| CHEQUES SEM FUNDO Finanças da Assembléia serão debatidas
Requerimento de audiência foi motivado
depois de entrevista do delegado Olinto de Oliveira ao
Diário
RONALDO PACHECO
Da Reportagem
As investigações sobre a emissão de mais de R$ 2
milhões em cheques sem fundos, empréstimo em factoring
e compra de notas frias pela Assembléia
Legislativa, em 1995 e 96, podem ganhar novos rumos, caso
seja aprovado, em plenário, o requerimento apresentado
ontem pelos deputados Wilson Santos (PMDB) e Serys
Slhessarenko (PT), solicitando audiência pública para
as 15 horas do próximo 18 para tratar o assunto.
Os deputados propõem a convocação do delegado
Olinto de Oliveira, que presidiu inquérito sobre o caso
na Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes da Capital,
para prestar esclarecimentos durante a audiência.
O requerimento cobra também explicações da própria
Mesa Diretora. "As denúncias veiculadas na imprensa
local e nacional sobre irregularidades ocorridas nesta
Assembléia, como emissão de cheques sem fundos e
negociação envolvendo empresas de factoring, causou um
profundo desgaste na instituição com reflexos negativos
em todos os seus membros", argumentam Santos e
Serys, na justificativa.
"Suspeita de extrema gravidade como esta, que
resultou inclusive em inquérito policial e entrega de
denúncia à Procuradoria Geral de Justiça, não pode
deixar de ser esclarecida pela própria Casa, forma
correta de responder à população as indagações ainda
implicadas", cobram eles. Wilson e Serys argumentam
que a prerrogativa de instalar comissões de inquéritos
para investigar suspeita de irregularidades é da
Assembléia.
INVESTIGAÇÕES O Tribunal de Contas do Estado
deve realizar novas diligências ainda este mês na
Assembléia. A assessoria técnica da Procuradoria Geral
de Justiça conclui até sexta-feira os estudos
solicitados pelo procurador geral Antônio Hans sobre os
dados que faltam para dar seqüência ao processo.
Quase metade dos cheques teriam sido trocados em
agências de fomento mercantil, identificadas como
factorings. Os indícios são de que, além
da Mesa Diretora, haveria conivência de funcionários do
extinto Banco do Estado (Bemat) e do novo
HSBC-Bamerindus. Esse leque de interesses diversificados
é que será investigado por auditores do TCE, a pedido
do Ministério Público.
O ex-presidente da Casa, deputado Gilmar Fabris (PFL),
e o ex-primeiro secretário e atual presidente, deputado
José Riva (PSDB), ainda estariam devendo uma
série de documentos ao Ministério Público, como
empenho e cópias de cheques pagos no período,
emperrando o processo. Por conta disso, haveria
necessidade de nova auditoria do Tribunal Contas, para
esclarecer dúvidas essenciais à conclusão do processo.
PROPAGANDA/TV
Júlio será o primeiro
Da Reportagem
O senador Júlio Campos (PFL), candidato ao Governo
pela Unidade Democrática, será o primeiro rosto a ser
visto pelo eleitorado de Mato Grosso entre os postulantes
ao Palácio Paiaguás, no horário gratuito da
televisão, na próxima quarta-feira, dia 19 a
propaganda tem início na terça-feira, dia 18, com os
candidatos à Presidência da República, Câmara dos
Deputados e Assembléia Legislativa.
Para o Senado, o primeiro a mostrar a cara é o
advogado Carlos Inhamber (PRN). O sorteio para
definição da seqüência dos candidatos no horário
gratuito de rádio e TV foi realizado ontem, pelo
Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Dos candidatos ao Paiaguás, o segundo a mostrar a
cara é Jaques Souza Carvalho (PRTB). Pela ordem, vêm
Dante Martins de Oliveira (PSDB), da Frente Cidadania e
Desenvolvimento; Manoel Zebra Novaes (Prona)
e Carlos Augusto Abicalil (PT), da coligação Muda
Mato Grosso. Florisbelo Robalo, do PTdoB, seria o
quarto caso sua candidatura não tivesse sido cassada
ontem.
Para o Senado, depois de Inhamber, vão aparecer no
rádio e na TV, pela ordem, Antero Paes de Barros (PSDB),
Wanderley Pignatti (PT) e Carlos Bezerra (PMDB).
Para a Câmara dos Deputados, a primeira coligação a
ocupar o espaço gratuito da mídia eletrônica é a
Unidade Democrática-V (PMDB, PFL, PTB, PPB, PL, PSD, PSC
e PRP). Depois, em seqüência ordenada, vêm Esquerda
Democrática (PDT e PPS), PCdoB, PT, Frente Cidadania e
Desenvolvimento (PSDB, PSB, PMN e PV), Prona e PRTB.
Para deputado estadual, excluindo-se o PTdoB, são 10
chapas. O primeiro partido a levar seus candidatos ao ar
é PRTB. Depois, figuram, pela ordem, Prona, Unidade
Democrática-II (PFL, PSL, PAN e PSC), Unidade
Democrática-III (PPB, PL, PRP e PST), Esquerda
Democrática (PDT e PPS), Unidade Democrática-I (PMDB,
PSDC e PSD), Ação Popular Democrática (PMN, PV e PSB),
Muda Mato Grosso (PT e PCdoB), PTB e PSDB.
A presidente regional do PT, Girlene Ramos, acredita
que a ordem de aparição no horário gratuito é
importante, mas não decisiva. Ela acredita que os
últimos são prejudicados, porque, em muitos casos, na
metade do programa, o eleitor desliga o aparelho
de TV ou rádio. (RP)
CASSADO
Robalo já está fora da pleito
MARIANA BORELLA
Da Reportagem
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu ontem a
candidatura de todos os pedidos de registro de
candidatura do PTdoB, inclusive a do candidato ao Governo
Florisvaldo Robalo da Rosa.
O relator do processo, juiz Hildebrando da Costa
Marques, disse que faltava documento em todos os pedidos
de registro e que por isso foram rejeitados. "O
partido e pretensos candidatos não atenderam as diversas
notificações do TRE para que completassem os documentos
exigidos", argumentou o juiz.
O único que estava com a documentação completa era
o candidato a governador mas, segundo Hildebrando, sua
candidatura não podia ser deferida sem o deferimento do
candidato a vice governador.
"Candidatos a governador e vice formam uma chapa
única e indivisível. No caso do PTdoB não existe nem o
pedido de registro do Vice-governador", explicou o
relator.
O TRE também julgou ontem outros seis lotes de
pedidos de registros de candidaturas . Foram deferidos os
registros das chapas majoritárias governador,
vice, senador e suplentes das coligações Unidade
Democrática e Frente Cidadania e Desenvolvimento.
Foi deferido também o registro do candidato a
deputado federal, vereador Lino Rossi (PSDB), que tem
vários processos tramitando na Justiça. O Pleno do TRE
entendeu que apesar da certidão positiva da Justiça
Estadual, não existe nenhum processo transitado em
julgado e que, portanto, ele não poderia ser impedido de
passar pelo crivo popular no próximo pleito eleitoral.
Alguns pedidos de registro de candidatos a deputados
estadual e federal da coligação PDT/PPS também foram
indeferidos.
EDUCAÇÃO
Lopeb pode ser votada em 1998
Da Reportagem
Quatro projetos para o setor de Ensino Básico tiveram
início de suas tramitações ontem à noite na
assembléia Legislativa. Entre eles, a Lei Orgânica de
ensino Básico (Lopeb).
A Lopeb está em tramitação na Assembléia
Legislativa desde outubro de 1996 e terá sua votação
viabilizada ainda neste ano pelos deputados. Porém, a
aprovação do projeto depende de cópias de um
substitutivo criado em um acordo entre o Sindicato dos
Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep)
e o Governo alterando todas as emendas ao projeto, já
apresentadas à Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Legislativo.
Ontem, após reunir-se com o presidente da Comissão
de Constituição e Justiça d Assembléia, deputado Nico
Baracat (PMDB), o presidente do Sintep, Júlio César
Viana, foi informado pelo parlamentar que é
imprescindível a apresentação de cópias desse
substitutivo para que a Lopeb seja votada.
O Governo reduziu a hora-atividade da classe. Na
contrapartida, não admitiria a contratação de
profissionais que exercem suas funções interinamente
para fazer um realinhamento salarial da categoria. Esse
reajuste, conforme o documento, seria incluído na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano.
"A Assembléia não tem culpa no atraso da
votação da Lopeb. A aprovação depende muito mais da
clareza desses acordos do Sintep com o Governo. Nós
estamos aguardando esse novo substitutivo para avaliarmos
e estudarmos a constitucionalidade e legalidade
dele", justificou o deputado Nico. (SC)
BOA VISTA
Prefeito não reassume cargo
Da Reportagem
A tentativa de retorno do prefeito afastado Deusimar
Carmo Cândio (PMDB) ao comando da Prefeitura de Alto Boa
Vista, no Vale do Araguaia, por pouco não termina em
tragédia, no início da manhã de ontem. Aproximadamente
300 pessoas, em protesto, postaram-se em frente ao Paço
Municipal para impedir que o prefeito afastado tivesse
acesso à Prefeitura.
Os três policiais militares que acompanhavam Carmo
Cândio concluíram que não havia as mínimas
condições para se executar a ordem judicial e não
quiseram enfrentar a turba, optando por retirar Cândio
do local.
Durante mais de uma hora, populares jogaram pedras e
paus, quebrando vidros e janelas do prédio público.
Até às 20h15 de ontem, entre 70 e 80 pessoas
continuavam em vigília cívica para impedir
a volta de Carmo Cândio.
Deusimar Cândio voltava ao cargo amparado por liminar
do juiz Manoel Ornellas, da Comarca de Cuiabá, que
acatou agravo de instrumento contra a decisão do juiz da
1a Vara Cível de São Félix do Araguaia, que o cassou,
temporariamente, na semana passada.
O prefeito em exercício de Alto Boa Vista, Sebastião
de Oliveira Lima, vice de Cândio até o mês passado,
negou, através de sua assessoria, que tenha organizado a
claque para impedir o retorno do antigo titular.
"Foi uma iniciativa espontânea de líderes
comunitários, políticos e empresariais", informou
a assessoria de Oliveira Lima.
O ex-prefeito Aldecides Milhomem revelou que, ao tomar
conhecimento do fato, ficou assustado com a revolta
popular. O deputado Humberto Bosaipo (PFL) já alertado
para a possibilidade de confronto. (RP)
SECOMGATE
Denúncias podem virar processo
criminal
Advogados da Unidade ingressam hoje com
representações no Ministério Público e Tribunal de
Contas
KLEBER LIMA
Editor de Política
As denúncias de desvio de cerca de R$ 700 milhões do
Governo do Estado por um grupo de 21 pessoas, envolvendo
o governador Dante de Oliveira e sócios do Grupo Gazeta
de Comunicação, feita por meio de uma representação
da coligação Unidade Democrática no Tribunal Regional
Eleitoral (TRE), podem se transformar ações penais e
criminais contra os acusados.
Os advogados da UD ingressam hoje na Procuradoria
Geral de Justiça de Mato Grosso com uma Ação Penal
Pública requerendo a investigação pelo Ministério
Público Estadual das denúncias e a anulação de
recursos públicos programados para ser pagos às
empresas acusadas.
Outra representação, conforme revelaram ontem os
advogados Luiz de Almeida e Lauro José da Mata, será
impetrada no Tribunal de Contas do Estado, requerendo a
anulação da concorrência pública realizada em 1996,
na qual a empresa DMD-Associados ganhou a conta da
Secretaria de Comunicação Social do Governo para
gerenciar a contratação e pagamentos dos serviços de
publicidade do Estado.
As duas ações jogam por terra o principal argumento
da assessoria jurídica da Frente Cidadania e
Desenvolvimento, que se manifestou anteontem indiferente
às denúncias, considerando que se fossem verdadeiras
teriam sido feitas na justiça comum.
"Aparentemente, a ação seria movida na justiça
comum, desde que nós não tivéssemos uma estreitíssima
ligação das denúncias com as eleições e o fato do
Grupo Gazeta ser o grande beneficiário da verba pública
desviada", considerou Lauro da Mata, justificando o
ingresso da primeira representação no TRE e não no
Tribunal de Justiça.
O advogado afirmou ainda que as medidas penais e
criminais cabíveis deverão ser oferecidas em denúncias
do Ministério Público, que será provocado hoje com o
protocolo de uma representação.
"O Ministério Público, que deverá acionar a
Curadoria do Patrimônio Público, é que deverá fazer
sua própria investigação para oferecer as
denúncias", afirmou Lauro da Mata. "Uma coisa
não impede a outra", acrescentou ele. "Na
medida em que há autoridades estaduais envolvidas, o
Ministério Público seria o responsável pelas
invetigações".
Os advogados da Unidade Democrática estão estudando
a possibilidade de acionar também a Receita Federal para
investigar o caso. Eles suspeitam que várias das
empresas denunciadas podem ter sonegado impostos. Isto
porque, como asseguraram, a Secom teria continuado
efetuando pagamentos para empresas do ramo mesmo depois
de feita a licitação e a DMD-Associados começar a
operacionalizar a conta.
CPI - O vice-presidente do PMDB de Cuiabá e candidato
a deputado estadual pela agremiação, Genilto Nogueira,
precursor de um movimento político iniciado no primeiro
semestre pedindo a instalação de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as
relações da Secom com as empresas de comunicação,
cobrou ontem uma posição da Assembléia Legislativa
sobre as denúncias feitas pela Unidade.
De acordo com ele, "os deputados que não se
sensibilizarem com o pedido de CPI correm o sério risco
de ser confundidos pela opinião pública como cúmplices
ou no mínimo coniventes com essa sangria de recursos
públicos".
O Regimento Interno da Assembléia fixa que uma CPI
pode ser instalada automaticamente se apenas metade da
bancada da UD (oito deputados ou 1/3 do parlamentares)
assinarem um requerimento para tal, sem necessidade de
aprovação pelo plenário.
Parlamentares
querem a CPI
SID CARNEIRO
Da Reportagem
A instalação de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa para apurar
denúncias contra a Secretaria de Comunicação do Estado
(Secom), acusada de ter participado de um esquema de
desvios de recursos públicos, é quase que unânime
entre os parlamentares. A opinião de alguns somente
está dividida na forma de mecanismos para averiguação
das denúncias.
Enquanto que oposicionistas defendem de imediato a
CPI, parlamentares indecisos querem que o Ministério
Público apure o caso. Para Coordenador Jurídico da
Unidade Democrática, Levy Machado, qualquer pessoa dirá
que é caso de CPI. "Documentos e pessoas envolvidas
apontam para investigações", analisou Levy.
Na opinião do presidente da Assembléia Legislativa,
deputado José Geraldo Riva (PSDB), as informações não
procedem e não passam de uma questão eleitoreira.
"Sou contra CPI nesta época pelo fato de ela vir a
se tornar um palanque político comprometendo a
Assembléia muito mais do que já está", disse
Riva.
"Aqui já houve CPIs com menos gravidade.
Inclusive sou voluntário para ser membro dessa. Seria
minha quarta CPI", afirmou o deputado Wilson Santos
(PMDB).
"Já defendi isso em público", disse a
deputada Zilda Pereira leite (PDT). "Eles
terceirizaram a comunicação no Estado", acusou
Paulo Moura (PPB). "Se existir provas temos que
encaminhá-las para o Ministério Público",
completou Serys Slhessarenko (PT).
"Não é caso de CPI, mas sim de polícia",
manifestou Emanuel Pinheiro (PFL).
Conexão
apontada pela UD envolve 21 pessoas
Da Editoria
O suposto esquema de desvio de recursos públicos,
como denunciado pela Coligação Unidade Democrática,
envolve 21 pessoas que fariam uma conexão de mais de 40
empresas, não apenas da área de comunicação, mas
também empreiteiras, construtoras, concessionárias de
veículos e taxi aéreo, entre outras (ver quadro ao
lado).
A tese da representação sustenta que o tripé da
conexão seria a empresa DMD-Associados, que ganhou a
conta da Secom para a publicidade do Governo. Eles se
baseiam no grande grupo de sócios de João Dorileo Leal,
superintendente do Grupo Gazeta, que foi sócio fundador
da DMD.
A partir das ligações de Dorileo a representação
vai construindo a conexão. Thelma de Oliveira, por
exemplo, é sócia de Antero de Barros na empresa
Multimídia Assessoria e Comunicação. Sua ligação com
Dorileo é sustentada no fato de Antero ser sócio do
jornalista noutra empresa, a Infor Vídeo Produções
LTDA.
O próprio governador Dante de Oliveira, por ser
casado judicialmente com Thelma, pela tese da UD pode ser
apontado como sócio de Antero, que é sócio de Dorileo,
que tem, ainda, outros parceiros comerciais.
A situação seria a mesma do deputado Ricarte de
Freitas. Não chega a ter negócios com Antero e Thelma,
mas é sócio de José Dorileo Leal, que é irmão e
sócio João Dorileo em outras empresas, a exemplo da
própria DMD, que fundaram juntos. Ricarte foi líder do
Governo na Assembléia Legislativa, o que, de resto,
também o vincula a Antero, Thelma e Dante, já que são
do mesmo partido.
Outras empresas, embora não tenham vínculos
societários com Dorileo, foram relacionadas na conexão
por prestarem serviços a DMD ou pelo fato de alguns de
seus acionistas serem sócios de Dorileo.
Caso, por exemplo, da Sociedade Cacerense de
Televisão, que é de Miguel Ferreira Aguiar e João
Dorileo Leal. Miguel Aguiar é um dos acionistas da
Construtora Triunfo, que detém ações da Taina Taxi
Aéreo, Triunfo AGM, Consórcio TAG, Etapa Construções,
Triunfo Agropecuária, Agropecuária Monte Cristo,
Sociedade Colíder de Televisão e Sociedade Guarantã de
Televisão, entre outras.
Embora pareça meio fantasiosa, a conexão incluiria
dois irmãos e um cunhado do governador. A ligação
estaria no fato de Armando de Oliveira, conhecido
empresário do ramo de engenharia elétrica e irmão do
governador, ter vendido as empresas Sociedade Rádio Vila
Real (antiga Globo Vila e atual Rádio Gazeta AM) e
Rádio Real FM LTDA (hoje Rádio Gazeta FM) a Wilson
Piovezam, sócio de Dorileo e Miguel Ferreira Aguiar, do
Grupo Triunfo.
Já Armando de Oliveira atualmente é sócio da irmã
Inês de Oliveira, primeira secretária de Planejamento
de atual Governo, e do cunhado Luiz Carlos de Oliveira
Alves (marido de Inês) nas empresas Consultec-Consultora
de Engenharia LTDA e TS Arco Terraplenagem.
Armando é dono ainda da DomaniDistribuidora de
Veículos, Concremoldem Indústria de Pré-Moldados,
AmperConstruções Elétricas LTDA,
AmpercoConcreto Pré-Moldados LTDA, Mineração
Pari LTDA e Domazi Corretora de Seguros LTDA.
Alegações da representação da UD justificam a
conexão. Antero teria ajudado a montar a licitação
vencida pela DMD. Por ligações com os vencedores, não
poderia. Thelma, esposa do governador, a mesma coisa. Em
relação a Mauro Camargo, acusação semelhante. Camargo
tem empresa citadas no processo mas é acusado de ter
presidido a licitação, vencida pela DMD de Dorileo que
também é sócio proprietário do Jornal A Gazeta,
empresa na qual Camargo trabalhou antes e depois da
licitação. Os advogados da Unidade Democrática chegam
a argumentar na representação protocolada no TRE que
Mauro Camargo teria manobrado a licitação para
favorecer o Grupo Gazeta como secretário e depois
retornado a trabalhar no grupo empresarial, "para
gastar o dinheiro".
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