| SELEÇÃO Zagallo comemora a paz com Pelé e promete a
conquista do penta
O treinador brasileiro
diz que o jogo de biriba é fundamental para ajudar o
time a conquistar o título.
SEBASTIÃO REIS
Da Agência Estado - Rio
Depois de trocarem críticas durante a Copa Ouro, em
fevereiro, Zagallo e Pelé celebraram a paz. O treinador
conversou por telefone com o ministro Extraordinário dos
Esportes, ontem, num diálogo que considerou
"amigável", para tirar ranços e evitar
problemas". A mesma impressão não ficou em
relação ao seu colega de equipe Zico, o novo
coordenador técnico da seleção, que condenou o
carteado por dinheiro no lazer dos jogadores. "O
Brasil vai ser pentacampeão de biriba", ironizou
Zagallo.
Pelé criticara o comportamento da Seleção Brasileira
após o fiasco na Copa Ouro, nos Estados Unidos. Zagallo
reagiu, irritado, dizendo que Pelé não podia dar
palpites sobre o que não conhecia. O contato entre os
dois foi intermediado pelo empresário venezuelano Jaime
Meyr, representante da CBF em seu país e compadre de
Pelé. Para Zagallo, o apoio de todos os brasileiros é
importante para a Copa da França. "O Pelé é muito
imprtante por tudo o que ele representa para o futebol
brasileiro", reiterou. Segundo o treinador, a
Seleção precisa de união e não pode perder a copa
dentro do Brasil.
Sobre a polêmica envolvendo as apostas, Zagallo não
compartilhou da idéia de Zico. Embora tenha ressaltado
que ninguém vai criar um atrito entre ele e Zico, o
coordenador técnico, disse que não tem nada contra o
carteado. "Joguei biriba em 58, 62, 70 e 94 e
conquistei quatro títulos munidiais. A gente precisa
também jogar em 98, para ser penta", afirmou.
Zagallo disse que os jogadores não podem ficar 40 dias
treinando, comendo e dormindo. "Se nós fomos
tetracampeões de biriba é sinal de que isso nunca foi
ruim para o Brasil." O treinador convocará 10
jogadores que atuam no Brasil para o amistoso contra a
Alemanha, dia 25, em Stuttgart. Na semana passada, foram
anunciados os nomes dos "estrangeiros" Aldair,
Cafú, Cesar sampaio, Doriva, Dunga, Elber, Leonardo,
Raí, Rivaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho e Zé Elias.
O treinador admitiu que a lista pode ter "uma ou
outra variação", mas não quis antecipar nomes.
Ele elogiou o futebol de Rodrigo, um dos destaques do
Flamengo, na vitória sobre o Botafogo, por 3 a 0. Foi
decisivo, apesar de ter ficado muito tempo parado."
Sobre a má fase do goleiro Taffarel, o técnico foi
enfático: "O que acontece com ele, acontece com
todo jogador. Não tem nada de mais".
TÉCNICO ELOGIA GRUPO
Santana elogia obediência tática
contra o Botafogo
RENATO LAMEIRO
Da Agência Estado - Rio
O técnico do Flamengo, Joel Santana, disse não saber
ao certo o que realmente mudou na equipe, já que ele
tinha chegado há poucos dias de sua estréia. Ele se
referia à vitória do time por 3 a 0 sobre o Botafogo,
fato que espantou a crise deflagrada no clube que sofreu
sucessivas derrotas até provocar o pedido de demissão
do treinador Paulo Autuori.
Santana desconversou quando questionado se os jogadores
tiveram influência na demissão de Paulo Autuori mas
afirmou que encontrou um grupo cabisbaixo e que procurou
reanimar a equipe. Ele elogiou muito o comportamento do
time no jogo contra o Botafogo e disse que "foi uma
equipe obediente e que soube sair para ganhar quando
precisou".
"É indiscutível a qualidade técnica deles, mas
era preciso um esquema mais cauteloso", avaliou o
técnico. O goleiro Clemer foi outro que teceu elogios à
nova armação do time. "Agora o Flamengo é um time
que marca", afirmou. "Antes, os adversários
entravam livres pela área".
Autuori não foi ao jogo e nem assistiu pela televisão.
Ficou em casa lendo e disse que sabia que o time iria
sair dessa crise. "Era questão de tempo",
afirmou. "Até porque, o nível técnico dos
jogadores é excelente", elogiou. Mantendo sua
postura elegante, Autuori disse não acreditar que os
jogadores "armaram" sua saída. "Eles
precisavam era de outro discurso".
BOTAFOGO _ No lado alvi-negro as críticas foram
dirigidas ao juiz Álvaro Quelhas. O presidente do
Botafogo, José Luis Rolim, disse que certamente Quelhas
não interferiu no resultado, mas que seu time foi
prejudicado pelo juiz, que "inverteu faltas e
possibilitou o anti-jogo, promovido pelos jogadores do
Flamengo". O jogador Djair foi um dos mais
indignados com a atuação do juiz. O apoiador disse que
quando foi expulso, só fora perguntar a Quelhas quem
tinha recebido o cartão vermelho. Com o resultado, o
Botafogo permaneceu em último lugar na tabela e tem
chances ainda que remotas de conquistar o primeiro turno
do campeonato.
FLUMINENSE _ Outro clube que tropeçou no domingo e saiu
reclamando do juiz foi o Fluminense. No empate por 1 a 1,
contra o Americano de Campos - time do presidente da
Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Eduardo Viana -
Edinho disse que o árbitro Jorge Luis Carius teve grande
responsabilidade no resultado. "Foi uma grande
palhaçada a atuação dele", revoltou-se.
"Espero que ele não tenha se sentido intimidado com
a presença do presidente", questionou Edinho, em
referência a Viana, que assistiu ao jogo das
arquibancadas das Laranjeiras.
FIM DA NOVELA
Edmundo viaja e acredita que será
titular
GUSTAVO ALVES
Da Agência Estado - Rio
O atacante Edmundo voltou ontem para a Itália, para
se reapresentar à Fiorentina, na esperança de conseguir
uma vaga de titular no clube, que está com Batistuta
suspenso e Oliveira machucado. "Estava difícil, mas
agora o time está mal", lembrou o jogador,
avaliando suas chances, no saguão do Aerporto
Internacional do Rio, onde embarcou no início da tarde.
"O mais importante é estar em atividade para jogar
na seleção", afirmou.
Ele reconheceu que o fato de ter deixado o clube por não
concordar em ficar no banco dos reservas teve o efeito
inverso do que esperava. Ao invés de garantir vaga na
seleção, foi ameaçado de não ser convocado, caso não
resolvesse sua situação com o time italiano, pelo
técnico Zagallo e o coordenador técnico Zico.
"Tomei uma atitude pensando em estar bem na Copa,
mas a coisa tomou um sentido contrário", lamentou.
"Acabei me tornando de novo uma incógnita",
reconheceu, sobre suas chances de ser convocado para a
seleção. Edmundo admitiu que, no Brasil, treinou apenas
"nas mínimas condições" e deve ter
dificuldades para jogar logo no domingo, contra o
Bolonha. Apesar disso, o jogador resssalvou que não
está "precisando de chance, nem de provar nada para
ninguém".
O procurador de Edmundo, Pedrinho Vicençote, afirmou que
o jogador não vai ser punido pelo abandono do
Fiorentina. Vicençote informou que a medida foi acertada
em reunião dele com os dirigentes do clube, na semana
passada. Na despedida, Edmundo afirmou ter o
"coração vascaíno" e afirmou estar viajando
com saudades do Brasil. "Não deram a oportunidade
de continuar aqui, no lugar que gosto, vou voltar e
assumir meu compromisso", disse.
A declaração contrastou com outras feitas antes de
Edmundo viajar pela primeira vez para Florença, quando
dizia esperar ter "paz" na Itália. Ele
reconheceu ter reclamado de "algumas
situações" que viveu no Brasil, mas afirmou que
depois, viu que "a situação anterior era
melhor".
Florentina
não vai punir o jogador
Da Agência Estado - Florença, Itália
A Fiorentina vai perdoar o atacante brasileiro
Edmundo, segundo o conselheiro do clube, o italiano
Luciano Luna. "O jogador está sendo muito bem
aconselhado pelo técnico da seleção brasileira Mário
Zagallo, por este motivo, não pensamos em
castigá-lo", afirmou Luna. "Estamos
convencidos que Edmundo não vai repitir atitudes como
esta".
O jogador embarcou ontem para Florença otimista e espera
ter nova chance na equipe titular, já que Batistuta
está suspenso e Oliveira machucado. "Estava
difícil, mas agora o time está mal", lembrou o
atacante. "O mais importante é estar em atividade
para jogar na seleção", afirmou.
Após ser contratado por US$ 8 milhões, o ex-jogador do
Vasco passou cerca de um mês no Brasil. Edmundo
desembarcou no dia 19 de fevereiro no Aeroporto
Internacional do Galeão, no Rio, após não ter atendida
sua exigência de ser titular da Fiorentina. Até o
momento, o polêmico atacante treinou apenas 21 dias na
Itália. Em campo, Edmundo atuou 96 minutos.
ENTRA NA GUERRA
Vasco joga tudo para vencer o Chivas
Da Agência Estado - Rio
Começa hoje para o Vasco a guerra mexicana, pela
Taça Libertadores da América. O time enfrenta o Chivas
Guadalajara, às 22h30 (horário de Mato Grosso), no
estádio Jalisco, a 1.600 metros do nível do mar. Além
da altitude, o técnico Antônio Lopes sabe que terá
pela frente um time tecnicamente bom.
Segundo informações obtidas pelo seu auxiliar técnico,
Alcir Portela, que viajou antes para o México, Lopes
sabe que a força do Chivas está no lado direito. O
atacante Mascareno joga como um autêntico ponta-direita,
driblador e rápido. Dando munição para ele, o Chivas
conta com o apoiador Ramon Ramírez, também da seleção
mexicana. Lopes colocará Nasa para bloquear Mascareo e
Ramon na cola de Ramírez.
O Vasco se preparou para tentar voltar do México com
pelo menos três pontos e melhorar a sua classificação
no Grupo 2, já que foi derrotado pelo Grêmio na
estréia na competição, em Porto Alegre.
Para enfrentar o Vasco, hoje, no Estádio Jalisco de
Guadalajara, o time mexicano do Chivas Guadalajara está
mais motivado pela invencibilidade de seis jogos e por
não sofrer gols há 410 minutos. A última
"vítima" do clube mais popular de Guadalajara
foi o Toros Neza, derrotado ontem, por 1 a 0, pela 13ª
rodada do Torneio de Verão. O Grêmio perdeu para o
Chivas por 1 a 0 na semana passada, também pela
Libertadores.
CHIVAS
Gustavo Sedano; Noé Zárate, Joel Sánchez, Cláudio
Soares e Camilo Romero; Alberto, Rámon Ramirez e Paulo
César Chavez; Jesús Arellano, Ignácio Vasquez e
Gerardo Mascareo. Técnico: Ricardo "Tuca"
Ferrerti.
Juiz: Robert Troxler
Assistentes: Néstor González e Ubaldo Aquino
(Paraguai).
VASCO
Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe;
Luisinho, Nasa, Pedrinho e Ramon; Donizete e Luisão.
Técnico: Antônio Lopes.
BASQUETE
Oscar se prepara para atingir outra
marca, dos 50 mil pontos
O maior cestinha do
Brasil diz que está pronto para mais um desafio.
HELENI FELIPE
Da Agência Estado - São Paulo
O que um jogador consagrado pela disputa de cinco
olimpíadas, dono de vários recordes pessoais e que
rompeu a barreira dos 40 mil pontos _ marca reservada a
um restrito grupo de lendários cestinhas da NBA _,
planeja para o futuro de sua carreira, aos 40 anos?
Continuar desafiando os limites da idade em quadra,
responde Oscar Schmidt, que domingo, pelo Campeonato
Nacional de Basquete, fez 41 pontos e registra agora a
soma de 40.025 em uma carreira de 20 anos. "Quero
continuar jogando basquete o quanto eu puder",
ressalta. "Agora penso nos 50 mil pontos",
brinca o ala do Banco Bandeirantes. "Não estou
preparado para parar, jogo enquanto meu físico
aguentar."
Oscar, o cestinha do brasileiro com 781 pontos em 19
jogos (média de 41,1), garante, no entanto, que uma
volta para a seleção brasileira está totalmente
descartada. "Sonhei em deixar a seleção por cima e
isso quero guardar comigo a vida inteira", comenta.
E uma carreira política? "Mesmo que eu fizer outra
coisa quero continuar jogando", insiste Oscar, que
é secretário de esportes de São Paulo.
Sobre o futuro do basquete brasileiro Oscar torce para
surjam novos ídolos. "Um jogador nosso poderia ter
sucesso na NBA", comenta Oscar, dizendo que atletas
como Rato, Caio, Rogério, Olívia e Josuel teriam
condições de destacar-se. "Vários bons jogadores
podem ser ídolos, líderes, mas depende deles",
afirma. "Além de grandes méritos, o ídolo tem de
ser forte para cativar o carinho do público e a
atenção da mídia."
Ídolo _ Além da vontade de jogar, Oscar não está
disposto a abandonar o carinho que tem recebido dos
torcedores. "Sonhei com isso a vida inteira e agora
que eu tenho não vou querer abrir mão tão cedo",
observa. Se é Ídolo? Oscar evita comparações com
Pelé. "Imagine só, nem pensar", assinala.
"Ídolo é aquele cara que vai ao banheiro do
aeroporto e entram uns três caras atrás para pedir
autógrafo", define. "Isso já ocorreu comigo,
as pessoas não sentem que estão invadindo sua
privacidade porque querem demais o seu autógrafo".
Oscar disse que não deseja ficar longe das crianças -
como secretário faz palestras em escolas, uma vez por
semana. "Agora tenho o carinho das crianças que
não me conheciam quando voltei da Europa, há três
anos".
O futuro do filho Felipe como jogador de basquete é
outro assunto que preocupa Oscar _ o garoto, de 11 anos,
marcou 11 dos 23 pontos do mini-mirim do Banco
Bandeirantes, domingo, contra o Continental que venceu
por 36 a 23. "Esperei um tempão para saber se ele
queria jogar mesmo ou se era por minha causa",
afirma. "O importante é que está gostando."
Pela rodada de domingo à noite do Campeonato Nacional, o
líder Polti/COC, de Ribeirão Preto, foi derrotado pelo
Brastemp/Rio Claro por 95 a 86. Outros resultados:
Report/Valtra/Mogi 87 x 76 Marathon/Franca;
Flamengo/Petrobrás 106 x 80 Grêmio Londrina.
ENTRA NA BRIGA
Williams também conta freios
semelhantes ao da McLaren
LÍVIO ORICCHIO
Da Agência Estado - São Paulo
O campeão do mundo, Jacques Villeneuve, deve dispor
na sua Williams, já no GP do Brasil, de um sistema de
freios semelhante ao utilizado pela McLaren. Além de
praticamente confirmar seu uso, Villeneuve confessou
ontem em Hamburgo que seu companheiro de equipe,
Heinz-Harald Frentzen, disputou a abertura do Mundial, em
Melbourne, com recurso semelhante em seu carro.
"Não estava convencido de que ele tornava minha
Williams mais rápida", afirmou o canadense. Ficou
claro agora por que Frank Williams não quis participar
do grupo de donos de escuderias que pretendia, ainda na
Austrália, protestar contra a McLaren.
O encontro era para promover o novo patrocinador da
Williams, a cerveja alemã Veltins, mas acabou se
transformando numa entrevista reveladora. Primeiro em
razão de Villeneuve ter surpreendido a todos com a
informação de que seu time não só dispõe como já
usou o chamado break steer, o sistema da McLaren. Só que
como Frentzen chegou no GP da Austrália com uma volta de
atraso em relação aos pilotos da McLaren, ou o break
steer da Williams não tem a eficiência do concorrente
ou o que garantiu a hegemonia técnica, em Melbourne, foi
o conjunto todo da McLaren, o que parece ser mais
provável.
Ontem Frentzen treinou no Circuito da Catalunha e na
melhor das suas 67 voltas registrou 1min24s893. Marca
ainda distante do recorde da pista para modelos 1998,
estabelecido por Mika Hakkinen com a McLaren MP4/13, no
final de fevereiro: 1min21s430. Foi o segundo tempo do
dia. Ralf Schumacher, da Jordan, fez 1min24s646 (61) e
Jarno Trulli, da Prost, 1min26s434 (26).
Na Inglaterra, Pedro Paulo Diniz, da Arrows, realizou o
seu melhor treinamento desde o lançamento do modelo A19,
projetado por John Barnard. "Minha equipe garante
que já identificou e resolveu as seguidas panes no
sistema hidráulico do câmbio", disse. Na corrida
da Austrália, além de quase não poder treinar, Diniz
completou apenas cinco voltas. Hoje ele deu 39 voltas no
circuito de Silverstone, sem que o problema se
manifestasse. "Foi a maior quilometragem que
consegui em um único dia". Amanhã e terça Diniz e
seu companheiro, Mika Salo, prosseguem com o ensaio.
GP da França - Amanhã o Conselho Mundial da Federação
Internacional de Automobilismo (FIA) confirmará a prova
de Magny-Cours para o dia 28 de junho, em plena Copa do
Mundo.
GARANTIA REJEITADA
Cart não aceita garantia e GP do
Brasil corre risco
JOSÉ EMÍLIO AGUIAR
Da Agência Estado - Miami, EUA
A Championship Auto Racing Teams (Cart), organizadora
da Fórmula Indy, ainda não aceitou a garantia bancária
dada pelo promotor do GP do Brasil, Jorge Cintra, para o
pagamento de US$ 2,050 milhões da taxa obrigatória para
a realização da corrida. Cintra pagou US$ 450 mil em
dezembro, referentes a 15% da taxa, e conseguiu uma carta
de crédito de um banco das Bahamas para honrar a segunda
parcela, de 35% (US$ 1,050 milhão), que venceu em 10 de
fevereiro. O promotor tem de pagar mais US$ 1,5 milhão
até dia 10, mas a Cart exigiu o dinheiro à vista ou uma
garantia de um banco americano.
O presidente da Cart, Andrew Craig, nega que a corrida,
marcada para 10 de maio, esteja ameaçada de
cancelamento. Mas as relações entre os organizadores e
os promotores têm perdido o clima de cordialidade.
Cintra admitiu que não aguenta mais ser cobrado.
``Sempre honrei minhas dívidas'', afirmou. ``Às vezes,
pago mesmo atrasado, mas pago com juros, e pago bem.''
A taxa de US$ 3 milhões paga pelo promotor para ter a
Indy no Brasil representa cerca de 7,5% do total de
faturamento da Cart, de US$ 41 milhões no ano passado. A
maior fonte de receita da Cart, ao contrário da Fórmula
1, não são os direitos de transmissão de TV, vendidos
por apenas US$ 5 milhões para os Estados Unidos, Brasil
e Austrália. O grosso do dinheiro vem dos cachês pagos
pelos promotores das provas, que somaram US$ 24 milhões
em 1997.
O Brasil é a segunda corrida mais cara da temporada,
perdendo apenas para o GP do Japão - cujos organizadores
pagarão este ano cerca de US$ 5 milhões. Este é um
trunfo de Cintra na negociação. A Cart não quer que o
Brasil saia do calendário. Mas, ao mesmo tempo, tenta
ser mais rigorosa nos prazos, porque abriu o capital na
Bolsa de Nova York e tem de dar satisfação aos novos
acionistas.
Cintra perdeu crédito com os dirigentes americanos
porque não levantou todo o dinheiro prometido para o
sócio Gerald Davis na equipe Davis no ano passado. O
promotor, porém, diz que está sendo vítima de boatos
lançados por Davis e por pessoas ligadas a Émerson
Fittipaldi - que fez proposta para arrendar o Autódromo
de Jacarepaguá, no Rio, em conjunto com o tricampeão
Nélson Piquet. ``Tem gente querendo pegar a promoção
desta corrida e fica inventando história'', afirmou.
VÔLEI
Rodada de hoje define semifinalistas
Da Agência Estado - São Paulo
A rodada de hoje da Superliga Masculina de Vôlei pode
definir os semifinalistas da competição. A
Ulbra/Diadora tem tarefa difícil. Precisa ganhar do
Papel Report/Suzano, único time com vaga garantida para
a próxima fase. Tarefa um pouco mais fácil tem o
Lupo/Náutico, que enfrenta o Philco/Santo André, que
já está fora da briga.
O grande duelo da rodada deverá ser protagonizado por
Olympikus e Banespa. O time carioca define sua
participação nas semifinais se vencer. O Banespa
precisa ganhar os dois jogos que restam no octogonal e
torcer para que o Olympikus perca o último jogo ou ganhe
por placar apertado para a superioridade seja definida no
set average.
Palmeiras, com remotas chances matemáticas de
classificação, completará a rodada contra o Try
On/Minas, que quer despedir-se da competição
conquistanto pelo menos uma vitória. O time mineiro
ainda não venceu nesta fase da competição.
VÔLEI FEMININO
Mappin Pinheiros dispensa as musas Ida
e Vera Mossa
JOÃO PEDRO NUNES
Da Agência Estado - São Paulo
Duas musas do vôlei brasileiro estão sem time. A
meio-de-rede Ida e a atacante Vera Mossa, duas veteranas
jogadoras que já defenderam a seleção brasileira,
foram dispensadas oficialmente ontem pelo
Mappin/Pinheiros e não defenderão o time no playoff das
quartas-de-final da Superliga Feminina, que começa
sábado. O patrocinador do time divulgou uma nota oficial
sobre o assunto, dizendo que a decisão foi tomada em
comum acordo entre as atletas e a comissão técnica.
O diretor de Relações com o Mercado do Mappin, Paulo
Roberto Pasian, disse que as duas jogadoras têm nomes
respeitados na história do esporte. "Ida e Vera
estão no vôlei há muito tempo e já foram destaque na
seleção brasileira", comenta. "Elas
conversaram com os integrantes da comissão técnica e
chegaram a um consenso", prossegue. "Só temos
de acatar a decisão tomada por eles."
Ida, medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, não
quer falar sobre o assunto. Ela confirma que a saída foi
tomada de comum acordo e que está preocupada apenas com
o futuro. "Vou para a Inglaterra no mês que vem
estudar e até lá vou ficar mais na joalheria que tenho
com uma sócia", diz a jogadora, de 33 anos.
"Já recebi convites para jogar o Campeonato
Paulista, mas agora não é hora de decidir nada",
continua. "Mesmo fora do time, vou cumprir meu
contrato até o final com o Mappin/Pinheiros."
A ex-meio-de-rede da seleção, que foi convocada para
participar do Jogo das Estrelas da Superliga, garante
estar tranqüila. "Não fiz nada de errado, nada que
me arrependa", diz. "Acho simplesmente que
agora não é hora de procurar culpados pelo que
ocorreu."
Para a ex-jogadora do Paulistano, Flamengo, Lufkin,
Botafogo, BCN e Leite Moça, o assunto simplesmente tem
de ser esquecido. "É melhor não falar para o bem
das jogadoras, do clube e do patrocinador",
acredita. "Temos de tocar a vida em frente."
O técnico Ari Rabello também acha que não vale a pena
explorar o caso. Ele admite que o time sentirá falta das
atletas, mas que a equipe tem condições de reverter a
situação. "Vamos trabalhar", afirma o
treinador, que tem no Mappin/Pinheiros jogadoras do
nível de Ana Flávia, Cilene, Irina Kirillova, Bia e
Arlene. "O time tem muito ainda o que jogar."
O Mappin terminou a fase de classificação no incômodo
sexto lugar e agora vai enfrentar a Uniban/São Caetano
na série melhor-de-cinco partidas do playoff. Os outros
semifinalistas da competição vão sair dos seguintes
confrontos: Rexona x Marco XX/Estrela, Leites Nestlé x
BCN/Osasco e MRV/Suggar x Dayvit.
ATLETISMO
Valquíria pretende viajar
Da Reportagem
"O jogo só termina quando acaba". A máxima
do ex-presidente do Corinthans, Vicente Matheus, exprime
exatamente o comportamento da corredora cuiabana
Valquíria da Silva Santos, 17, que não aceita o fato de
ficar de fora do Campeonato Mundial Juvenil e Adulto de
Cross Country, por causa de uma recente contusão. Ela
afirmou ontem que possui condições de disputar a
competição, nos dias 21 e 22, em Marrakech/Marrocos,
apesar de estar com o braço gessado.
E apesar de seu técnico, Paulo do Nascimento, ter
comunicado na semana passada à Confederação Brasileira
de Atletismo (CBAt) sua impossibilidade de correr na
prova dos 4 km. A viagem à Marrocos está marcada para
amanhã à tarde. O mato-grossense Jonnathan Moares, 17,
tem presença garantida.
Confiante na "recuperação relampago", a
fundista espera hoje o resultado do relatório médico da
doutora Silmara da Silva Oliveira, do hospital São
Mateus, para saber se tem chances de participar da
competição. Esse é o segundo laudo médico solicitado
em menos de dez dias, todavia dessa vez a iniciativa foi
dela, em descontentamento com o primeiro relatório, que
acusou quebra do osso do ombro, por meio de radiografia.
TREINAMENTOS
Seleção começa a treinar
Da Reportagem
A Seleção Mato-grossense Juvenil de vôlei feminino
iniciou ontem às 17h30 os treinamentos visando a disputa
do Campeonato Brasileiro em maio, em Maceió. O primeiro
treino foi realizado no ginásio Fiotão, em Várzea
Grande, sob o comando de Zé Luis, da Secretaria de
Esportes de Cuiabá, e do popular Chocolate, da AABB.
De acordo com a comissão técnica, em meados de abril o
grupo sofrerá seis cortes, devido à exigência da
Conferação Brasileira de Vôlei. As jogadoras são dos
colégios Cema, São Gonçalo, Afirmativo e dos clubes
AABB e o Tênis de Várzea Grande, que possui seis
atletas na equipe. Segundo os treinadores, em breve a
seleção terá o reforço de uma ou duas jogadoras de
Sinop.
MAIS UM CLÁSSICO
São Paulo e Portuguesa vão lutar pela
liderança isolada do grupo 2
A partida é considerada
de vida ou morte para o São Paulo que vem de uma
derrota.
TUCA PEREIRA DE QUEIROZ E PEDRO
COURBASSIER
Da Agência Estado - São Paulo
São Paulo e Portuguesa lutam hoje à noite pela
liderança do Grupo 2 do Campeonato Paulista, em partida
isolada que dará início à 14ª rodada e será
disputada a partir das 19h30 no Morumbi. A Portuguesa é
a primeira do grupo com 7 pontos ganhos, o São Paulo tem
6, e os dois clubes entram em campo em situações
distintas: enquanto o técnico Candinho orientará seu
time para manter as boas atuações que o levaram a
reagir na campetição, o São Paulo de Nelsinho Baptista
corre o risco de sofrer nova derrota, depois da
decepcionante atuação de domingo contra a Matonense.
Mas mesmo com a derrota, sofrida em circunstâncias
inesperadas, no momento que o time reagia à perda do
Torneio Rio-São Paulo para o Botafogo com vitórias
convincentes sobre Santos e Rio Branco, Nelsinho não
pensava ontem em fazer modificações em seu time.
Enquanto os jogadores procuraram justificar a vitória de
2 a 0 da Matonense no domingo de várias maneiras,
culpando as dimensões do campo, o estado do gramado ou a
falta de atenção do time nos gols que sofreu, o
técnico confirmava: "o São Paulo não jogou nada,
a Matonense foi mais determinada e mereceu a
vitória".
Nelsinho, porém, acreditava que o time terá poder de
reação por causa dos progressos mostrados nas duas
primeiras partidas do Campeonato Paulista. Seu único
receio era o desgaste sofrido pelos jogadores no jogo de
domingo. "Será um intervalo de pouco mais de 48
horas, mas os jogadores estão preparados pra suportar a
maratona", garantiu.
O centroavante Dodô está recuperado da contusão que
sofreu no joelho e que o afastou dos dois últimos jogos,
mas dependerá de um teste físico para garantir sua
presença no jogo de hoje. Dodô voltou aos treinos com
bola ontem à tarde. Nas demais posições, o time será
o mesmo que jogou domingo, inclusive com o lateral Zé
Carlos, que vivia ontem a expectativa de uma possivel
convocação para a seleção brasileira que jogará dia
25 na Alemanha. "Pode parecer cedo para o tempo que
tenho de São Paulo, mas já estou com 28 anos",
comentou.
Pay-per-view _ A escolha das partidas do Campeonato
Paulista que estão sendo transmitidas no sistema
pay-per-view (pague para ver) pela Globosat, NetSat e
SKY, como a de hoje à noite entre São Paulo e
Portuguesa, é feita pela Federação Paulista de Futebol
(FPF) e o Clube dos 13. Assim, de maneira aleatória, o
São Paulo aparece em 6 dos 10 jogos escolhidos na atual
fase do Campeonato Paulista, enquanto serão mostrados 4
do Santos e da Portuguesa, 2 do Palmeiras e apenas 1 do
Corinthians, 1 do Rio Branco, 1 do União São João e 1
da Matonense.
O técnico Candinho garante que a Portuguesa não vai
mudar seu estilo de jogo, mesmo contra o São Paulo,
rival tradicional que briga com a Lusa pela liderança do
Grupo 4 do Campeonato Paulista. "Continuo querendo
ver jogos com vários gols, pois, mesmo tomando três,
podemos marcar quatro", diz o treinador, agora um
declarado amante do futebol ofensivo.
"Somos uma equipe que dá prioridade ao
ataque", afirma Candinho, que terá todos os
titulares na partida. Quem pode desmentir Candinho, no
entanto, é a tabela de classificação: um empate contra
o São Paulo não será um resultado ruim para a
Portuguesa, que continuará isolada na liderança.
"É claro que fazer a partida de volta no Canindé
será melhor, mas não iremos ao Morumbi para ficar
esperando o São Paulo tomar a iniciativa", comenta
Candinho. Ele lembra que o mando da partida de hoje é
são-paulino e, no dia 7, a Portuguesa jogará novamente
contra o mesmo adversário, mas no Canindé. "Pode
ser que não, mas na outra partida, por ser em casa,
seremos mais favoritos do que hoje porque o mando é do
São Paulo", analisa o zagueiro Émerson, lembrando
que no último confronto, em 11 de setembro, uma
quarta-feira, à noite, pelo Brasileiro de 1997, a
Portuguesa acabou com uma série de vitórias
são-paulinas, vencendo por 2 a 1, no Canindé.
A Lusa voltou domingo para a capital com mais três
pontos e tornou-se a única equipe visitante a vencer em
São José dos Campos na competição. O bom resultado
conseguido no Vale do Paraíba melhorou ainda mais o
ambiente que já estava bom desde a substituição de
Eduardo Amorim por Candinho. "Estamos tranqüilos,
pois é o adversário que vem de derrota", afirma o
atacante Leandro, referindo-se ao último resultado do
São Paulo, uma derrota (2 a 0) em Matão.
Evair, um dos reforços vindo para o time com ajuda da
Federação Paulista de Futebol, depois de cair no agrado
da torcida e voltar a marcar gols, já aponta o
entrosamento como uma dos motivos da melhora da equipe.
"Estamos cada vez mais entrosados, tanto que nossa
movimentação tem dificultado os adversários,
principalmente nos últimos jogos", diz o atacante
que costumava fazer boas apresentações contra o São
Paulo quando atuava pelo Palmeiras na primeira metade
desta década.
SÃO PAULO
Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e
Serginho; Sidnei, Fabiano, Carlos Miguel e Adriano; Dodô
(França) e Denílson. Técnico: Nelsinho Batista.
PORTUGUESA
Fabiano; Alexandre Chagas (Walmir), Émerson, César e
Augusto; Alex, Carlinhos, Alexandre e Evandro; Evair e
Leandro. Técnico: Candinho.
Juiz: será escolhido hoje à tarde.
Local: Morumbi, às 19h30.
Leão
não se anima com Viola
JOSÉ RODRIGUES
Da Agência Estado - Santos, SP
Viola na Vila Belmiro? Se depender de Leão essa
possibilidade está afastada. "Do jeito que está,
acho difícil essa contratação", disse o treinador
ontem pela manhã, no mesmo momento em que circulavam
informações de que os dirigentes santistas estavam indo
para a Capital para fechar as negociações. Por outro
lado, o técnico está exigindo a reabilitação de seu
time já na partida de amanhã, contra a Matonense, na
Vila Belmiro, sob pena de comprometer a classificação.
"Nós precisamos ganhar 90% dos sete jogos que temos
pela frente e, ganhando seis deles, ainda iremos disputar
a vaga na última partida".
Sobre a contratação de Viola, Leão foi claro e duro:
"ele não joga há três meses, teve uma contusão e
há ainda um problema financeiro muito grave". O
treinador analisou o momento do atacante palmeirense:
"apesar de ser um bom atleta, infelizmente está
completamente desprestigiado em sua equipe, relegado a um
quarto plano". Por isso, entende "que está
havendo muita exigência para um atleta que se encontra
nessas circunstâncias e vai usar o trampolim chamado
Santos para se recuperar". Ele não aceita a idéia
de que possa haver pressão para que Viola possa ser
contratado como "salvador da pátria de alguma
equipe".
Com os problemas para contratar os atacantes pretendidos,
Leão acha que será preciso buscar novas opções. Ontem
mesmo surgiram informações, negadas pela diretoria
santista, de que o Flamengo havia proposto a troca de
Marcos Assunção e Caio por Lúcio e Zé Roberto. O
técnico também disse desconhecer essa intenção do
clube carioca.
Embora a diretoria continue negando que tenha recebido
proposta salarial por parte de Viola, ela já é do
conhecimento dos dirigentes. O atacante pediu R$ 125 mil
por mês para jogar na Vila Belmiro, valor considerado
muito alto. Uma contratação fora da faixa salarial do
clube poderia prejudicar ainda mais o ambiente no grupo,
que vem piorando desde a estréia no Paulista. Nas três
partidas disputadas, o Santos conseguiu apenas um empate,
contra o São José, e perdeu para o São Paulo e para o
Rio Branco.
Corinthians
está motivado para enfrentar o Guarani
Da Agência Estado - São Paulo
O empate com o Palmeiras, cedido nos minutos finais do
clássico de domingo, não foi de todo ruim para o
Corinthians, segundo o técnico Wanderley Luxemburgo. Ele
disse que o time mostrou que já tem uma
"identidade, um padrão de jogo". O Corinthians
volta a jogar pelo Paulista na quinta-feira, contra o
Guarani, em Jundiaí, às 20 horas.
"O Palmeiras teve o privilégio de enfrentar o
Guarani no Pacaembu, mas o Corinthians, não sei por qual
motivo, não", lamentou Luxemburgo. Para essa
partida, o time ainda não contará com o zagueiro
Gamarra, cedido à seleção paraguaia. O meia Rincón,
que viajou para defender a seleção colombiana, prometeu
voltar a tempo de enfrentar o Guarani. Satisfeito com a
evolução da equipe, Luxemburgo decidiu dar folga geral
aos jogadores ontem.
O treinador corintiano parece também conformado com a
falta de reforços. O patrocinador da equipe, o banco
Excel Econômico, já comunicou que não investirá mais
em reforços e nem pagará os salários dos jogadores.
Vai se restringir ao pagamento do patrocínio mensal.
"Estava existindo uma cobrança absurda em cima do
banco, mas o Corinthians deve caminhar com as próprias
pernas", disse Mário Sérgio, diretor de esportes
do Excel.
Segundo ele, o acordo com o Corinthians "não é e
nem nunca foi uma co-gestão". O contrato de Mário
Sérgio com o banco acaba em 14 de abril e ele pode sair.
"Eu só gostaria que as pessoas entendessem que eu
não sou dirigente do Corinthians e sim responsável por
17 jogadores e três equipes, disse Mário Sérgio.
DIA D
Futuro da Mancha Verde será definido
hoje pela Justiça
ARNALDO RIBEIRO
Da Agência Estado - São Paulo
O Superior Tribunal de Justiça de São Paulo julga
hoje, às 12h30, em última instância, o pedido de
extinção da Mancha Verde, uma das torcidas organizadas
do Palmeiras. A Mancha, como as demais organizadas de
São Paulo, estão banidas dos estádios paulistas desde
agosto de 1995, por uma resolução da Federação
Paulista de Futebol em razão de uma briga entre
palmeirenses e são-paulinos, em 20 de agosto, no
Pacaembu. Nesse episódio, centenas de pessoas ficaram
feridas e o torcedor Márcio Gasparin da Silva morreu.
Paralelamente à resolução da FPF, a Mancha Verde, a
Independente (São Paulo) e a Gaviões da Fiel
(Corinthians) sofrem processos de extinção definitiva
por parte do Ministério Público de São Paulo. "As
provas nos três processos são praticamente as
mesmas", justifica Fernando Capez, da Promotoria de
Defesa da Cidadania do Ministério Público. "Por
isso, eu considero a eventual extinção da Mancha Verde
extremamente importante, pois nos revelaria a tendência
do Tribunal de Justiça para os outros processos, alega
Capez.
No fim do ano passado, a Mancha Verde buscou um
artifício para driblar a proibição de frequentar os
estádios. Foi criada a Mancha Alviverde para poder
prestigiar o Palmeiras na decisão do Campeonato
Brasileiro, contra o Vasco. Com relação à Torcida
Independente, o recurso do Ministério Público deverá
ser julgado em dois meses, segundo Capez. A ação do
ministério, até agora, foi considerada improcedente. O
processo contra a Gaviões da Fiel, aberto em novembro do
ano passado, ainda está em primeira instância.
Redução _ Segundo Fernando Capez, o banimento das
organizadas reduziu drasticamente os índices de
violência nos estádios de São Paulo. "É
visível: desde setembro de 1995, ninguém morreu ou foi
ferido gravemente nos estádios e praticamente não
existem mais depedrações, além de os dados
estatísticos mostrarem que a criminalidade caiu cerca de
90%, diz Capez.
Os números da queda são divulgados pela Polícia
Militar. "Até setembro de 1995, tínhamos uma
média de 20,1 ocorrências policiais por partida. Hoje,
o número é de 0,6 por jogo, afirma o capitão Carlos
Botelho, do 2º Batalhão de Choque da PM, responsável
pelo policiamento nos estádios.
Segundo o capitão Botelho, não foi apenas o afastamento
das organizadas que propiciou a queda da violência nas
praças esportivas. "Concluímos que, para um grande
problema, é necessário uma série de pequenas
soluções. Ele lista a proibição do consumo de bebidas
alcoólicas, o uso de filmadoras pela PM e de bafômetros
e a redistribuição do policiamento nos estádios.
"Fomos bsucar as soluções na Inglaterra, onde eles
conseguiram controlar os hooligans, disse.
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