SELEÇÃO

Zagallo comemora a paz com Pelé e promete a conquista do penta

O treinador brasileiro diz que o jogo de biriba é fundamental para ajudar o time a conquistar o título.

SEBASTIÃO REIS
Da Agência Estado - Rio

Depois de trocarem críticas durante a Copa Ouro, em fevereiro, Zagallo e Pelé celebraram a paz. O treinador conversou por telefone com o ministro Extraordinário dos Esportes, ontem, num diálogo que considerou "amigável", para tirar ranços e evitar problemas". A mesma impressão não ficou em relação ao seu colega de equipe Zico, o novo coordenador técnico da seleção, que condenou o carteado por dinheiro no lazer dos jogadores. "O Brasil vai ser pentacampeão de biriba", ironizou Zagallo.
Pelé criticara o comportamento da Seleção Brasileira após o fiasco na Copa Ouro, nos Estados Unidos. Zagallo reagiu, irritado, dizendo que Pelé não podia dar palpites sobre o que não conhecia. O contato entre os dois foi intermediado pelo empresário venezuelano Jaime Meyr, representante da CBF em seu país e compadre de Pelé. Para Zagallo, o apoio de todos os brasileiros é importante para a Copa da França. "O Pelé é muito imprtante por tudo o que ele representa para o futebol brasileiro", reiterou. Segundo o treinador, a Seleção precisa de união e não pode perder a copa dentro do Brasil.
Sobre a polêmica envolvendo as apostas, Zagallo não compartilhou da idéia de Zico. Embora tenha ressaltado que ninguém vai criar um atrito entre ele e Zico, o coordenador técnico, disse que não tem nada contra o carteado. "Joguei biriba em 58, 62, 70 e 94 e conquistei quatro títulos munidiais. A gente precisa também jogar em 98, para ser penta", afirmou.
Zagallo disse que os jogadores não podem ficar 40 dias treinando, comendo e dormindo. "Se nós fomos tetracampeões de biriba é sinal de que isso nunca foi ruim para o Brasil." O treinador convocará 10 jogadores que atuam no Brasil para o amistoso contra a Alemanha, dia 25, em Stuttgart. Na semana passada, foram anunciados os nomes dos "estrangeiros" Aldair, Cafú, Cesar sampaio, Doriva, Dunga, Elber, Leonardo, Raí, Rivaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho e Zé Elias.
O treinador admitiu que a lista pode ter "uma ou outra variação", mas não quis antecipar nomes. Ele elogiou o futebol de Rodrigo, um dos destaques do Flamengo, na vitória sobre o Botafogo, por 3 a 0. Foi decisivo, apesar de ter ficado muito tempo parado." Sobre a má fase do goleiro Taffarel, o técnico foi enfático: "O que acontece com ele, acontece com todo jogador. Não tem nada de mais".


TÉCNICO ELOGIA GRUPO

Santana elogia obediência tática contra o Botafogo

RENATO LAMEIRO
Da Agência Estado - Rio

O técnico do Flamengo, Joel Santana, disse não saber ao certo o que realmente mudou na equipe, já que ele tinha chegado há poucos dias de sua estréia. Ele se referia à vitória do time por 3 a 0 sobre o Botafogo, fato que espantou a crise deflagrada no clube que sofreu sucessivas derrotas até provocar o pedido de demissão do treinador Paulo Autuori.
Santana desconversou quando questionado se os jogadores tiveram influência na demissão de Paulo Autuori mas afirmou que encontrou um grupo cabisbaixo e que procurou reanimar a equipe. Ele elogiou muito o comportamento do time no jogo contra o Botafogo e disse que "foi uma equipe obediente e que soube sair para ganhar quando precisou".
"É indiscutível a qualidade técnica deles, mas era preciso um esquema mais cauteloso", avaliou o técnico. O goleiro Clemer foi outro que teceu elogios à nova armação do time. "Agora o Flamengo é um time que marca", afirmou. "Antes, os adversários entravam livres pela área".
Autuori não foi ao jogo e nem assistiu pela televisão. Ficou em casa lendo e disse que sabia que o time iria sair dessa crise. "Era questão de tempo", afirmou. "Até porque, o nível técnico dos jogadores é excelente", elogiou. Mantendo sua postura elegante, Autuori disse não acreditar que os jogadores "armaram" sua saída. "Eles precisavam era de outro discurso".
BOTAFOGO _ No lado alvi-negro as críticas foram dirigidas ao juiz Álvaro Quelhas. O presidente do Botafogo, José Luis Rolim, disse que certamente Quelhas não interferiu no resultado, mas que seu time foi prejudicado pelo juiz, que "inverteu faltas e possibilitou o anti-jogo, promovido pelos jogadores do Flamengo". O jogador Djair foi um dos mais indignados com a atuação do juiz. O apoiador disse que quando foi expulso, só fora perguntar a Quelhas quem tinha recebido o cartão vermelho. Com o resultado, o Botafogo permaneceu em último lugar na tabela e tem chances ainda que remotas de conquistar o primeiro turno do campeonato.
FLUMINENSE _ Outro clube que tropeçou no domingo e saiu reclamando do juiz foi o Fluminense. No empate por 1 a 1, contra o Americano de Campos - time do presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Eduardo Viana - Edinho disse que o árbitro Jorge Luis Carius teve grande responsabilidade no resultado. "Foi uma grande palhaçada a atuação dele", revoltou-se. "Espero que ele não tenha se sentido intimidado com a presença do presidente", questionou Edinho, em referência a Viana, que assistiu ao jogo das arquibancadas das Laranjeiras.


FIM DA NOVELA

Edmundo viaja e acredita que será titular

GUSTAVO ALVES
Da Agência Estado - Rio

O atacante Edmundo voltou ontem para a Itália, para se reapresentar à Fiorentina, na esperança de conseguir uma vaga de titular no clube, que está com Batistuta suspenso e Oliveira machucado. "Estava difícil, mas agora o time está mal", lembrou o jogador, avaliando suas chances, no saguão do Aerporto Internacional do Rio, onde embarcou no início da tarde. "O mais importante é estar em atividade para jogar na seleção", afirmou.
Ele reconheceu que o fato de ter deixado o clube por não concordar em ficar no banco dos reservas teve o efeito inverso do que esperava. Ao invés de garantir vaga na seleção, foi ameaçado de não ser convocado, caso não resolvesse sua situação com o time italiano, pelo técnico Zagallo e o coordenador técnico Zico.
"Tomei uma atitude pensando em estar bem na Copa, mas a coisa tomou um sentido contrário", lamentou. "Acabei me tornando de novo uma incógnita", reconheceu, sobre suas chances de ser convocado para a seleção. Edmundo admitiu que, no Brasil, treinou apenas "nas mínimas condições" e deve ter dificuldades para jogar logo no domingo, contra o Bolonha. Apesar disso, o jogador resssalvou que não está "precisando de chance, nem de provar nada para ninguém".
O procurador de Edmundo, Pedrinho Vicençote, afirmou que o jogador não vai ser punido pelo abandono do Fiorentina. Vicençote informou que a medida foi acertada em reunião dele com os dirigentes do clube, na semana passada. Na despedida, Edmundo afirmou ter o "coração vascaíno" e afirmou estar viajando com saudades do Brasil. "Não deram a oportunidade de continuar aqui, no lugar que gosto, vou voltar e assumir meu compromisso", disse.
A declaração contrastou com outras feitas antes de Edmundo viajar pela primeira vez para Florença, quando dizia esperar ter "paz" na Itália. Ele reconheceu ter reclamado de "algumas situações" que viveu no Brasil, mas afirmou que depois, viu que "a situação anterior era melhor".


Florentina não vai punir o jogador

Da Agência Estado - Florença, Itália

A Fiorentina vai perdoar o atacante brasileiro Edmundo, segundo o conselheiro do clube, o italiano Luciano Luna. "O jogador está sendo muito bem aconselhado pelo técnico da seleção brasileira Mário Zagallo, por este motivo, não pensamos em castigá-lo", afirmou Luna. "Estamos convencidos que Edmundo não vai repitir atitudes como esta".
O jogador embarcou ontem para Florença otimista e espera ter nova chance na equipe titular, já que Batistuta está suspenso e Oliveira machucado. "Estava difícil, mas agora o time está mal", lembrou o atacante. "O mais importante é estar em atividade para jogar na seleção", afirmou.
Após ser contratado por US$ 8 milhões, o ex-jogador do Vasco passou cerca de um mês no Brasil. Edmundo desembarcou no dia 19 de fevereiro no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, após não ter atendida sua exigência de ser titular da Fiorentina. Até o momento, o polêmico atacante treinou apenas 21 dias na Itália. Em campo, Edmundo atuou 96 minutos.


ENTRA NA GUERRA

Vasco joga tudo para vencer o Chivas

Da Agência Estado - Rio

Começa hoje para o Vasco a guerra mexicana, pela Taça Libertadores da América. O time enfrenta o Chivas Guadalajara, às 22h30 (horário de Mato Grosso), no estádio Jalisco, a 1.600 metros do nível do mar. Além da altitude, o técnico Antônio Lopes sabe que terá pela frente um time tecnicamente bom.
Segundo informações obtidas pelo seu auxiliar técnico, Alcir Portela, que viajou antes para o México, Lopes sabe que a força do Chivas está no lado direito. O atacante Mascareno joga como um autêntico ponta-direita, driblador e rápido. Dando munição para ele, o Chivas conta com o apoiador Ramon Ramírez, também da seleção mexicana. Lopes colocará Nasa para bloquear Mascareo e Ramon na cola de Ramírez.
O Vasco se preparou para tentar voltar do México com pelo menos três pontos e melhorar a sua classificação no Grupo 2, já que foi derrotado pelo Grêmio na estréia na competição, em Porto Alegre.
Para enfrentar o Vasco, hoje, no Estádio Jalisco de Guadalajara, o time mexicano do Chivas Guadalajara está mais motivado pela invencibilidade de seis jogos e por não sofrer gols há 410 minutos. A última "vítima" do clube mais popular de Guadalajara foi o Toros Neza, derrotado ontem, por 1 a 0, pela 13ª rodada do Torneio de Verão. O Grêmio perdeu para o Chivas por 1 a 0 na semana passada, também pela Libertadores.
CHIVAS
Gustavo Sedano; Noé Zárate, Joel Sánchez, Cláudio Soares e Camilo Romero; Alberto, Rámon Ramirez e Paulo César Chavez; Jesús Arellano, Ignácio Vasquez e Gerardo Mascareo. Técnico: Ricardo "Tuca" Ferrerti.
Juiz: Robert Troxler
Assistentes: Néstor González e Ubaldo Aquino (Paraguai).
VASCO
Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Pedrinho e Ramon; Donizete e Luisão. Técnico: Antônio Lopes.


BASQUETE

Oscar se prepara para atingir outra marca, dos 50 mil pontos

O maior cestinha do Brasil diz que está pronto para mais um desafio.

HELENI FELIPE
Da Agência Estado - São Paulo

O que um jogador consagrado pela disputa de cinco olimpíadas, dono de vários recordes pessoais e que rompeu a barreira dos 40 mil pontos _ marca reservada a um restrito grupo de lendários cestinhas da NBA _, planeja para o futuro de sua carreira, aos 40 anos? Continuar desafiando os limites da idade em quadra, responde Oscar Schmidt, que domingo, pelo Campeonato Nacional de Basquete, fez 41 pontos e registra agora a soma de 40.025 em uma carreira de 20 anos. "Quero continuar jogando basquete o quanto eu puder", ressalta. "Agora penso nos 50 mil pontos", brinca o ala do Banco Bandeirantes. "Não estou preparado para parar, jogo enquanto meu físico aguentar."
Oscar, o cestinha do brasileiro com 781 pontos em 19 jogos (média de 41,1), garante, no entanto, que uma volta para a seleção brasileira está totalmente descartada. "Sonhei em deixar a seleção por cima e isso quero guardar comigo a vida inteira", comenta.
E uma carreira política? "Mesmo que eu fizer outra coisa quero continuar jogando", insiste Oscar, que é secretário de esportes de São Paulo.
Sobre o futuro do basquete brasileiro Oscar torce para surjam novos ídolos. "Um jogador nosso poderia ter sucesso na NBA", comenta Oscar, dizendo que atletas como Rato, Caio, Rogério, Olívia e Josuel teriam condições de destacar-se. "Vários bons jogadores podem ser ídolos, líderes, mas depende deles", afirma. "Além de grandes méritos, o ídolo tem de ser forte para cativar o carinho do público e a atenção da mídia."
Ídolo _ Além da vontade de jogar, Oscar não está disposto a abandonar o carinho que tem recebido dos torcedores. "Sonhei com isso a vida inteira e agora que eu tenho não vou querer abrir mão tão cedo", observa. Se é Ídolo? Oscar evita comparações com Pelé. "Imagine só, nem pensar", assinala. "Ídolo é aquele cara que vai ao banheiro do aeroporto e entram uns três caras atrás para pedir autógrafo", define. "Isso já ocorreu comigo, as pessoas não sentem que estão invadindo sua privacidade porque querem demais o seu autógrafo".
Oscar disse que não deseja ficar longe das crianças - como secretário faz palestras em escolas, uma vez por semana. "Agora tenho o carinho das crianças que não me conheciam quando voltei da Europa, há três anos".
O futuro do filho Felipe como jogador de basquete é outro assunto que preocupa Oscar _ o garoto, de 11 anos, marcou 11 dos 23 pontos do mini-mirim do Banco Bandeirantes, domingo, contra o Continental que venceu por 36 a 23. "Esperei um tempão para saber se ele queria jogar mesmo ou se era por minha causa", afirma. "O importante é que está gostando."
Pela rodada de domingo à noite do Campeonato Nacional, o líder Polti/COC, de Ribeirão Preto, foi derrotado pelo Brastemp/Rio Claro por 95 a 86. Outros resultados: Report/Valtra/Mogi 87 x 76 Marathon/Franca; Flamengo/Petrobrás 106 x 80 Grêmio Londrina.


ENTRA NA BRIGA

Williams também conta freios semelhantes ao da McLaren

LÍVIO ORICCHIO
Da Agência Estado - São Paulo

O campeão do mundo, Jacques Villeneuve, deve dispor na sua Williams, já no GP do Brasil, de um sistema de freios semelhante ao utilizado pela McLaren. Além de praticamente confirmar seu uso, Villeneuve confessou ontem em Hamburgo que seu companheiro de equipe, Heinz-Harald Frentzen, disputou a abertura do Mundial, em Melbourne, com recurso semelhante em seu carro. "Não estava convencido de que ele tornava minha Williams mais rápida", afirmou o canadense. Ficou claro agora por que Frank Williams não quis participar do grupo de donos de escuderias que pretendia, ainda na Austrália, protestar contra a McLaren.
O encontro era para promover o novo patrocinador da Williams, a cerveja alemã Veltins, mas acabou se transformando numa entrevista reveladora. Primeiro em razão de Villeneuve ter surpreendido a todos com a informação de que seu time não só dispõe como já usou o chamado break steer, o sistema da McLaren. Só que como Frentzen chegou no GP da Austrália com uma volta de atraso em relação aos pilotos da McLaren, ou o break steer da Williams não tem a eficiência do concorrente ou o que garantiu a hegemonia técnica, em Melbourne, foi o conjunto todo da McLaren, o que parece ser mais provável.
Ontem Frentzen treinou no Circuito da Catalunha e na melhor das suas 67 voltas registrou 1min24s893. Marca ainda distante do recorde da pista para modelos 1998, estabelecido por Mika Hakkinen com a McLaren MP4/13, no final de fevereiro: 1min21s430. Foi o segundo tempo do dia. Ralf Schumacher, da Jordan, fez 1min24s646 (61) e Jarno Trulli, da Prost, 1min26s434 (26).
Na Inglaterra, Pedro Paulo Diniz, da Arrows, realizou o seu melhor treinamento desde o lançamento do modelo A19, projetado por John Barnard. "Minha equipe garante que já identificou e resolveu as seguidas panes no sistema hidráulico do câmbio", disse. Na corrida da Austrália, além de quase não poder treinar, Diniz completou apenas cinco voltas. Hoje ele deu 39 voltas no circuito de Silverstone, sem que o problema se manifestasse. "Foi a maior quilometragem que consegui em um único dia". Amanhã e terça Diniz e seu companheiro, Mika Salo, prosseguem com o ensaio.
GP da França - Amanhã o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmará a prova de Magny-Cours para o dia 28 de junho, em plena Copa do Mundo.


GARANTIA REJEITADA

Cart não aceita garantia e GP do Brasil corre risco

JOSÉ EMÍLIO AGUIAR
Da Agência Estado - Miami, EUA

A Championship Auto Racing Teams (Cart), organizadora da Fórmula Indy, ainda não aceitou a garantia bancária dada pelo promotor do GP do Brasil, Jorge Cintra, para o pagamento de US$ 2,050 milhões da taxa obrigatória para a realização da corrida. Cintra pagou US$ 450 mil em dezembro, referentes a 15% da taxa, e conseguiu uma carta de crédito de um banco das Bahamas para honrar a segunda parcela, de 35% (US$ 1,050 milhão), que venceu em 10 de fevereiro. O promotor tem de pagar mais US$ 1,5 milhão até dia 10, mas a Cart exigiu o dinheiro à vista ou uma garantia de um banco americano.
O presidente da Cart, Andrew Craig, nega que a corrida, marcada para 10 de maio, esteja ameaçada de cancelamento. Mas as relações entre os organizadores e os promotores têm perdido o clima de cordialidade. Cintra admitiu que não aguenta mais ser cobrado. ``Sempre honrei minhas dívidas'', afirmou. ``Às vezes, pago mesmo atrasado, mas pago com juros, e pago bem.''
A taxa de US$ 3 milhões paga pelo promotor para ter a Indy no Brasil representa cerca de 7,5% do total de faturamento da Cart, de US$ 41 milhões no ano passado. A maior fonte de receita da Cart, ao contrário da Fórmula 1, não são os direitos de transmissão de TV, vendidos por apenas US$ 5 milhões para os Estados Unidos, Brasil e Austrália. O grosso do dinheiro vem dos cachês pagos pelos promotores das provas, que somaram US$ 24 milhões em 1997.
O Brasil é a segunda corrida mais cara da temporada, perdendo apenas para o GP do Japão - cujos organizadores pagarão este ano cerca de US$ 5 milhões. Este é um trunfo de Cintra na negociação. A Cart não quer que o Brasil saia do calendário. Mas, ao mesmo tempo, tenta ser mais rigorosa nos prazos, porque abriu o capital na Bolsa de Nova York e tem de dar satisfação aos novos acionistas.
Cintra perdeu crédito com os dirigentes americanos porque não levantou todo o dinheiro prometido para o sócio Gerald Davis na equipe Davis no ano passado. O promotor, porém, diz que está sendo vítima de boatos lançados por Davis e por pessoas ligadas a Émerson Fittipaldi - que fez proposta para arrendar o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio, em conjunto com o tricampeão Nélson Piquet. ``Tem gente querendo pegar a promoção desta corrida e fica inventando história'', afirmou.


VÔLEI

Rodada de hoje define semifinalistas

Da Agência Estado - São Paulo

A rodada de hoje da Superliga Masculina de Vôlei pode definir os semifinalistas da competição. A Ulbra/Diadora tem tarefa difícil. Precisa ganhar do Papel Report/Suzano, único time com vaga garantida para a próxima fase. Tarefa um pouco mais fácil tem o Lupo/Náutico, que enfrenta o Philco/Santo André, que já está fora da briga.
O grande duelo da rodada deverá ser protagonizado por Olympikus e Banespa. O time carioca define sua participação nas semifinais se vencer. O Banespa precisa ganhar os dois jogos que restam no octogonal e torcer para que o Olympikus perca o último jogo ou ganhe por placar apertado para a superioridade seja definida no set average.
Palmeiras, com remotas chances matemáticas de classificação, completará a rodada contra o Try On/Minas, que quer despedir-se da competição conquistanto pelo menos uma vitória. O time mineiro ainda não venceu nesta fase da competição.


VÔLEI FEMININO

Mappin Pinheiros dispensa as musas Ida e Vera Mossa

JOÃO PEDRO NUNES
Da Agência Estado - São Paulo

Duas musas do vôlei brasileiro estão sem time. A meio-de-rede Ida e a atacante Vera Mossa, duas veteranas jogadoras que já defenderam a seleção brasileira, foram dispensadas oficialmente ontem pelo Mappin/Pinheiros e não defenderão o time no playoff das quartas-de-final da Superliga Feminina, que começa sábado. O patrocinador do time divulgou uma nota oficial sobre o assunto, dizendo que a decisão foi tomada em comum acordo entre as atletas e a comissão técnica.
O diretor de Relações com o Mercado do Mappin, Paulo Roberto Pasian, disse que as duas jogadoras têm nomes respeitados na história do esporte. "Ida e Vera estão no vôlei há muito tempo e já foram destaque na seleção brasileira", comenta. "Elas conversaram com os integrantes da comissão técnica e chegaram a um consenso", prossegue. "Só temos de acatar a decisão tomada por eles."
Ida, medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, não quer falar sobre o assunto. Ela confirma que a saída foi tomada de comum acordo e que está preocupada apenas com o futuro. "Vou para a Inglaterra no mês que vem estudar e até lá vou ficar mais na joalheria que tenho com uma sócia", diz a jogadora, de 33 anos. "Já recebi convites para jogar o Campeonato Paulista, mas agora não é hora de decidir nada", continua. "Mesmo fora do time, vou cumprir meu contrato até o final com o Mappin/Pinheiros."
A ex-meio-de-rede da seleção, que foi convocada para participar do Jogo das Estrelas da Superliga, garante estar tranqüila. "Não fiz nada de errado, nada que me arrependa", diz. "Acho simplesmente que agora não é hora de procurar culpados pelo que ocorreu."
Para a ex-jogadora do Paulistano, Flamengo, Lufkin, Botafogo, BCN e Leite Moça, o assunto simplesmente tem de ser esquecido. "É melhor não falar para o bem das jogadoras, do clube e do patrocinador", acredita. "Temos de tocar a vida em frente."
O técnico Ari Rabello também acha que não vale a pena explorar o caso. Ele admite que o time sentirá falta das atletas, mas que a equipe tem condições de reverter a situação. "Vamos trabalhar", afirma o treinador, que tem no Mappin/Pinheiros jogadoras do nível de Ana Flávia, Cilene, Irina Kirillova, Bia e Arlene. "O time tem muito ainda o que jogar."
O Mappin terminou a fase de classificação no incômodo sexto lugar e agora vai enfrentar a Uniban/São Caetano na série melhor-de-cinco partidas do playoff. Os outros semifinalistas da competição vão sair dos seguintes confrontos: Rexona x Marco XX/Estrela, Leites Nestlé x BCN/Osasco e MRV/Suggar x Dayvit.


ATLETISMO

Valquíria pretende viajar

Da Reportagem

"O jogo só termina quando acaba". A máxima do ex-presidente do Corinthans, Vicente Matheus, exprime exatamente o comportamento da corredora cuiabana Valquíria da Silva Santos, 17, que não aceita o fato de ficar de fora do Campeonato Mundial Juvenil e Adulto de Cross Country, por causa de uma recente contusão. Ela afirmou ontem que possui condições de disputar a competição, nos dias 21 e 22, em Marrakech/Marrocos, apesar de estar com o braço gessado.
E apesar de seu técnico, Paulo do Nascimento, ter comunicado na semana passada à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) sua impossibilidade de correr na prova dos 4 km. A viagem à Marrocos está marcada para amanhã à tarde. O mato-grossense Jonnathan Moares, 17, tem presença garantida.
Confiante na "recuperação relampago", a fundista espera hoje o resultado do relatório médico da doutora Silmara da Silva Oliveira, do hospital São Mateus, para saber se tem chances de participar da competição. Esse é o segundo laudo médico solicitado em menos de dez dias, todavia dessa vez a iniciativa foi dela, em descontentamento com o primeiro relatório, que acusou quebra do osso do ombro, por meio de radiografia.


TREINAMENTOS

Seleção começa a treinar

Da Reportagem

A Seleção Mato-grossense Juvenil de vôlei feminino iniciou ontem às 17h30 os treinamentos visando a disputa do Campeonato Brasileiro em maio, em Maceió. O primeiro treino foi realizado no ginásio Fiotão, em Várzea Grande, sob o comando de Zé Luis, da Secretaria de Esportes de Cuiabá, e do popular Chocolate, da AABB.
De acordo com a comissão técnica, em meados de abril o grupo sofrerá seis cortes, devido à exigência da Conferação Brasileira de Vôlei. As jogadoras são dos colégios Cema, São Gonçalo, Afirmativo e dos clubes AABB e o Tênis de Várzea Grande, que possui seis atletas na equipe. Segundo os treinadores, em breve a seleção terá o reforço de uma ou duas jogadoras de Sinop.


MAIS UM CLÁSSICO

São Paulo e Portuguesa vão lutar pela liderança isolada do grupo 2

A partida é considerada de vida ou morte para o São Paulo que vem de uma derrota.

TUCA PEREIRA DE QUEIROZ E PEDRO COURBASSIER
Da Agência Estado - São Paulo

São Paulo e Portuguesa lutam hoje à noite pela liderança do Grupo 2 do Campeonato Paulista, em partida isolada que dará início à 14ª rodada e será disputada a partir das 19h30 no Morumbi. A Portuguesa é a primeira do grupo com 7 pontos ganhos, o São Paulo tem 6, e os dois clubes entram em campo em situações distintas: enquanto o técnico Candinho orientará seu time para manter as boas atuações que o levaram a reagir na campetição, o São Paulo de Nelsinho Baptista corre o risco de sofrer nova derrota, depois da decepcionante atuação de domingo contra a Matonense.
Mas mesmo com a derrota, sofrida em circunstâncias inesperadas, no momento que o time reagia à perda do Torneio Rio-São Paulo para o Botafogo com vitórias convincentes sobre Santos e Rio Branco, Nelsinho não pensava ontem em fazer modificações em seu time. Enquanto os jogadores procuraram justificar a vitória de 2 a 0 da Matonense no domingo de várias maneiras, culpando as dimensões do campo, o estado do gramado ou a falta de atenção do time nos gols que sofreu, o técnico confirmava: "o São Paulo não jogou nada, a Matonense foi mais determinada e mereceu a vitória".
Nelsinho, porém, acreditava que o time terá poder de reação por causa dos progressos mostrados nas duas primeiras partidas do Campeonato Paulista. Seu único receio era o desgaste sofrido pelos jogadores no jogo de domingo. "Será um intervalo de pouco mais de 48 horas, mas os jogadores estão preparados pra suportar a maratona", garantiu.
O centroavante Dodô está recuperado da contusão que sofreu no joelho e que o afastou dos dois últimos jogos, mas dependerá de um teste físico para garantir sua presença no jogo de hoje. Dodô voltou aos treinos com bola ontem à tarde. Nas demais posições, o time será o mesmo que jogou domingo, inclusive com o lateral Zé Carlos, que vivia ontem a expectativa de uma possivel convocação para a seleção brasileira que jogará dia 25 na Alemanha. "Pode parecer cedo para o tempo que tenho de São Paulo, mas já estou com 28 anos", comentou.
Pay-per-view _ A escolha das partidas do Campeonato Paulista que estão sendo transmitidas no sistema pay-per-view (pague para ver) pela Globosat, NetSat e SKY, como a de hoje à noite entre São Paulo e Portuguesa, é feita pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e o Clube dos 13. Assim, de maneira aleatória, o São Paulo aparece em 6 dos 10 jogos escolhidos na atual fase do Campeonato Paulista, enquanto serão mostrados 4 do Santos e da Portuguesa, 2 do Palmeiras e apenas 1 do Corinthians, 1 do Rio Branco, 1 do União São João e 1 da Matonense.
O técnico Candinho garante que a Portuguesa não vai mudar seu estilo de jogo, mesmo contra o São Paulo, rival tradicional que briga com a Lusa pela liderança do Grupo 4 do Campeonato Paulista. "Continuo querendo ver jogos com vários gols, pois, mesmo tomando três, podemos marcar quatro", diz o treinador, agora um declarado amante do futebol ofensivo.
"Somos uma equipe que dá prioridade ao ataque", afirma Candinho, que terá todos os titulares na partida. Quem pode desmentir Candinho, no entanto, é a tabela de classificação: um empate contra o São Paulo não será um resultado ruim para a Portuguesa, que continuará isolada na liderança.
"É claro que fazer a partida de volta no Canindé será melhor, mas não iremos ao Morumbi para ficar esperando o São Paulo tomar a iniciativa", comenta Candinho. Ele lembra que o mando da partida de hoje é são-paulino e, no dia 7, a Portuguesa jogará novamente contra o mesmo adversário, mas no Canindé. "Pode ser que não, mas na outra partida, por ser em casa, seremos mais favoritos do que hoje porque o mando é do São Paulo", analisa o zagueiro Émerson, lembrando que no último confronto, em 11 de setembro, uma quarta-feira, à noite, pelo Brasileiro de 1997, a Portuguesa acabou com uma série de vitórias são-paulinas, vencendo por 2 a 1, no Canindé.
A Lusa voltou domingo para a capital com mais três pontos e tornou-se a única equipe visitante a vencer em São José dos Campos na competição. O bom resultado conseguido no Vale do Paraíba melhorou ainda mais o ambiente que já estava bom desde a substituição de Eduardo Amorim por Candinho. "Estamos tranqüilos, pois é o adversário que vem de derrota", afirma o atacante Leandro, referindo-se ao último resultado do São Paulo, uma derrota (2 a 0) em Matão.
Evair, um dos reforços vindo para o time com ajuda da Federação Paulista de Futebol, depois de cair no agrado da torcida e voltar a marcar gols, já aponta o entrosamento como uma dos motivos da melhora da equipe. "Estamos cada vez mais entrosados, tanto que nossa movimentação tem dificultado os adversários, principalmente nos últimos jogos", diz o atacante que costumava fazer boas apresentações contra o São Paulo quando atuava pelo Palmeiras na primeira metade desta década.
SÃO PAULO
Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Sidnei, Fabiano, Carlos Miguel e Adriano; Dodô (França) e Denílson. Técnico: Nelsinho Batista.
PORTUGUESA
Fabiano; Alexandre Chagas (Walmir), Émerson, César e Augusto; Alex, Carlinhos, Alexandre e Evandro; Evair e Leandro. Técnico: Candinho.
Juiz: será escolhido hoje à tarde.
Local: Morumbi, às 19h30.


Leão não se anima com Viola

JOSÉ RODRIGUES
Da Agência Estado - Santos, SP

Viola na Vila Belmiro? Se depender de Leão essa possibilidade está afastada. "Do jeito que está, acho difícil essa contratação", disse o treinador ontem pela manhã, no mesmo momento em que circulavam informações de que os dirigentes santistas estavam indo para a Capital para fechar as negociações. Por outro lado, o técnico está exigindo a reabilitação de seu time já na partida de amanhã, contra a Matonense, na Vila Belmiro, sob pena de comprometer a classificação.
"Nós precisamos ganhar 90% dos sete jogos que temos pela frente e, ganhando seis deles, ainda iremos disputar a vaga na última partida".
Sobre a contratação de Viola, Leão foi claro e duro: "ele não joga há três meses, teve uma contusão e há ainda um problema financeiro muito grave". O treinador analisou o momento do atacante palmeirense: "apesar de ser um bom atleta, infelizmente está completamente desprestigiado em sua equipe, relegado a um quarto plano". Por isso, entende "que está havendo muita exigência para um atleta que se encontra nessas circunstâncias e vai usar o trampolim chamado Santos para se recuperar". Ele não aceita a idéia de que possa haver pressão para que Viola possa ser contratado como "salvador da pátria de alguma equipe".
Com os problemas para contratar os atacantes pretendidos, Leão acha que será preciso buscar novas opções. Ontem mesmo surgiram informações, negadas pela diretoria santista, de que o Flamengo havia proposto a troca de Marcos Assunção e Caio por Lúcio e Zé Roberto. O técnico também disse desconhecer essa intenção do clube carioca.
Embora a diretoria continue negando que tenha recebido proposta salarial por parte de Viola, ela já é do conhecimento dos dirigentes. O atacante pediu R$ 125 mil por mês para jogar na Vila Belmiro, valor considerado muito alto. Uma contratação fora da faixa salarial do clube poderia prejudicar ainda mais o ambiente no grupo, que vem piorando desde a estréia no Paulista. Nas três partidas disputadas, o Santos conseguiu apenas um empate, contra o São José, e perdeu para o São Paulo e para o Rio Branco.


Corinthians está motivado para enfrentar o Guarani

Da Agência Estado - São Paulo

O empate com o Palmeiras, cedido nos minutos finais do clássico de domingo, não foi de todo ruim para o Corinthians, segundo o técnico Wanderley Luxemburgo. Ele disse que o time mostrou que já tem uma "identidade, um padrão de jogo". O Corinthians volta a jogar pelo Paulista na quinta-feira, contra o Guarani, em Jundiaí, às 20 horas.
"O Palmeiras teve o privilégio de enfrentar o Guarani no Pacaembu, mas o Corinthians, não sei por qual motivo, não", lamentou Luxemburgo. Para essa partida, o time ainda não contará com o zagueiro Gamarra, cedido à seleção paraguaia. O meia Rincón, que viajou para defender a seleção colombiana, prometeu voltar a tempo de enfrentar o Guarani. Satisfeito com a evolução da equipe, Luxemburgo decidiu dar folga geral aos jogadores ontem.
O treinador corintiano parece também conformado com a falta de reforços. O patrocinador da equipe, o banco Excel Econômico, já comunicou que não investirá mais em reforços e nem pagará os salários dos jogadores. Vai se restringir ao pagamento do patrocínio mensal.
"Estava existindo uma cobrança absurda em cima do banco, mas o Corinthians deve caminhar com as próprias pernas", disse Mário Sérgio, diretor de esportes do Excel.
Segundo ele, o acordo com o Corinthians "não é e nem nunca foi uma co-gestão". O contrato de Mário Sérgio com o banco acaba em 14 de abril e ele pode sair. "Eu só gostaria que as pessoas entendessem que eu não sou dirigente do Corinthians e sim responsável por 17 jogadores e três equipes, disse Mário Sérgio.


DIA D

Futuro da Mancha Verde será definido hoje pela Justiça

ARNALDO RIBEIRO
Da Agência Estado - São Paulo

O Superior Tribunal de Justiça de São Paulo julga hoje, às 12h30, em última instância, o pedido de extinção da Mancha Verde, uma das torcidas organizadas do Palmeiras. A Mancha, como as demais organizadas de São Paulo, estão banidas dos estádios paulistas desde agosto de 1995, por uma resolução da Federação Paulista de Futebol em razão de uma briga entre palmeirenses e são-paulinos, em 20 de agosto, no Pacaembu. Nesse episódio, centenas de pessoas ficaram feridas e o torcedor Márcio Gasparin da Silva morreu.
Paralelamente à resolução da FPF, a Mancha Verde, a Independente (São Paulo) e a Gaviões da Fiel (Corinthians) sofrem processos de extinção definitiva por parte do Ministério Público de São Paulo. "As provas nos três processos são praticamente as mesmas", justifica Fernando Capez, da Promotoria de Defesa da Cidadania do Ministério Público. "Por isso, eu considero a eventual extinção da Mancha Verde extremamente importante, pois nos revelaria a tendência do Tribunal de Justiça para os outros processos, alega Capez.
No fim do ano passado, a Mancha Verde buscou um artifício para driblar a proibição de frequentar os estádios. Foi criada a Mancha Alviverde para poder prestigiar o Palmeiras na decisão do Campeonato Brasileiro, contra o Vasco. Com relação à Torcida Independente, o recurso do Ministério Público deverá ser julgado em dois meses, segundo Capez. A ação do ministério, até agora, foi considerada improcedente. O processo contra a Gaviões da Fiel, aberto em novembro do ano passado, ainda está em primeira instância.
Redução _ Segundo Fernando Capez, o banimento das organizadas reduziu drasticamente os índices de violência nos estádios de São Paulo. "É visível: desde setembro de 1995, ninguém morreu ou foi ferido gravemente nos estádios e praticamente não existem mais depedrações, além de os dados estatísticos mostrarem que a criminalidade caiu cerca de 90%, diz Capez.
Os números da queda são divulgados pela Polícia Militar. "Até setembro de 1995, tínhamos uma média de 20,1 ocorrências policiais por partida. Hoje, o número é de 0,6 por jogo, afirma o capitão Carlos Botelho, do 2º Batalhão de Choque da PM, responsável pelo policiamento nos estádios.
Segundo o capitão Botelho, não foi apenas o afastamento das organizadas que propiciou a queda da violência nas praças esportivas. "Concluímos que, para um grande problema, é necessário uma série de pequenas soluções. Ele lista a proibição do consumo de bebidas alcoólicas, o uso de filmadoras pela PM e de bafômetros e a redistribuição do policiamento nos estádios. "Fomos bsucar as soluções na Inglaterra, onde eles conseguiram controlar os hooligans, disse.