tramontina comanda a segunda edição. Sandra Annemberg assume o “Jornal Hoje”. Lilian Witte Fibe volta ao “Jornal da Globo” e William Bonner e Fátima Bernardes voltam a cuidar do “Jornal Nacional”.
O crescimento da cobertura jornalística regional faz parte dos planos da Globo, que pretende lançar novos telejornais de rede. Por isso, as reportagens feitas no interior paulista deixarão de ser constantes nos novos SPTVs. “Vamos liberar as emissoras do interior para fazer o seu próprio noticiário, mas haverá troca de material sempre que for preciso”, informa o diretor de telejornalismo em São Paulo, Amauri Soares.

AS NOVIDADES

PROGRAMA ESTRÉIA

Malhação (nova fase) 30/3

Era uma Vez (novela) 30/3

Dona Flor e Seus Dois Maridos (série) 31/3

Mulher (seriado) 2/4

Torre de Babel (novela) Maio a confirmar)

Hilda Furacão (minissérie) Segundo semestre

Ninguém é de Ninguém (minissérie) Segundo semestre

Alta Rotatividade (Minissérie) Segundo semestre

Escândalo (novela) Segundo semestre

Dancin'Days (novela/remake) Segundo semestre


CARLA REGINA

Fim de “Mandacaru” será no estilo “Você Decide”

Gilse Guedes
Da Agência Estado-RIO

A destemida Juliana (Carla Regina), de “Mandacaru”, será o centro das atenções no fim da novela. O diretor da novela da Manchete, Walter Avancini, vai dar uma chance ao público, que poderá optar pelo destino da personagem no estilo “Você Decide”, assim como já ocorreu em “Xica da Silva”. Avancini decidiu esticar por mais dois meses o final de “Mandacaru” para que a próxima novela - “Brida”, inspirada no romance homônimo de Paulo Coelho - não seja interrompida logo no desenrolar da história pelas festividades da Copa da França. Carla disse que ficou surpresa ao receber a notícia.
“O público vai escolher se a Juliana ficará com o Tirana (Vitor Wagner) ou com o Aquiles (Murilo Rosa)”, explica.
Ela jura que não sabe com quem a personagem vai terminar, mas torce por sua felicidade. Apesar de ter iniciado sua carreira em televisão na Globo, como a Jane, de “Malhação”, esta é a terceira novela de Carla na Manchete (em “Tocaia” ela era Diva e em “Xica da Silva” viveu a personagem Das Dores).
“A Globo é uma grande empresa e o sonho de todo artista porque é a emissora onde você se projeta. Quem fala que não quer trabalhar na Globo está mentindo. Mas adoro trabalhar na Manchete porque as pessoas são muito unidas”, acrescenta a atriz.

AGÊNCIA ESTADO - O Avancini vai esticar a novela para que “Brida” comece depois de Copa do Mundo. O que você achou disto?

CARLA REGINA - Eu não esperava por isso. A novela iria terminar em março e a decisão do Avancini pegou todo mundo de surpresa. Mas foi melhor assim até para desenvolver um pouco mais a história.

AE - Isto não pode tornar cansativa a novela?

CARLA - Não, justamente porque agora é que as coisas começaram a acontecer em Jatobá. Todo mundo estava aguardando por esse momento, esperando que ocorresse alguma coisa a mais na novela. Toda a rebeldia está vindo à tona agora.

AE - O final de Mandacaru vai ser no estilo “Você Decide”, com o público escolhendo o final. O que você acha da idéia?

CARLA - Pois é, o público é quem vai escolher com quem a Juliana vai ficar: como o Tirana ou com o Aquiles. Eu mesma nem sei em quem votaria. Isso já aconteceu em “Xica da Silva”, quando o Guilherme Piva e a Giovana apresentaram finais alternativos: se o contratador (Victor Wagner) ficaria com a Xica, sozinho ou com a Violante. Eu acho ótima a maneira de envolver o público porque faz uma integração com o telespectador fiel. E para mim, isso foi uma grande surpresa, porque fiquei sabendo através da imprensa. Não tenho tido muito contato com o Avancini porque ele fica mais no estúdio e nós estamos gravando mais na cidade cenográfica.

AE - Mas e você, acha que a Juliana vai ficar com quem? CARLA - Não faço a mínima idéia. Eu adoro o Victor e o Murilo, mas quem terá de escolher mesmo será o público. As pessoas vão ter de optar entre o certinho e o diferente. Se ela vai ficar na cidadezinha, ou não.

AE - A Manchete sempre opta por novelas que buscam um diferencial em relação às novelas da Globo. Você prefere este estilo?

CARLA - A Manchete prefere investir em novelas de época e o Avancini faz isso muito bem. Dá muito mais trabalho, mas eu estou amando. Na Globo não tem dessas coisas e isso eu senti isso de perto quando fiz a Jane, em “Malhação”. Em “Mandacaru” houve muita pesquisa. No começo da novela, os atores receberam pacotes de pesquisa. Você tem de conhecer o sotaque, a dança... Sem falar nos cenários e nas roupas, que são mais complicados que os habituais, desde o pente ao alfinete.

AE - Você tem vontade de voltar para a Globo?

CARLA - A Globo é uma grande empresa e o sonho de todo artista porque é a emissora onde você se projeta. Quem fala que não quer trabalhar na Globo está mentindo. Há muita divulgação. Eu gostei de trabalhar lá. Mas adoro trabalhar na Manchete porque as pessoas são muito unidas.

AE - Você tem contrato com a Manchete até quando?

CARLA - Até 15 de junho, mas a novela só termina em julho.

AE - Você foi chamada para fazer “Brida”?

CARLA - Não sei se vou estar em “Brida” porque o Avancini tem um esquema de trabalho diferente. Ele espera o desenrolar do trabalho com o ator para não misturar as coisas. Além disso, eu estou muito centrada em “Mandacaru” e não estou pensando em outros projetos. Eu só sei que quero continuar em novela. Não quero parar mais, já faz parte da minha vida. Mas se tiver um papel em “Brida”, ele será totalmente diferente. Eu fiz a Das Dores, em “Xica da Silva”, e a Diva em “Tocaia”. Agora, estou com a Juliana. As três têm características bem diferentes.

AE - Você não tem nada em vista para fazer depois de “Mandacaru”?

CARLA - Quero descansar. Mas o meu sonho é fazer cinema. Eu acho que há mercado para os atores de televisão, mas o Brasil provou que é capaz levando mais um filme à cerimônia do Oscar. Agora, é só batalhar. Mas eu ainda não estou correndo atrás porque não estou com tempo. Tenho gravado sem parar.