NOVO TÉCNICO

Seleção já tem um treinador. Luxemburgo aceitou o desafio

Ele vai acumular, até o final do ano, suas funções com o Corinthians. Depois será exclusivo da CBF.

SEBASTIÃO REIS
Da Agência Estado - Rio

Acostumado a fazer palestras para executivos e profissionais de outros setores sobre liderança e sucesso no futebol, Wanderley Luxemburgo impressionou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, no primeiro encontro que tiveram, durante a Copa do Mundo na França. Teixeira jantava com amigos no Restaurante La Copole, em Paris, quando o treinador do Corinthians e sua mulher se aproximaram, a convite do dirigente. Sabatinado em pé, Luxemburgo deu um show ao analisar o esquema tático das equipes na Copa e começou a pavimentar seu caminho para a seleção. Na primeira semana de setembro, ao convocar os jogadores, ele inicia o projeto para a Copa de 2002.

O primeiro jogo de Luxemburgo como técnico da seleção será no dia 23 de setembro, mas o adversário e o local estão indefinidos. Depois, a equipe jogará nos dias 11 e 14 de outubro, contra a Coréia e o campeão do Torneio Tiger Cup, em Seul; 18 de novembro, contra a Rússia, no Brasil; e 9 de dezembro, novamente no Brasil, mas também sem local e adversário definidos. Outro amistoso está confirmado para março de 99, contra o Japão, em Tóquio. A primeira competição oficial de Luxemburgo na seleção será a Copa das Confederações, em janeiro, no México.

Em pesquisa feita em julho, poucos dias após a Copa do Mundo, pelo InformEstado, Luxemburgo foi o preferido de 58% dos entrevistados, todos paulistanos, para substituir o vice-campeão mundial Zagallo.

Teixeira garantiu que ainda não discutiu o prazo e o valor do contrato do técnico. "O prazo para o Wanderley, na minha cabeça, é até 2002", afirmou. Tampouco foram traçadas as metas para o trabalho de renovação da seleção e composição da nova comissão técnica, segundo eles. "Foi tudo muito rápido, não tivemos tempo de falar sobre esses detalhes", justificou Luxemburgo.

Evasivo ao ser questionado se iria indicar seus auxiliares, o treinador antecipou apenas que pretende trabalhar com um auxiliar-técnico em campo durante as competições e com dois ou três assistentes, para fazer observações sobre adversários e com autonomia para discutir problemas da equipe com ele. "Comigo, acabou esse negócio de dizer que a vaidade vai derrubar, que fulano vai fazer trairagem, que o Wanderley é o dono da razão", prometeu. "Posso ser o comandante, mas terei profissionais de alta qualidade."

O técnico ficou irritado duas vezes durante a entrevista. Uma, ao pedir que os jornalistas se organizassem, para que todos pudessem ouvir as respostas, e a outra quando um repórter lhe perguntou sobre supostas críticas que teria feito à seleção de Zagallo. "Jamais fiz críticas à seleção de Zagallo, de Parreira, de Lazaroni ou de qualquer outro", assegurou, acrescentando que sempre torceu pela seleção e o Brasil "tem o melhor futebol do mundo". Luxemburgo assume a seleção sem medo, apesar da responsabilidade. "Se você tiver medo, não sai de casa."

Para Ricardo Teixeira, Luxemburgo é o homem capaz de renovar a seleção, embora esta seja a sua primeira experiência no comando da equipe. Os nomes dos demais integrantes da comissão técnica ainda são uma incógnita. Zagallo, por seu currículo, não pode ser desprezado, segundo Ricardo Teixeira. "Não há ninguém descartado; não há ninguém definido", despistou. Na hierarquia da nova comissão técnica, porém, um cargo está certo: o de coordenador de seleções. O presidente da CBF quer um homem experiente, com visão administrativa, para comandar todas as seleções.


Técnico quer um auxiliar e mais dois assistentes

SÍLVIO BARSETTI
Da Agência Estado - Rio

Wanderley Luxemburgo chegou à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pontualmente ao meio-dia e seguiu para a sala do presidente da entidade, Ricardo Teixeira. Em 15 minutos, iniciava a primeira entrevista coletiva como técnico da seleção brasileira. Com desembaraço, serenidade e preciso nas respostas, Luxemburgo elogiou Zagallo, disse que ainda vai definir com Teixeira o planejamento da seleção e defendeu a idéia de trabalhar com um auxiliar-técnico e dois assistentes. "Mas sem fazer patota." Ele acumulará o comando do Corinthians e o da seleção até o fim do ano e antecipou que vai manter a base do time vice-campeão mundial em suas primeiras convocações.

Convite _ É uma satisfação pessoal ter alcançado esse cargo, tão sonhado. Mas eu não criei uma expectativa muito grande. É um desejo de todos nós querer crescer na profissão, mas nunca tratei isso com radicalismo, achando que só isso poderia acontecer. Quem pensa assim, pode ter uma decepção.

Comissão técnica _ A escolha dos outros nomes vai atender a um critério claro: o de buscar o melhor para a seleção. Vamos priorizar a qualidade profissional e não a patota, não vamos levar alguém só por ser amigo. Não se cria uma comissão técnica por patota ou amizade.

Time _ A base atual da seleção é muito boa e será mantida. De repente, esses jogadores nem vão para a próxima Copa do Mundo, já que isso vai depender das condições deles no momento da competição. Mas vão estar amadurecidos. Conheço nossos jogadores e tenho a minha lista dos melhores.

Marcelinho _ Só na hora certa poderei dizer se ele será convocado.

Romário _ Se eu respondesse (a uma pergunta sobre as chances de Romário ser convocado), não levaria a lugar nenhum. É uma hipótese. Tem de se esperar o momento certo.

Corinthians _ Acumular a seleção com o Corinthians não vai atrapalhar o clube. Dá para conciliar, uma vez que a seleção terá poucas atividades este ano.

Zagallo _ Não haveria nenhum problema em trabalhar com Zagallo, até porque ele sempre foi o meu grande ídolo no futebol. O importante é a qualidade. O Zagallo foi o grande treinador que eu tive.

Estilo _ Sou pelo futebol ofensivo, pela conciliação da arte com a disciplina tática. A característica do jogador brasileiro é a qualidade, a habilidade.

Prioridades _ A Olimpíada e a Copa de 2002, mas ainda não temos nenhum planejamento. Vou me reunir com o presidente para traçar os planos.


Marketing faz parte do estilo

Da Agência Estado – São Paulo

Mais que um treinador, Wanderley Luxemburgo é um profissional no futebol. A expressão ainda é restrita para identificar a maioria dos técnicos brasileiros _ poucos se preocupam com a importância do visual na relação de domínio com os jogadores e os rivais. Raros também são os antenados em novidades tecnológicas e psicológicas na preparação do grupo. E, finalmente, poucos conseguem unir os dois aspectos e contribuir para divulgar o marketing pessoal.

Quando assumiu o Bragantino, em 1989, Luxemburgo passou a desenvolver sua teoria do "futebol participativo", em que os jogadores acumulavam funções em campo. Não só o termo sonoro lhe garantiu notoriedade: o time foi também campeão paulista em 90.

Neurolinguística _ O conceito de modernidade, porém, só foi plenamente aplicado quando assumiu o Palmeiras, em abril de 1993. Empolgado com os conceitos da neurolínguística divulgados pela psicóloga Suzy Fleury, que pregava a autodeterminação como um dos principais pontos do sucesso profissional, Luxemburgo passou a aplicar a experiência no time.

Na final do Campeonato Paulista de 93, o Corinthians venceu o primeiro jogo, com Viola imitando um porco ao comemorar seu gol. Luxemburgo internou o time em Atibaia, exibiu cenas da partida, conversou isoladamente com cada jogador e conseguiu resgatar o orgulho perdido do time. Resultado: o Palmeiras conquistou seu primeiro título estadual desde 1976.

A técnica de motivação passou a ser utilizada também nas palestras que Luxemburgo passou a proferir em empresas, a um custo médio de R$ 15 mil cada exposição. Os convites aumentaram na mesma medida em que o time colecionava vitórias.

A convivência com empresários e a observação atenta aos costumes do futebol europeu provocaram em Luxemburgo a adoção de mais uma modificação _ enquanto a maioria dos técnicos descuidava de seu visual ao entrar em campo, optando pelo tradicional agasalho, Luxemburgo passou a adotar o terno e gravata.

"A linguagem do corpo é importante também para quem quer se impor em campo", justificava o técnico, que passou a exibir modelos tanto para o frio como para temperaturas mais quentes. Seus ternos bem alinhados atrairam, além do interesse da imprensa, uma série de seguidores, alguns, segundo analistas de moda, também elegantes (como Leão), outros nem tanto (como Antônio Lopes).

O conceito foi repassado aos jogadores, sutilmente obrigados a se preocupar com sua aparência também fora de campo.

O estilo de Luxemburgo, porém, sempre se revelou contraditório. Se, por um lado, adotou a computação gráfica para melhor exemplificar aos jogadores seu esquema tático, o técnico recorre também ao vidente Robério de Ogum, que faz profecias e aconselha até a cor das camisas de seda utilizadas por ele.


Profissionalismo é uma marca

Da Agência Estado – São Paulo

A carreira de Wanderley Luxemburgo da Silva, fluminense de Tinguá, distrito de Nova Iguaçu, é marcada tanto pelo sucesso como pelo fracasso. De discreto lateral esquerdo a técnico consagrado, Luxemburgo acumula, aos 46 anos, os principais títulos brasileiros. Uma conquista, segundo ele próprio gosta de destacar, graças à sua opção pelo profissionalismo.

Em 1966, começou a trajetória do lateral Wanderley no futebol. Naquela época, ingressou nas categorias inferiores do Botafogo carioca. Três anos depois passaria para o Flamengo, clube em que se profissionalizou em 1970. Ficou oito anos na Gávea (conquistando o título carioca em 72), à sombra de Júnior. Foi então para o Inter de Porto Alegre por um ano, voltou em 79 e encerrou a carreira precocemente, aos 28 anos, graças a problemas nos ligamentos do joelho.

Foi o momento em que o empresário Wanderley (formado em Administração de Empresas na Estácio de Sá) foi vencido pelo técnico Luxemburgo (formado em educação física na Castelo Branco) _ aceitou ser o auxiliar do treinador Antônio Lopes, em 1982, no Olaria (campeão da 2ª Divisão), acompanhando-o ainda no Vasco (campeão carioca de 83). "Sempre observei os técnicos com quem trabalhei e absorvi suas melhores qualidades", explicou.

Preparado para uma carreira solo, trabalhou no Campo Grande (83), Rio Branco de Vitória (bicampeão capixaba, em 83), Friburguense (84), Ittihad da Arábia Saudita (84-85), Democrata-MG (85), Fluminense (86-87 no amador), América-RJ (87), Shabab da Arábia Saudita (87-88, como assistente técnico), até chegar no Bragantino, em 89.

Em São Paulo, aconteceu o grande impulso em sua carreira. No mesmo ano, sagrou-se campeão brasileiro da 2ª Divisão. Em 90, o primeiro grande título: campeão paulista. Contratado pelo Flamengo em 91, voltou a São Paulo no mesmo ano, quando passou sua pior fase: treinou o Guarani e, em 92, a Ponte Preta, em que não escapou do rebaixamento para a 2ª Divisão paulista.

O ano de 1993 é decisivo na carreira de Luxemburgo, com início do desafio do Palmeiras sem títulos. Contratado pela Parmalat, dispôs-se a moldar o time ao seu estilo, baseado no conceito do "futebol participativo", em que todos os jogadores executam múltiplas funções.

O resultado foi plenamente satisfatório: no primeiro semestre de 93, o Palmeiras conquistou o Torneio Rio-São Paulo e o primeiro título paulista desde 1976, contra o rival Corinthians. No segundo, derrubou o Vitória-BA e sagrou-se campeão brasileiro. A dobradinha repetiu-se no ano seguinte.

Consagrado, Luxemburgo decidiu novamente tentar a sorte no futebol carioca, assumindo o Flamengo de Romário. O técnico já havia experimentado experiências difíceis, com o imprevisível comportamento de Edmundo. A falta de apoio dos dirigentes, porém, foi decisivo para sua saída, no final do ano.

De volta ao Palmeiras, em 96, quando chegou a vencer 26 dos 29 jogos pelo Campeonato Brasileiro (o time marcou 101 gols), mas só conquistou mais um título paulista. Também nesse ano, Luxemburgo envolveu-se em uma acusação de assédio sexual, feita pela manicure Cláudia Cavalcante, em Campinas. A Justiça, no fim, deu ganho de causa ao técnico.

No ano passado, assumiu o time do Santos, conquistando o título do Rio-São Paulo. Em novembro, decidiu rescindir contrato para assinar com o Corinthians. Depois de um início tortuoso (colecionou uma série de derrotas), perdeu o título paulista deste ano para o São Paulo. A derrota não desanimou o grupo, que já garantiu quatro vitórias no atual Campeonato Brasileiro.


SELEÇÃO

Zagallo se surpreende com a nomeação de Luxemburgo

O ex-treinador da seleção disse que deseja felicidades ao novo técnico

ROBERTO DIAS
Agência Folha – São Paulo

"Eu estou totalmente por fora. Quem é que foi escolhido?"

Essa foi a reação do técnico Zagallo, ao ser informado pela reportagem, às 13h50 de ontem, que a CBF havia anunciado, na noite anterior, um novo técnico para a seleção.

O ex-treinador afirmou desconhecer, até aquele momento, a nomeação de Wanderley Luxemburgo como seu substituto.

De qualquer forma, Zagallo disse que apoiará o novo comandante do time brasileiro.

"É uma renovação que está sendo feita. Desejo-lhe felicidades nessa difícil missão que é ser técnico da seleção brasileira", afirmou.

Zagallo enumerou três motivos que o levam a apoiar Luxemburgo.

"Primeiro, porque sou brasileiro. Segundo, porque tive a felicidade de lançá-lo como jogador, no Flamengo, e terceiro porque sou seu colega de profissão."

O ex-treinador da seleção, que chegou a ser cotado para assumir o cargo de coordenador técnico da equipe, disse ainda não saber o que fará a partir de agora.

"Vou vivendo a minha vida, e vamos ver o que acontece", afirmou Zagallo.


Zico elogia Luxemburgo e avisa que não quer trabalhar na seleção

RENATO LAMEIRO
Da Agência Estado - Rio

O ex-coordenador técnico da seleção brasileira, Zico, afirmou ontem, não haver a menor possibilidade de ter novamente algum cargo na comissão técnica da CBF, pois tem compromissos no Japão até dezembro e, ano que vem, pretende acompanhar mais de perto seu time, o CFZ, e assim, poder levá-lo até a primeira divisão do Campeonato Estadual do Rio. Quanto à escolha de Wanderlei Luxemburgo para técnico da seleção, Zico não poupou elogios ao velho companheiro, afirmando que Luxemburgo vem se preparando há anos para assumir esse cargo. "Acho ótima a escolha pela grande capacidade dele", enfatizou.

Para Zico, Luxemburgo destaca-se principalmente por seu conhecimento do futebol, sua perseverança, e seu espírito vencedor. "Ele é um treinador que procura estar sempre se atualizando, aumentando seus conhecimentos", elogiou. Uma demonstração de toda esse potencial tem sido as conquistas que Luxemburgo tem obtido nos clubes que dirigiu, segundo Zico. "Espero que ele tenha o mesmo sucesso na seleção quanto teve nos clubes que dirigiu", disse.

Sobre as dificuldades que Luxemburgo terá pela frente, Zico acha que o amigo "tirará de letra", "já que só quem tem a perfeita consciência que está fazendo o melhor, consegue ultrapassar as dificuldades", filosofou. As cobranças que a comisão técnica da seleção brasileira recebe, principalmente o técnico, são coisas que Zico encara como naturais, pois "a seleção é uma paixão nacional." Para ele, só é cobrado quem tem competência, já que essa pessoa, naturalmente, ocupa uma posição de destaque. Ele citou seu caso como exemplo, dizendo que por toda sua vida sempre foi muito cobrado para obter resultados positivos.

Os dois são companheiros de longa data. Foram criados juntos em Quintino, subúrbio do Rio e foram tentar a vida no futebol no infantil do Flamengo, em 1971. "Naquela época não tinha juniores, a gente começava no infantil e passava para o infanto-juvenil, para depois se profissionalizar", recordou. Zico é padrinho da filha de Luxemburgo e sempre que têm oportunidade estão juntos. Mas Zico garante que não sabia do convite feito por Ricardo Teixeira e até às 18h de ontem ainda não havia falado com o compadre. "Tentei ligar para ele pela manhã, mas o telefone dele estava impossível de se falar."


Marcelinho Carioca vibra com a escolha e espera ser lembrado na seleção

DINOEL MARCOS DE ABREU
Da Agência Estado – São Paulo

Marcelinho Carioca foi um dos jogadores do Corinthians que mais ficaram contentes com a escolha de Wanderley Luxemburgo como técnico da seleção brasileira. Depois de se considerar injustiçado por Zagallo, que o convocou apenas uma vez, o craque do Corinthians acha que com Luxemburgo a situação será bem diferente. "Ele me conhece, sabe das minhas qualidades", afirmou. "É claro que agora poderei ter a aportunidade de mostrar meu valor na seleção."

Aos 27 anos, Marcelinho Carioca garante atravessar o melhor momento da carreira. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com sete gols em quatro jogos, Marcelinho garantiu que está pronto para assumir qualquer responsabilidade na seleção. "Estou mais experiente, aprendi muito na vida e consigo separar o que é bom e o que é ruim", ressaltou. "Portanto, é o momento de vestir a camisa da seleção."

Marcelinho Carioca fez muitos elogios ao novo treinador da seleção. A liderança do Corinthians no Brasileiro deve-se boa parte ao trabalho do técnico, garante. "Ele deu estrutura ao futebol do clube, transmitindo confiança, amizade e carinho aos jogadores", disse o atleta, que com a contratação de Luxemburgo passou a exercer a condição de capitão do time. O jogador considera o treinador como um pai. "Além de tudo, é um grande estrategista, porque consegue mudar a atuação da equipe durante uma partida, mexendo bem as peças", disse Marcelinho que, nos tempos de Zagallo, jogou apenas 15 minutos de um amistoso do Brasil contra a Iugoslávia, no segundo semestre de 1994, em Porto Alegre.

Marcelinho Carioca, no entanto, começou mal o primeiro dia de Luxemburgo como técnico da seleção brasileira. O atacante chegou atrasado 45 minutos ao Parque São Jorge, ontem, de manhã, de onde a equipe seguiu de ônibus para o Aeroporto de Cumbica. A delegação viajou em seguida para Curitiba, e hoje à noite enfrenta o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro.

O atacante admitiu que perdeu a hora da apresentação no clube. Mas para sua sorte, Luxemburgo não estava no Parque São Jorge. O treinador tinha viajado para o Rio para reunir-se com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O diretor de Futebol do alvinegro, Luis Henrique de Menezes, disse que, por causa do atraso, Marcelinho Carioca terá de pagar uma multa para a "caixinha" dos jogadores.


Corintianos não escondem empolgação com Luxemburgo

Da Agência Estado – São Paulo

A escolha de Wanderley Luxemburgo como o novo treinador da seleção brasileira foi recebida com muita alegria pelos jogadores e integrantes da comissão técnica do Corinthians. A empolgação foi tão grande que o diretor de Futebol remunerado do clube, Luiz Henrique de Menezes, teve de fazer uma reunião com os atletas pedindo para que eles evitassem comentar o assunto com a imprensa. Luiz Henrique não queria que, por causa da seleção, os atletas esquecessem o compromisso que o Corinthians tem na partida contra o Coritiba, hoje, à noite, em Curitiba, pelo Campeonato Brasileiro.

Mas antes da reunião, alguns jogadores e integrantes da comissão técnica do Corinthians só falaram da escolha de Luxemburgo para o lugar de Zagallo. O preparador físico do Alvinegro, Antonio Mello, disse que a escolha de Luxemburgo pela CBF pode representar sua volta para a seleção. Mello trabalha com o treinador desde os tempos da Ponte Preta, em 1992 e 93. Desde, então, são grandes amigos. "Ele preserva muito as pessoas com as quais ele tem confiança", afirmou Mello, que tem 50 anos de idade e 24 de profissão. Ele considera-se experiente como preparador físico da seleção brasileira. Começou na seleção de juniores, de 1977 a 83. No ano seguinte foi o preparador físico da seleção principal com o técnico Edu, irmão de Zico. Mello trabalhou ainda na seleção dos Emirados Árabes.

Luiz Henrique de Menezes, que também foi contratado pelo Corinthians por indicação de Luxemburgo, disse ontem que não estava preocupado se o técnico iria convidá-lo para voltar a trabalhar na CBF. Luiz Henrique foi o preparador físico da seleção que disputou a Copa de 90, nos tempos de Sebastião Lazaroni. Com Luxemburgo na CBF, sua função seria de administrador. "Mas eu deixo o treinador à vontade para montar sua equipe", afirmou Luis Henrique. "Meu compromisso no momento é com o Corinthians."

O colombiano Rincón disse que o treinador do Corinthians era realmente o mais indicado para substituir Zagallo. "Já conheço bem o futebol brasileiro, por isso posso afirmar que a seleção contratou um excelente técnico", disse Rincón. O colombiano conhece Luxemburgo desde o final de 93, quando começaram a trabalhar juntos no Palmeiras. "Ele arma muito bem as equipes, e tem um espírito de liderança muito grande."

O lateral-esquerdo Silvinho disse que ficou muito contente com a escolha de Luxemburgo para a seleção. Mas o jogador do Corinthians ressaltou que a contratação do treinador pela CBF não significa que suas chances de jogar na seleção aumentarão. "Ele não pode assumir o compromisso de convocar vários jogadores do Corinthians", disse o lateral. "Eu vou continuar me empenhando, naturalmente, porque a seleção sempre foi meu objetivo, independentemente do técnico."

O goleiro Nei acha que com Luxemburgo na CBF ele poderá ter uma chance na seleção. Depois que Taffarel anunciou sua despedida da seleção, Nei acredita que abriu uma vaga na disputa pela posição. Nei considera-se um dos candidatos. "Jogar no Corinthians já me dá essa condição de sonhar com a seleção", afirmou. "Com Luxemburgo acho que poderei ter alguma chance, porque ele conhece meu futebol."


Diretoria do Corinthians vai analisar a situação com o seu patrocinador

Da Agência Estado – São Paulo

O diretor de Futebol remunerado do Corinthians, Luis Henrique de Menezes, acha possível, pelo menos até o fim do ano, Wanderley Luxemburgo conciliar a função de técnico do clube com a da seleção. Em 1999, por causa dos muitos compromissos da seleção, Luxemburgo deverá se dedicar exclusivamente à CBF. "Ele é muito organizado e competente, por isso acredito que não vai haver problemas durante o Campeonato Brasileiro", afirmou o dirigente, que chegou ao Corinthians pelas mãos do técnico.

Mas o futuro da comissão técnica do Corinthians deverá ser definida nos próximos dias. O presidente do clube, Alberto Dualib, deverá receber hoje uma comunicação oficial da CBF a respeito dos detalhes do contrato de Luxemburgo com a entidade. Após esse comunicado o Corinthians e o patrocionador do clube, o Banco Econômico Excel/Vizcaya deverão decidir se consideram possível o treinador continuar no Parque São Jorge até dezembro. Luxemburgo tem dois anos de contrato com o Corinthians, com opção de renovação por mais uma temporada. Ele recebe cerca de R$ 200 mil por mês: 50% são pagos pelo clube e a outra parte pelo banco.


CAMPEONATO BRASILEIRO

Flamengo joga para espantar a crise

Só a vitória salva a equipe carioca que vem enfrentando problemas internos e mostrou pouco futebol.

Da Agência Estado – Campinas, SP

Ponte Preta e Flamengo tentam espantar suas crises a partir das 20h40 de hoje, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A Ponte ainda não venceu no Campeonato Brasileiro - nas quatro partidas disputadas perdeu duas e empatou outras duas - e uma nova derrota hoje pode determinar a queda do técnico Roberto Moreno. O Flamengo estréia o radialista Washington Rodrigues, o Apolinho, como coordenador-técnico, mas um novo insucesso hoje, depois da derrota contra o Bragantino, por 1 a 0, no Maracanã, também coloca o treinador Joel Santana em uma situação delicada. A diretoria do clube de Campinas colocou à venda 23 mil ingressos para o jogo, três mil dos quais, para menores de 12 anos, mulheres e aposentados, ao preço de R$ 5,00. A Ponte completou 98 anos de fundação ontem e a diretoria prepara uma festa para a partida.

A Ponte Preta vai ter dois reforços: o lateral-esquerdo André Silva e o meia Aílton, que não jogaram no empate de 2 a 2 contra o Coritiba, no sábado, no Paraná. Silva se recuperou de uma contratura, treinou normalmente ontem e volta ao time. Com sua ausência na última partida, o técnico Roberto Moreno foi obrigado a mexer em toda a defesa, improvisando posições. Com sua escalação confirmada, André Santos volta à sua posição de origem, a lateral-direita. No meio-campo, com o retorno de Aílton, Vágner Mancini volta para a reserva.

No ataque, Moreno, que fez os dois últimos treinos à noite - a Ponte não joga neste horário há seis meses - como forma de os jogadores se adaptarem, testou várias opções no último coletivo, usando Régis, Sandro Gaúcho, Maurílio e Wander. A que mais gostou foi com Maurílio e Sandro Gaúcho, este o autor do gol de empate contra o Coritiba, no último minuto, no sábado.

FLAMENGO _ O Flamengo estréia em Campinas, o novo diretor técnico, Washington Rodrigues, no banco de reservas. Rodrigues assumiu o novo cargo na segunda-feira, um dia depois do time ser derrotado pelo Bragantino em casa.

Em sua primeira entrevista, já como diretor técnico, Rodrigues disse que seria mais um conselheiro do técnico Joel Santana, já que ambos são amigos de longa data, e que não interferiria diretamente na escalação do time. Na prática as coisas não são bem assim. No primeiro treino coletivo, Santana fez as modificações que Rodrigues pedira pelo microfone, ainda como radialista. Santana pôs Pimentel na lateral-direita, na vaga de Eduardo, Rodrigo no ataque, tirando Beto, e efetivou Leonardo Ignácio na vaga de Wágner, que não vinha jogando bem.

"Tinha que escolher alguém para sair, não foi por motivos técnicos, aí escolhi o Beto", comentou o treinador, explicando a entrada de Rodrigo no ataque.

PONTE PRETA

Edinho; André Santos, Renato Carioca, Ronaldão e André Silva; Fabinho, Mineiro, Aílton e Zinho; Maurílio e Sandro Gaúcho. Técnico: Roberto Moreno.

FLAMENGO

Clemer; Pimentel, Luís Alberto, Ricardo Rocha e Leonardo Ignácio; Leandro, Marcos Assunção, Nélio e Cleisson; Rodrigo e Romário. Técnico: Joel Santana.

Árbitro: Valdomiro Matias Silva Filho (PE)

Local: Campinas, às 20h40


Grêmio pega o Juventude

AYRTON CENTENO
Da Agência Estado – Porto Alegre, RS

O Grêmio joga hoje com a obsessão de obter a primeira vitória, largar a última posição e retomar a briga pela classificação no Brasileiro/98. Seu adversário é o Juventude, campeão gaúcho. O tricolor só reúne um ponto, resultado do empate (0x0) diante do Atlético/PR, em Curitiba, no domingo. O Juventude está melhor. Tem quatro pontos, mesmo com uma partida a menos. O jogo está marcado para o estádio Olímpico.

O técnico Celso Roth vai mudar o meio-de-campo. Arranjou um lugar para o meia Paulo César Tinga, que começará jogando no lugar do volante Djair. Em tese, a providência deixará o time com maior poder de ataque já que o jogador que entra tem drible fácil, sabe avançar e arrematar com frequência. Roth considerou razoável o rendimento da equipe na última rodada -- empate em 0x0 contra o Atlético/PR, em Curitiba. Mas se a defesa conseguiu passar 90 minutos sem ser vazada -- o que aconteceu pela primeira vez no campeonato deste ano -- o ataque desperdiçou as poucas chances criadas, duas delas muito boas no final da partida.

Orientado por Edinho, o time fracassou contra o Inter (1x0) e o Atlético/MG (3x2). Depois da saída d o técnico, treinado provisoriamente pelo ex-jogador Tonho, perdeu para o Corinthians (2x1). Domingo, terminou no 0x0 com o Atlético/PR. Continua sem vencer um compromisso oficial desde maio, quando superou o Santa Cruz (2x0), ainda pelo Campeonato Gaúcho.

O Juventude promete recorrer a três volantes para travar as articulações do adversário na intermediária. O técnico Lori Sandri substituirá um meia atacante, Fábio Mello, colocando Robson Nese no seu lugar. Marcão e Flávio serão os outros dois homens de contenção. Punido por expulsão, Robson Nese ficou fora da equipe no 0x0 com o Botafogo, sábado, em Caxias do Sul. Lauro completará o setor, mais à frente, aproximando-se dos atacantes Rodrigo Gral e Sandro Sotilli. Com dores na perna esquerda, Rodrigo Gral, era dúvida. No Brasileiro, o atual campeão gaúcho mostra uma campanha equilibrada: aplicou uma goleada (3x0, Paraná Clube), levou outra (4x0, Corinthians) e empatou com o Botafogo.

GRÊMIO

Danrlei; Walmir, Rivarola, Scheidt e Roger; Fabinho, Luis Carlos Goiano, Paulo César Tinga e Palhinha; Zé Alcino e Guilherme. Técnico - Celso Roth.

JUVENTUDE

Humberto; Borges Neto, Capone, Sérgio Blum e Edson; Robson Nese, Marcão, Flávio e Lauro; Rodrigo Gral (Pontes) e Sandro Sottili. Técnico - Lori Sandri.

Local - estádio Olímpico, às 19h30.


América-RN busca reação

Da Agência Estado – São Paulo

O América RN, que recebe o Internacional hoje, paga caro por não ter administrado resultados favoráveis: nos últimos jogos de que poderiam deixá-lo em melhores colocações na tabela da Primeira Divisão. O mal preparo físico do time é apontado como o vilão da história. O alvirubro natalense só mantém o pique até a metade do segundo tempo.

Pouco tempo para treinar e o fato de não ter realizado uma pré-temporada são algumas das justificativas encontradas pelo técnico Arturzinho para explicar a segunda pior campanha do Campeonato Nacional. "Vamos melhorar com o tempo e os treinamentos", torce o trenador.

O zagueiro Carlos Mota e os meias Biro-Biro e Moura reclamam de contusões. O consenso entre os jogadores é de que uma vitória sobre o Inter é a possibilidade de subir na tabela e afastar o fantasma do rebaixamento. As chances de sucesso dependem da boa articulação nas jogadas a partir do meio-de-campo, comandadas por Moura e Paulinho Kobayashi. O ponto fraco da equipe tem sido a defesa, que sofreu onze gols em quatro jogos.

Já o Internacional, mesmo com sete pontos ainda não ganhou a confiança da sua torcida. Assim, a partida amanhã serve tanto para tentar outros três pontos quanto para o time aproximar-se mais do seu torcedor, aumentando a credibilidade quanto às chances de sucesso no Brasileiro. No domingo, insatisfeita com o futebol apresentado, a torcida vaiou a equipe de Cassiá apesar da vitória de 2x1 sobre o Paraná Clube.

Cassiá deverá ter o retorno de Marcelo ao meio-de-campo. Ele foi afastado dos compromissos contra São Paulo e Paraná Clube devido a uma torção no tornozelo esquerdo, sequela do 0x0 diante da Ponte Preta, em Campinas, na segunda rodada. Outra alteração envolve o ingresso do zagueiro Marcão no posto de Márcio, machucado na coxa esquerda. Ainda na meia cancha, o técnico terá de optar entre Enciso e Betinho.

A boa pontuação colorada veio com duas vitórias -- Grêmio, 1x0; e Paraná Clube, 2x1 -- e o empate em zero contra a Ponte Preta. Atuou três vezes no Beira-Rio e só saiu de casa uma vez. Seu maior tropeço também aconteceu no Beira-Rio: a goleada de 3x0 para o São Paulo. AMÉRICA-RN

Gabriel; Gilson, Paulo Roberto (Carlos Mota), Ronald e Lelys; Moisés, Carioca, Paulinho Kobayashi e Moura; Zezinho (Marco Aurélio) e Leonardo. Técnico: Arturzinho.

INTERNACIONAL

André; Denílson, Marcão, Régis e Espínola; Anderson, Reginaldo, Enciso (Betinho) e Marcelo; Paulo Diniz e Christian. Técnico - Cassiá.

Local: Natal, às 19h30.


América-MG precisa de uma vitória

Da Agência Estado – São Paulo

O América Mineiro, que não vinha fazendo boa campanha no Brasileiro, saiu do sufoco com a vitória de 2 a 1 sobre o Guarani, em Campinas, no domingo. Contra o Paraná Clube, hoje à noite, no estádio Independência, em Belo Horizonte, o técnico Hélio dos Anjos quer apagar, definitivamente, a imagem deixada pela equipe ao sofrer uma das maiores goleadas da competição - 5 a 1, contra o Vasco, na semana passada. "No último jogo, fizemos algumas mudanças e o time parece melhorou bastante", disse.

A equipe que pega os paranaenses é a mesma que bateu o Guarani. Na manhã de ontem, o centroavante Dimba sentiu dores na perna, mas passou rapidamente pelo departamento médico e disse estar em condições de atuar. Gilberto está confirmado no gol e Júnior e Dênis, que substituiu Alvaro em Campinas, formam a zaga. Evanilson e Pachola serão os laterais e, no meio-de-campo, Gilbverto Silva e Careca jogam na marcação. Geovanni e Irênio jogam como armadores e Tupãzinho e Dimba, como atacantes.

O Paraná Clube joga preocupado com os jogadores de ataque que, depois de quatro rodadas, não conseguiram marcar. Dos quatro gols que o time tem até agora, três foram feitos por zagueiros e o outro por um jogador de meio-campo, em cobrança de pênalti.

O técnico Otacílio Gonçalves já testou cinco jogadores diferentes para o ataque, mas não teve sucesso com nenhuma das formações. A diretoria está empenhada, agora, na busca de outro nome que possa corresponder às expectativas. Para a partida de amanhã, o atacante Luiz Carlos, que melhor vinha se adaptando ao esquema de jogo do técnico, não poderá ser escalado, pois cumpre suspensão automática.

Otacílio Gonçalves vai dar oportunidade para Celsinho, que não vinha ficando nem no banco de reservas. Nas outras posições, o técnico vai manter os mesmos jogadores que perderam por 2 a 1 para o Internacional. O zagueiro Ageu está recuperado de uma contusão, mas Otacílio vai testar mais uma vez Pedro Luiz e Eleomar, que tiveram boa presença domingo.

AMÉRICA-MG

Giberto, Evanilson, Junior, Dênis, Pachola; Gilberto Silva, Careca, Geovanni, Irênio; Tupãzinho, Dimba. Técnico: Hélio dos Anjos.

PARANÁ

Marcos; Wilson, Pedro Luiz, Eleomar e Ednelson; Hélcio, Vital, Lúcio Flávio e Cairo; Celsinho e Tico. Técnico: Otacílio do Carmo.

Local: estádio Independência, às 19h30.


Atlético-MG cancela as contratações

EVALDO MAGALHÃES
Da Agência Estado – São Paulo

Torcedores atleticanos ficaram furiosos, ontem, com a informação dada pela diretoria do clube de que dois reforços anunciados como certos, na semana passada - os argentinos Mancuso, para o meio-de-campo, e Almadóz, para a zaga - não viriam mais para o time. Segundo o diretor Valdemar Romano, os jogadores, que chegaram a posar com a camisa da equipe, em Belo Horizonte, no último dia 3, apresentaram problemas diferentes que dificultaram suas transferências. "No caso de Mancuso, o Independiente, dono do passe, fixou um valor muito alto para que ele viesse, acima do que estava combinado", afirmou Romano. "Almandóz fez exames e foi vetado pelo departamento médico", acrescentou. Ainda sob o impacto da goleada sofrida para o Corinthians (5 a 1), em pleno Mineirão, no sábado, os atleticanos não se conformaram com as explicações e ameaçam boicotar os jogos da equipe, caso novos reforços não sejam anunciados.


LIBERTADORES

Vasco quer muitos gols

Da Agência Estado - Rio

O Vasco entra hoje em campo, às 20h40, para jogar a primeira partida pelas finais da Taça Libertadores da América, contra o Barcelona de Guaiaquil, com a missão de vencer, e se possível, com um grande número de gols. O técnico Antônio Lopes vem lembrando aos jogadores, durante os treinos na semana, da necessidade de concentração total, para explorar todas as possibilidades de ataque.

O Vasco vai manter a escalação que goleou o América_MG, por 5 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, na última quarta-feira. Lopes decidiu manter Vágner na lateral-direita, Juninho e Pedrinho no meio, barrando Ramon. A escolha de Vágner foi pela facilidade com que o jogador se adaptou à posição, fazendo triangulações com Juninho e Donizete. O atacante Luizão é um dos mais entusiasmados com o jogo, chegando a dizer que trocaria os três gols contra o América-MG, por um amanhã. "Um dos maiores sonhos de um jogador é ser campeão da Libertadores", declarou.

VASCO

Carlos Germano; Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Juninho e Pedrinho; Donizete e Luizão. Técnico Antônio Lopes.

BARCELONA

Cevallos; Gómez, Noriega, Quiñonez e Capurro; Carabalí, Rosero, Sotelo e Morales; De Ávilla e Asencio. Técnico: Rubén Insúa.

Local: São Januário.

Horário: 20h40


SÉRIE B

Fluminense, em crise, quer a primeira vitória

DANIEL BIASETTO
Da Agência Estado – São Paulo

Após duas derrotas consecutivas, o Fluminense volta a campo hoje, às 19h30, no estádio do Maracanã, para tentar a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro da Série B contra o Paysandu (PA).

O time do técnico Deley, que ocupa a última colocação do Grupo D, com nenhum ponto, será o mesmo que atuou na derrota para o Juventus (1 a 0) no domingo passado.

Delei insiste em dizer que o time tem jogado bem, e que não adianta ele ficar trocando os jogadores a cada derrota do time. "Seria pior, porque eles não ganhariam entrosamento." Com isso, Flávio e Claudinho que foram criticados pela torcida serão mantidos na lateral-direita e no meio-campo, respectivamente.

Na segunda colocação do Grupo D, com três pontos, o Paysandu enfrenta o Fluminense com o time completo. O zagueiro Sérgio, que estava com uma lesão no músculo do ombro esquerdo já passa bem e deve atuar no Maracanã.

Pelo Grupo A, o União São João (SP) enfrenta o lanterna Londrina (PR), às 19h30, no estádio Hermínio Ometto, em Araras. Após a derrota para o Desportiva (ES) por 2 a 0, o time do técnico Arnaldo Lira que ocupa a quarta colocação, pode assumir a liderança caso vença o time capixaba. Segundo Lira, as únicas modificações feitas na equipe são a entrada do lateral-esquerdo Cedenir no lugar de Léo e a do meia Preta, que substituirá Dirlei. Cedenir sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e o meia Dirlei teve uma lesão na coxa direita.

Já no Londrina, o técnico Varlei de Carvalho resolveu a dúvida para escalar o meio-campo: Alemão que foi substituído por Beto no início do segundo tempo contra o Atlético (GO) volta à equipe. "O time ainda está desentrosado por ter sido montado na última hora, mas vou manter a mesma formação da partida anterior (3-5-2)", afirma.

O Sampaio Corrêa (MA) teve a partida de hojecontra o Volta Redonda alterada em virtude da equipe maranhense estar disputando a Conmebol. O jogo foi adiado para o dia 16 de agosto, às 16h. A partida contra o Santa Cruz, adiada por causa das fortes chuvas, ficou para o dia 19 de agosto, às 19h30.

XV de Piracicaba (SP) e Gama (DF) jogam na sexta-feira, às 19h30, no estádio Serra Negra.

 


CAMPEONATO BRASILEIRO

Corinthians quer manter liderança isolada

A equipe joga em Curitiba e os jogadores prometem vencer para homenagear o novo técnico da seleção

Da Agência Estado – Curitiba, PR

O técnico da Seleção Brasileira e do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, verá seus comandados tentando mostrar, contra o Coritiba, às 19h30, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, que não têm apenas condições de manter a invencibilidade no Campeonato Brasileiro como também de serem convocados para representar o País. "A seleção é o patamar maior de todo atleta profissional e eu não penso diferente", disse o meia Marcelinho Carioca.

Elogios ao escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e promessa de trabalho foram repetidos pelos jogadores na chegada ontem, por volta de meio-dia, em Curitiba. "É um treinador competente, tem currículo invejável, é estrategista, tem um caráter fora do normal, é vencedor e sabe trabalhar o emocional do atleta", enumerou Marcelinho. "A Seleção Brasileira está bem servida." O atacante Mirandinha referendou: "A CBF deu preferência para o Wanderley porque sabe da capacidade dele."

Mesmo reconhecendo que há vários jogadores para a posição, Mirandinha afirmou estar trabalhando para ser convocado para a seleção. Um sonho que Marcelinho Carioca espera ver realizado já na próxima convocação. "É lógico que, trabalhando no Corinthians, ele (Wanderley Luxemburgo) vê de perto nossa qualidade", analisou o artilheiro do campeonato, com sete gols. "Mas vou deixar as coisas acontecerem normalmente, sem forçar a barra."

Os jogadores Ricardinho e Mirandinha, que já jogaram no futebol paranaense, trataram de alertar os companheiros. "Não é fácil ganhar do Coritiba no Couto Pereira", disse Ricardinho, que entrou contra o Atlético Mineiro e será mantido pelo técnico para a partida de hoje. Mirandinha não acredita que o Coritiba vá repetir as más atuações que têm tido em casa. "Quando joga contra o Corinthians, o time apresenta-se de outro jeito", disse. "Mas nós estamos preparados para assumir a responsabilidade e ganhar a partida."

A liderança isolada do Campeonato Brasileiro, os 12 gols marcados e o resultado de 5 a 1 sobre o Atlético Mineiro, em pleno Mineirão, não deixam os jogadores acomodados. "A cada partida a gente vai entrar mais forte que na anterior, sempre buscando um resultado positivo", prometeu Marcelinho. "Mas, acima de tudo, respeitamos a equipe adversária, que tem profissionais como a gente e que também busca o mesmo objetivo." Segundo ele, ainda é cedo para se falar em favoritismo para o título. "Mas estamos no caminho certo, que é fruto de um trabalho organizado e competente."

No Coritiba, o técnico Valdyr Espinosa acredita que o time pode se reabilitar no campeonato no jogo contra o Corinthians. "Em cima do Corinthians a repercussão é bem maior", afirmou. "E é exatamente pela vitória que nós vamos lutar." Para isso, ele pretende bloquear as jogadas em velocidade do Corinthians. "Pode representar que, teoricamente, teremos uma equipe mais defensiva, mas não pode ser totalmente defensiva senão estará dando 90 minutos para o Corinthians jogar", disse. "Mas a preocupação nesse sentido é muito grande."

A má campanha do Coritiba, que está com apenas três pontos, enquanto o Corinthians já soma 12, levou o presidente do clube, João Jacob Mehl, a fazer uma reunião com os jogadores, ontem exigindo mais empenho para evitar o rebaixamento. "Quero ver um time com perseverança, disciplinado, onde todos têm de estar ligados os 90 minutos", pediu Mehl. "Quero que haja superação, caso contrário não chegaremos à vitória."

Espinosa depende apenas da recuperação do zagueiro Gelson Baresi, que está com contratura muscular, para escalar o time. Se ele não puder jogar, Flávio é o substituto imediato. Para atender às características de um time cauteloso, o treinador também pretende reforçar a marcação no meio-de-campo, com a entrada de Reginaldo Nascimento. Assim, Claudinho será deslocado para o ataque, e Brandão vai para o banco. CORITIBA

Régis; Reginaldo Araújo, Gelson Baresi (Flávio), Célio Lúcio e Rubens Junior; Reginaldo Nascimento, Struway, Luiz Carlos e Yan; Claudinho e Macedo. Técnico: Valdyr Espinosa.

CORINTHIANS

Nei; Rodrigo, Gamarra, Batata e Silvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edilson e Mirandinha. Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Local: Curitiba, às 19h30


Luxemburgo pede empenho

EVANDRO FADEL
Da Agência Estado – Curitiba, PR

O técnico do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, disse ontem aos jogadores, antes do treinamento para o jogo de hoje contra o Coritiba, que o relacionamento entre eles "continua normal", apesar de ele ter sido confirmado como treinador da seleção brasileira. "Não muda nada", disse Luxemburgo.

Ele mostrou aos jogadores que a sua escolha foi uma demonstração de que está certo quando faz "cobrança de profissionalismo, de seriedade, de busca incessante do crescimento". "Se eles quiserem uma vaga na seleção brasileira, que não busquem porque eu estou aqui, mas por capacidade, por qualidade, por produtividade", afirmou o técnico.

Para o jogo contra o Coritiba, Luxemburgo confirmou o mesmo time que iniciou a partida contra o Atlético Mineiro, com Ricardinho no meio-de-campo. "Vai ser um jogo difícil", disse. "Mas nós vamos trabalhar sabendo que as dificuldades aumentam a cada jogo."


São Paulo começa com Souza

Da Agência Estado – São Paulo

O meia Souza começa hoje, às 20h40, contra o Botafogo, no Estádio Caio Martins, em Niterói, a sua primeira partida como titular no São Paulo. Com a missão de substituir Raí, contundido, e ex-atleta corintiano afirma que vai manter o seu estilo de jogo, despreocupado com as cobranças da torcida. "Estou acostumado a assumir resposabilidades, não precisando provar nada a ninguém", garantiu.

Souza explicou que está ganhando ritmo de jogo e ainda depende de uma seqüência de partidas para entrosar-se com os companheiros em campo. "O que facilita o meu trabalho é o fato de já conhecer vários atletas da equipe", disse. O meia chegou ao Morumbi há 19 dias. No jogo de estréia, contra o Guarani, fez o gol da vitória do time e conquistou a confiança do técnico Nelsinho Baptista.

A situação de Raí é complicada. Ele deverá ficar pelo menos duas semanas afastado do time por causa de um entorse no joelho esquerdo. Raí vai realizar, então, uma nova ressonância magnética para avaliar se será operado. "O que me preocupa é o tempo de recuperação", afirmou o jogador, que teve o fêmur, a tíbia, o menisco e a cartilagem afetados pelo chute do zagueiro Wilson Gottardo. Caso dependa de cirurgia, Raí não jogará mais o Brasileiro.

Além da ausência do ídolo são-paulino, Nelsinho não poderá contar com o zagueiro Rogério Pinheiro e o meia Carlos Miguel. Rogério voltou a sentir uma contusão no joelho direito, que o afastou do time por oito meses, após uma cirurgia. O treinador colocará Bordon em seu lugar, deslocando Márcio Santos para a zaga-central. "Mesmo o São Paulo passando por um momento difícil no Brasileiro, estou feliz por voltar a jogar, pronto para mais um desafio em minha carreira", declarou Bordon. A última partida do zagueiro pelo São Paulo foi há mais de dois meses, contra o Vasco, pela Copa do Brasil.

Carlos Miguel, vítima de uma contratura muscular na coxa esquerda, passou por exames ontem pela manhã e deverá voltar ao time apenas no domingo, contra o Sport, na Ilha do Retiro. O seu substituto será Fabiano. "Vou fortalecer o sistema defensivo e ajudar o ataque", ressaltou o jovem meia, de volta à equipe titular. O lateral Zé Carlos foi reintegrado ao grupo, mas ficará na reserva.

As diretorias do São Paulo e Avaí, clube de Santa Catarina, assinaram, ontem à tarde, uma parceria que visa ao intercâmbio de jogadores entre os dois times. O acordo estabelece que as equipes tenham preferência na negociação de atletas. O São Paulo poderá usar também as instalações do Avaí para realizar pré-temporadas.

No Botafogo, também serão três os desfalques. O lateral-direito Estevam, que ainda está se recuperando de uma lesão da perna direita, o zagueiro Gonçalves, com o tornozelo direito ainda muito inchado, e o atacante Bebeto, que no início da semana chegou a dizer que jogaria, mas voltou a sentir dores na coxa direita e ficará fazendo tratamento.

O técnico Paulo Autuori manterá então, o time que empatou com o Juventude, no sul, com Wilson Goiano na lateral, Grotto na zaga e Felipe no ataque. Este, está se beneficiando com a contusão de Bebeto, e segue mostrando que tem condições de ser titular da equipe. "Infelizmente estou entrando no lugar do Bebeto sob essas condições, mas é uma boa oportunidade de mostrar meu futebol", disse o jovem atacante, com apenas 19 anos.

BOTAFOGO

Wágner; Wilson Goiano, Grotto, Júlio César e Lúcio; Pingo, Bruno Quadros, Fábio Augusto e Sérgio Manoel; Felipe e Túlio. Técnico: Paulo Autuori.

SÃO PAULO

Rogério; Cláudio, Márcio Santos, Bordon e Serginho; Capitão, Alexandre, Fabiano e Souza; França e Dodô. Técnico: Nelsinho Baptista.

Juiz: Luciano Almeida (DF).
Local: Caio Martins.
Horário: 20h40.


Scolari diz que o Sport é favorito em São Paulo

Da Agência Estado – São Paulo

O técnico Luiz Felipe Scolari fez alguns alertas aos jogadores do Palmeiras, ontem, véspera da partida contra o Sport, às 19h30, no Estádio Palestra Itália. Um dia depois de adotar linha dura com o elenco, o treinador disse que a falta de empenho e profissionalismo dos atletas depois da conquista da Copa do Brasil, em junho, acarretaram atraso de um mês na preparação da equipe. "O estágio que o time deveria estar agora, só vou alcançar daqui a 30 dias", declarou Scolari, que considera o Sport favorito hoje à noite.

O treinador palmeirense chegou a exagerar na conversa com os atletas. "Apenas os adverti para não que não fiquem entre os últimos colocados no Brasileiro", disse, numa referência ao risco do rebaixamento. "Pedi para que eles se empenhem novamente, como fizeram na disputa da Copa do Brasil."

Scolari não poderá contar com seis jogadores do elenco, cinco contundidos (Zinho, Almir, Arílson, Galeano e Paulo Nunes) e um sem contrato (Agnaldo). Júnior Baiano, com uma tendinite antiga no joelho, tem escalação garantida. O zagueiro recusou-se mais uma vez a comentar a adoção da linha dura por parte do técnico Scolari.

Ele vai utilizar Pedrinho, de 21 anos, e Tiago, de 19, que vão jogar pela primeira vez no Parque Antártica. Como a equipe vem de bons resultados, o técnico teme pela cobrança muito forte sobre os garotos. "A torcida precisa ter paciência", pediu o treinador, que poderá contar com o zagueiro Roque Júnior. O jogador renovou contrato por mais um ano com o clube.

O Palmeiras será cauteloso e terá apenas Oséas no ataque. No treino tático de ontem, Scolari orientou o time a ficar o maior tempo possível com a posse de bola para não proporcionar o contra-ataque para o Sport.

O Sport, terceiro colocado no Brasileiro, com 9 pontos ganhos, acredita em uma vitória na casa do adversário. O técnico Mauro Fernandes disse que a equipe jogará fechada no meio-de-campo e quando tiver o domínio da bola vai sair para o ataque. O meia Jackson ainda é dúvida e seu eventual substituto é Nildo.

PALMEIRAS

Velloso; Arce, Júnior Baiano, Cléber e Júnior; Rogério, Pedrinho, Darci e Tiago; Oséas e Alex. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SPORT

Bosco, Russo, Márcio, Alexandre Lopes e Jefferson; Sangaletti, Lima, Wallace, Jackson (Nildo); Leonardo e Cris. Técnico: Mauro Fernandes.

Juiz: Márcio Rezende de Freitas.

Local: Parque Antártica, às 19h30.


Vitória busca a reação

Da Agência Estado – Salvador, BA

O Vitória precisa vencer o Guarani na partida marcada para hoje à noite no Estádio Manoel Barradas. A equipe baiana já começa a cair no descrédito da torcida depois do vexame do último domingo, quando perdeu de 3 a 1 para o Santos, em Salvador, na estréia do treinador Geninho. Foi a terceira derrota do Vitória no Campeonato Brasileiro. A equipe só conseguiu um resultado positivo, ao vencer o Botafogo na segunda rodada.

Contratado dois dias antes da partida contra o Santos, Geninho teve pouco tempo para preparar a equipe mas concluiu que o Vitória precisa melhorar a marcação no meio de campo. Para tanto, o treinador deve promover a volta do volante Matuzalém, que cumpriu suspensão automática. Além disso manterá outros dois volantes no setor, Souza e Donizete Oliveira. Com isso o meia ofensivo Kléber deve perder a vaga no time. Outro ameaçado é o zagueiro Júnior Touchê, que vem falhando sucessivamente. Ele deve perder a vaga para Eloy.

No Guarani, o técnico Oswaldo Alvarez deve mudar radicalmente a forma de o time jogar depois das três derrotas consecutivas no Brasileiro - 2 a 1 para o São Paulo, 3 a 2 para o Botafogo e 2 a 1 para o América Mineiro, as duas últimas em casa.

Alvarez ainda não definiu o time que começa jogando contra o Vitória, mas deve resgatar um esquema que notabilizou o modesto Mogi-Mirim no início da década e se tornou conhecido no interior paulista como o "carrossel caipira": o 3-5-2. A idéia é colocar na equipe um terceiro zagueiro, no caso Sorlei, que estava na reserva, e compactar o meio-campo e deixando o time menos exposto ao ataque adversário - o Guarani, que teve uma das melhores defesas do Campeonato Paulista, já tomou oito gols no Brasileiro. Na lateral-esquerda, o treinador pode tirar Rubens Cardoso, que tem tido péssimas atuações, colocando em seu lugar William.

Uma outra possibilidade, mais remota, é manter a equipe no tradicional 4-4-2, com uma mudança na defesa, Sorlei em lugar de Marinho, e a entrada de um segundo volante. A equipe de Campinas tem sido a única a jogar com um volante apenas. Com esta opção, Marcelinho Paulista teria Roque ao seu lado, protegendo a defesa, e a armação das jogadas ficaria com Paulo Isidoro e Jean Carlo.

GUARANI

Pitarelli; Marinho (Sorlei), Sorlei (Roque) e Marcelo Souza; Marco Antônio, Marcelinho Paulista, Paulo Isidoro, Jean Carlo e Rubens Cardoso (William); Rubens Ponte e Barata. Técnico: Oswaldo Alvarez.

VITÓRIA

Sérgio; Paulo César, Eloy, Flávio e Esquerdinha; Souza, Matuzalém, Donizete Oliveira e Elivélton; Petkovic e Agnaldo. Técnico: Geninho.

Local: Salvador.


Goiás recebe o Cruzeiro

Da Agência Estado – São Paulo

Se o Goiás vencer o Cruzeiro, hoje às 20 horas, a torcida promete lotar o estádio Serra Dourada no jogo contra o Grêmio, no dia 23. De olho na receita da bilheteria, que pode fazer a diferença entre o saldo e o déficit, além de alimentar a esperança do time assinar contrato de patrocínio com o Banco Opportunity, os goianos têm a pretensão de melhorar o índice de 77,78% de aproveitamento nos jogos. "É óbvio que todo mundo gostaria de vencer o Cruzeiro", diz o técnico Gilson Nunes. "Mas também é óbvio que o Goiás vai tomar precauções nesse jogo". Talvez por isso, o treinador anunciou uma mudança radical no ataque: saiu a dupla Alex-Aloísio, que rendeu pouco na última partida, entrou Araújo-Alex Xavier que influenciou no desempenho da equipe na vitória sobre o Sport.

Além da mudança no time, da pretensão dos pontos e os cuidados no jogo, o Goiás também entra em campo de olho numa curiosa informação: quem partiu para o ataque de maneira atrevida perdeu, e o equilíbrio nos números das derrotas, vitórias e empates eliminou, até agora, o favoritismo de quem jogou em sua própria casa no Campeonato Brasileiro deste ano, segundo o Departamento de Futebol.

Gilson Nunes montou sua equipe visando obter harmonia entre as ações do meio-campo e a objetividade do ataque.

CRUZEIRO _ O Cruzeiro enfrenta o Goiás, embalado pela vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, domingo, em pleno Morumbi. Com o resultado, o time do técnico Levir Culpi, que começou o Campeonato Brasileiro empatando com o Atlético Mineiro e perdendo no Mineirão para o Santos, por 2 a 1, assumiu a quinta colocação no torneio e confirmou, pelo menos por enquanto, a condição de um dos favoritos ao título.

Para o jogo de hoje, Culpi terá dois importantes desfalques. O atacante Muller, que já não atuara contra o São Paulo, continua afastado da equipe, em razão de uma contusão na coxa direita. Fábio Júnior, autor de dois gols contra o tricolor, será mantido em seu lugar. Na partida do Morumbi, quem se machucou foi o meia Djair, que teve uma distensão na perna esquerda. Ele poderá ser substitutido por Marcos Paulo ou Caio. Quatro cruzeirenses entram em campo pendurados com o segundo cartão amarelo: Gustavo, Macelo, Ricardinho e Valdo.

GOIÁS

Ricardo Pinto; Túlio, Célio Silva, Richard e Marquinhos; Reidner, Josué, Raniélli e Fernandão; Araújo e Alex Xavier. Técnico: Gilson Nunes.

CRUZEIRO

Dida, Gustavo, Marcelo, Gottardo, Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo (Caio), Valdo; Marcelo Ramos e Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi.