| NOVO TÉCNICO Seleção já tem um treinador. Luxemburgo
aceitou o desafio
Ele vai acumular, até o final do ano,
suas funções com o Corinthians. Depois será exclusivo
da CBF.
SEBASTIÃO REIS
Da Agência Estado - Rio
Acostumado a fazer palestras para executivos e
profissionais de outros setores sobre liderança e
sucesso no futebol, Wanderley Luxemburgo impressionou o
presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),
Ricardo Teixeira, no primeiro encontro que tiveram,
durante a Copa do Mundo na França. Teixeira jantava com
amigos no Restaurante La Copole, em Paris, quando o
treinador do Corinthians e sua mulher se aproximaram, a
convite do dirigente. Sabatinado em pé, Luxemburgo deu
um show ao analisar o esquema tático das equipes na Copa
e começou a pavimentar seu caminho para a seleção. Na
primeira semana de setembro, ao convocar os jogadores,
ele inicia o projeto para a Copa de 2002.
O primeiro jogo de Luxemburgo como técnico da
seleção será no dia 23 de setembro, mas o adversário
e o local estão indefinidos. Depois, a equipe jogará
nos dias 11 e 14 de outubro, contra a Coréia e o
campeão do Torneio Tiger Cup, em Seul; 18 de novembro,
contra a Rússia, no Brasil; e 9 de dezembro, novamente
no Brasil, mas também sem local e adversário definidos.
Outro amistoso está confirmado para março de 99, contra
o Japão, em Tóquio. A primeira competição oficial de
Luxemburgo na seleção será a Copa das Confederações,
em janeiro, no México.
Em pesquisa feita em julho, poucos dias após a Copa
do Mundo, pelo InformEstado, Luxemburgo foi o preferido
de 58% dos entrevistados, todos paulistanos, para
substituir o vice-campeão mundial Zagallo.
Teixeira garantiu que ainda não discutiu o prazo e o
valor do contrato do técnico. "O prazo para o
Wanderley, na minha cabeça, é até 2002", afirmou.
Tampouco foram traçadas as metas para o trabalho de
renovação da seleção e composição da nova comissão
técnica, segundo eles. "Foi tudo muito rápido,
não tivemos tempo de falar sobre esses detalhes",
justificou Luxemburgo.
Evasivo ao ser questionado se iria indicar seus
auxiliares, o treinador antecipou apenas que pretende
trabalhar com um auxiliar-técnico em campo durante as
competições e com dois ou três assistentes, para fazer
observações sobre adversários e com autonomia para
discutir problemas da equipe com ele. "Comigo,
acabou esse negócio de dizer que a vaidade vai derrubar,
que fulano vai fazer trairagem, que o Wanderley é o dono
da razão", prometeu. "Posso ser o comandante,
mas terei profissionais de alta qualidade."
O técnico ficou irritado duas vezes durante a
entrevista. Uma, ao pedir que os jornalistas se
organizassem, para que todos pudessem ouvir as respostas,
e a outra quando um repórter lhe perguntou sobre
supostas críticas que teria feito à seleção de
Zagallo. "Jamais fiz críticas à seleção de
Zagallo, de Parreira, de Lazaroni ou de qualquer
outro", assegurou, acrescentando que sempre torceu
pela seleção e o Brasil "tem o melhor futebol do
mundo". Luxemburgo assume a seleção sem medo,
apesar da responsabilidade. "Se você tiver medo,
não sai de casa."
Para Ricardo Teixeira, Luxemburgo é o homem capaz de
renovar a seleção, embora esta seja a sua primeira
experiência no comando da equipe. Os nomes dos demais
integrantes da comissão técnica ainda são uma
incógnita. Zagallo, por seu currículo, não pode ser
desprezado, segundo Ricardo Teixeira. "Não há
ninguém descartado; não há ninguém definido",
despistou. Na hierarquia da nova comissão técnica,
porém, um cargo está certo: o de coordenador de
seleções. O presidente da CBF quer um homem experiente,
com visão administrativa, para comandar todas as
seleções.
Técnico
quer um auxiliar e mais dois assistentes
SÍLVIO BARSETTI
Da Agência Estado - Rio
Wanderley Luxemburgo chegou à sede da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF) pontualmente ao meio-dia e
seguiu para a sala do presidente da entidade, Ricardo
Teixeira. Em 15 minutos, iniciava a primeira entrevista
coletiva como técnico da seleção brasileira. Com
desembaraço, serenidade e preciso nas respostas,
Luxemburgo elogiou Zagallo, disse que ainda vai definir
com Teixeira o planejamento da seleção e defendeu a
idéia de trabalhar com um auxiliar-técnico e dois
assistentes. "Mas sem fazer patota." Ele
acumulará o comando do Corinthians e o da seleção até
o fim do ano e antecipou que vai manter a base do time
vice-campeão mundial em suas primeiras convocações.
Convite _ É uma satisfação pessoal ter alcançado
esse cargo, tão sonhado. Mas eu não criei uma
expectativa muito grande. É um desejo de todos nós
querer crescer na profissão, mas nunca tratei isso com
radicalismo, achando que só isso poderia acontecer. Quem
pensa assim, pode ter uma decepção.
Comissão técnica _ A escolha dos outros nomes vai
atender a um critério claro: o de buscar o melhor para a
seleção. Vamos priorizar a qualidade profissional e
não a patota, não vamos levar alguém só por ser
amigo. Não se cria uma comissão técnica por patota ou
amizade.
Time _ A base atual da seleção é muito boa e será
mantida. De repente, esses jogadores nem vão para a
próxima Copa do Mundo, já que isso vai depender das
condições deles no momento da competição. Mas vão
estar amadurecidos. Conheço nossos jogadores e tenho a
minha lista dos melhores.
Marcelinho _ Só na hora certa poderei dizer se ele
será convocado.
Romário _ Se eu respondesse (a uma pergunta sobre as
chances de Romário ser convocado), não levaria a lugar
nenhum. É uma hipótese. Tem de se esperar o momento
certo.
Corinthians _ Acumular a seleção com o Corinthians
não vai atrapalhar o clube. Dá para conciliar, uma vez
que a seleção terá poucas atividades este ano.
Zagallo _ Não haveria nenhum problema em trabalhar
com Zagallo, até porque ele sempre foi o meu grande
ídolo no futebol. O importante é a qualidade. O Zagallo
foi o grande treinador que eu tive.
Estilo _ Sou pelo futebol ofensivo, pela conciliação
da arte com a disciplina tática. A característica do
jogador brasileiro é a qualidade, a habilidade.
Prioridades _ A Olimpíada e a Copa de 2002, mas ainda
não temos nenhum planejamento. Vou me reunir com o
presidente para traçar os planos.
Marketing
faz parte do estilo
Da Agência Estado
São Paulo
Mais que um treinador, Wanderley Luxemburgo é um
profissional no futebol. A expressão ainda é restrita
para identificar a maioria dos técnicos brasileiros _
poucos se preocupam com a importância do visual na
relação de domínio com os jogadores e os rivais. Raros
também são os antenados em novidades tecnológicas e
psicológicas na preparação do grupo. E, finalmente,
poucos conseguem unir os dois aspectos e contribuir para
divulgar o marketing pessoal.
Quando assumiu o Bragantino, em 1989, Luxemburgo
passou a desenvolver sua teoria do "futebol
participativo", em que os jogadores acumulavam
funções em campo. Não só o termo sonoro lhe garantiu
notoriedade: o time foi também campeão paulista em 90.
Neurolinguística _ O conceito de modernidade, porém,
só foi plenamente aplicado quando assumiu o Palmeiras,
em abril de 1993. Empolgado com os conceitos da
neurolínguística divulgados pela psicóloga Suzy
Fleury, que pregava a autodeterminação como um dos
principais pontos do sucesso profissional, Luxemburgo
passou a aplicar a experiência no time.
Na final do Campeonato Paulista de 93, o Corinthians
venceu o primeiro jogo, com Viola imitando um porco ao
comemorar seu gol. Luxemburgo internou o time em Atibaia,
exibiu cenas da partida, conversou isoladamente com cada
jogador e conseguiu resgatar o orgulho perdido do time.
Resultado: o Palmeiras conquistou seu primeiro título
estadual desde 1976.
A técnica de motivação passou a ser utilizada
também nas palestras que Luxemburgo passou a proferir em
empresas, a um custo médio de R$ 15 mil cada
exposição. Os convites aumentaram na mesma medida em
que o time colecionava vitórias.
A convivência com empresários e a observação
atenta aos costumes do futebol europeu provocaram em
Luxemburgo a adoção de mais uma modificação _
enquanto a maioria dos técnicos descuidava de seu visual
ao entrar em campo, optando pelo tradicional agasalho,
Luxemburgo passou a adotar o terno e gravata.
"A linguagem do corpo é importante também para
quem quer se impor em campo", justificava o
técnico, que passou a exibir modelos tanto para o frio
como para temperaturas mais quentes. Seus ternos bem
alinhados atrairam, além do interesse da imprensa, uma
série de seguidores, alguns, segundo analistas de moda,
também elegantes (como Leão), outros nem tanto (como
Antônio Lopes).
O conceito foi repassado aos jogadores, sutilmente
obrigados a se preocupar com sua aparência também fora
de campo.
O estilo de Luxemburgo, porém, sempre se revelou
contraditório. Se, por um lado, adotou a computação
gráfica para melhor exemplificar aos jogadores seu
esquema tático, o técnico recorre também ao vidente
Robério de Ogum, que faz profecias e aconselha até a
cor das camisas de seda utilizadas por ele.
Profissionalismo
é uma marca
Da Agência Estado
São Paulo
A carreira de Wanderley Luxemburgo da Silva,
fluminense de Tinguá, distrito de Nova Iguaçu, é
marcada tanto pelo sucesso como pelo fracasso. De
discreto lateral esquerdo a técnico consagrado,
Luxemburgo acumula, aos 46 anos, os principais títulos
brasileiros. Uma conquista, segundo ele próprio gosta de
destacar, graças à sua opção pelo profissionalismo.
Em 1966, começou a trajetória do lateral Wanderley
no futebol. Naquela época, ingressou nas categorias
inferiores do Botafogo carioca. Três anos depois
passaria para o Flamengo, clube em que se
profissionalizou em 1970. Ficou oito anos na Gávea
(conquistando o título carioca em 72), à sombra de
Júnior. Foi então para o Inter de Porto Alegre por um
ano, voltou em 79 e encerrou a carreira precocemente, aos
28 anos, graças a problemas nos ligamentos do joelho.
Foi o momento em que o empresário Wanderley (formado
em Administração de Empresas na Estácio de Sá) foi
vencido pelo técnico Luxemburgo (formado em educação
física na Castelo Branco) _ aceitou ser o auxiliar do
treinador Antônio Lopes, em 1982, no Olaria (campeão da
2ª Divisão), acompanhando-o ainda no Vasco (campeão
carioca de 83). "Sempre observei os técnicos com
quem trabalhei e absorvi suas melhores qualidades",
explicou.
Preparado para uma carreira solo, trabalhou no Campo
Grande (83), Rio Branco de Vitória (bicampeão capixaba,
em 83), Friburguense (84), Ittihad da Arábia Saudita
(84-85), Democrata-MG (85), Fluminense (86-87 no amador),
América-RJ (87), Shabab da Arábia Saudita (87-88, como
assistente técnico), até chegar no Bragantino, em 89.
Em São Paulo, aconteceu o grande impulso em sua
carreira. No mesmo ano, sagrou-se campeão brasileiro da
2ª Divisão. Em 90, o primeiro grande título: campeão
paulista. Contratado pelo Flamengo em 91, voltou a São
Paulo no mesmo ano, quando passou sua pior fase: treinou
o Guarani e, em 92, a Ponte Preta, em que não escapou do
rebaixamento para a 2ª Divisão paulista.
O ano de 1993 é decisivo na carreira de Luxemburgo,
com início do desafio do Palmeiras sem títulos.
Contratado pela Parmalat, dispôs-se a moldar o time ao
seu estilo, baseado no conceito do "futebol
participativo", em que todos os jogadores executam
múltiplas funções.
O resultado foi plenamente satisfatório: no primeiro
semestre de 93, o Palmeiras conquistou o Torneio Rio-São
Paulo e o primeiro título paulista desde 1976, contra o
rival Corinthians. No segundo, derrubou o Vitória-BA e
sagrou-se campeão brasileiro. A dobradinha repetiu-se no
ano seguinte.
Consagrado, Luxemburgo decidiu novamente tentar a
sorte no futebol carioca, assumindo o Flamengo de
Romário. O técnico já havia experimentado
experiências difíceis, com o imprevisível
comportamento de Edmundo. A falta de apoio dos
dirigentes, porém, foi decisivo para sua saída, no
final do ano.
De volta ao Palmeiras, em 96, quando chegou a vencer
26 dos 29 jogos pelo Campeonato Brasileiro (o time marcou
101 gols), mas só conquistou mais um título paulista.
Também nesse ano, Luxemburgo envolveu-se em uma
acusação de assédio sexual, feita pela manicure
Cláudia Cavalcante, em Campinas. A Justiça, no fim, deu
ganho de causa ao técnico.
No ano passado, assumiu o time do Santos, conquistando
o título do Rio-São Paulo. Em novembro, decidiu
rescindir contrato para assinar com o Corinthians. Depois
de um início tortuoso (colecionou uma série de
derrotas), perdeu o título paulista deste ano para o
São Paulo. A derrota não desanimou o grupo, que já
garantiu quatro vitórias no atual Campeonato Brasileiro.
SELEÇÃO
Zagallo se surpreende com a nomeação
de Luxemburgo
O ex-treinador da
seleção disse que deseja felicidades ao novo técnico
ROBERTO DIAS
Agência Folha São Paulo
"Eu estou totalmente por fora. Quem é que foi
escolhido?"
Essa foi a reação do técnico Zagallo, ao ser
informado pela reportagem, às 13h50 de ontem, que a CBF
havia anunciado, na noite anterior, um novo técnico para
a seleção.
O ex-treinador afirmou desconhecer, até aquele
momento, a nomeação de Wanderley Luxemburgo como seu
substituto.
De qualquer forma, Zagallo disse que apoiará o novo
comandante do time brasileiro.
"É uma renovação que está sendo feita.
Desejo-lhe felicidades nessa difícil missão que é ser
técnico da seleção brasileira", afirmou.
Zagallo enumerou três motivos que o levam a apoiar
Luxemburgo.
"Primeiro, porque sou brasileiro. Segundo, porque
tive a felicidade de lançá-lo como jogador, no
Flamengo, e terceiro porque sou seu colega de
profissão."
O ex-treinador da seleção, que chegou a ser cotado
para assumir o cargo de coordenador técnico da equipe,
disse ainda não saber o que fará a partir de agora.
"Vou vivendo a minha vida, e vamos ver o que
acontece", afirmou Zagallo.
Zico
elogia Luxemburgo e avisa que não quer trabalhar na
seleção
RENATO LAMEIRO
Da Agência Estado - Rio
O ex-coordenador técnico da seleção brasileira,
Zico, afirmou ontem, não haver a menor possibilidade de
ter novamente algum cargo na comissão técnica da CBF,
pois tem compromissos no Japão até dezembro e, ano que
vem, pretende acompanhar mais de perto seu time, o CFZ, e
assim, poder levá-lo até a primeira divisão do
Campeonato Estadual do Rio. Quanto à escolha de
Wanderlei Luxemburgo para técnico da seleção, Zico
não poupou elogios ao velho companheiro, afirmando que
Luxemburgo vem se preparando há anos para assumir esse
cargo. "Acho ótima a escolha pela grande capacidade
dele", enfatizou.
Para Zico, Luxemburgo destaca-se principalmente por
seu conhecimento do futebol, sua perseverança, e seu
espírito vencedor. "Ele é um treinador que procura
estar sempre se atualizando, aumentando seus
conhecimentos", elogiou. Uma demonstração de toda
esse potencial tem sido as conquistas que Luxemburgo tem
obtido nos clubes que dirigiu, segundo Zico. "Espero
que ele tenha o mesmo sucesso na seleção quanto teve
nos clubes que dirigiu", disse.
Sobre as dificuldades que Luxemburgo terá pela
frente, Zico acha que o amigo "tirará de
letra", "já que só quem tem a perfeita
consciência que está fazendo o melhor, consegue
ultrapassar as dificuldades", filosofou. As
cobranças que a comisão técnica da seleção
brasileira recebe, principalmente o técnico, são coisas
que Zico encara como naturais, pois "a seleção é
uma paixão nacional." Para ele, só é cobrado quem
tem competência, já que essa pessoa, naturalmente,
ocupa uma posição de destaque. Ele citou seu caso como
exemplo, dizendo que por toda sua vida sempre foi muito
cobrado para obter resultados positivos.
Os dois são companheiros de longa data. Foram criados
juntos em Quintino, subúrbio do Rio e foram tentar a
vida no futebol no infantil do Flamengo, em 1971.
"Naquela época não tinha juniores, a gente
começava no infantil e passava para o infanto-juvenil,
para depois se profissionalizar", recordou. Zico é
padrinho da filha de Luxemburgo e sempre que têm
oportunidade estão juntos. Mas Zico garante que não
sabia do convite feito por Ricardo Teixeira e até às
18h de ontem ainda não havia falado com o compadre.
"Tentei ligar para ele pela manhã, mas o telefone
dele estava impossível de se falar."
Marcelinho
Carioca vibra com a escolha e espera ser lembrado na
seleção
DINOEL MARCOS DE ABREU
Da Agência Estado São Paulo
Marcelinho Carioca foi um dos jogadores do Corinthians
que mais ficaram contentes com a escolha de Wanderley
Luxemburgo como técnico da seleção brasileira. Depois
de se considerar injustiçado por Zagallo, que o convocou
apenas uma vez, o craque do Corinthians acha que com
Luxemburgo a situação será bem diferente. "Ele me
conhece, sabe das minhas qualidades", afirmou.
"É claro que agora poderei ter a aportunidade de
mostrar meu valor na seleção."
Aos 27 anos, Marcelinho Carioca garante atravessar o
melhor momento da carreira. Artilheiro do Campeonato
Brasileiro com sete gols em quatro jogos, Marcelinho
garantiu que está pronto para assumir qualquer
responsabilidade na seleção. "Estou mais
experiente, aprendi muito na vida e consigo separar o que
é bom e o que é ruim", ressaltou. "Portanto,
é o momento de vestir a camisa da seleção."
Marcelinho Carioca fez muitos elogios ao novo
treinador da seleção. A liderança do Corinthians no
Brasileiro deve-se boa parte ao trabalho do técnico,
garante. "Ele deu estrutura ao futebol do clube,
transmitindo confiança, amizade e carinho aos
jogadores", disse o atleta, que com a contratação
de Luxemburgo passou a exercer a condição de capitão
do time. O jogador considera o treinador como um pai.
"Além de tudo, é um grande estrategista, porque
consegue mudar a atuação da equipe durante uma partida,
mexendo bem as peças", disse Marcelinho que, nos
tempos de Zagallo, jogou apenas 15 minutos de um amistoso
do Brasil contra a Iugoslávia, no segundo semestre de
1994, em Porto Alegre.
Marcelinho Carioca, no entanto, começou mal o
primeiro dia de Luxemburgo como técnico da seleção
brasileira. O atacante chegou atrasado 45 minutos ao
Parque São Jorge, ontem, de manhã, de onde a equipe
seguiu de ônibus para o Aeroporto de Cumbica. A
delegação viajou em seguida para Curitiba, e hoje à
noite enfrenta o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro.
O atacante admitiu que perdeu a hora da apresentação
no clube. Mas para sua sorte, Luxemburgo não estava no
Parque São Jorge. O treinador tinha viajado para o Rio
para reunir-se com o presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF). O diretor de Futebol do
alvinegro, Luis Henrique de Menezes, disse que, por causa
do atraso, Marcelinho Carioca terá de pagar uma multa
para a "caixinha" dos jogadores.
Corintianos
não escondem empolgação com Luxemburgo
Da Agência Estado
São Paulo
A escolha de Wanderley Luxemburgo como o novo
treinador da seleção brasileira foi recebida com muita
alegria pelos jogadores e integrantes da comissão
técnica do Corinthians. A empolgação foi tão grande
que o diretor de Futebol remunerado do clube, Luiz
Henrique de Menezes, teve de fazer uma reunião com os
atletas pedindo para que eles evitassem comentar o
assunto com a imprensa. Luiz Henrique não queria que,
por causa da seleção, os atletas esquecessem o
compromisso que o Corinthians tem na partida contra o
Coritiba, hoje, à noite, em Curitiba, pelo Campeonato
Brasileiro.
Mas antes da reunião, alguns jogadores e integrantes
da comissão técnica do Corinthians só falaram da
escolha de Luxemburgo para o lugar de Zagallo. O
preparador físico do Alvinegro, Antonio Mello, disse que
a escolha de Luxemburgo pela CBF pode representar sua
volta para a seleção. Mello trabalha com o treinador
desde os tempos da Ponte Preta, em 1992 e 93. Desde,
então, são grandes amigos. "Ele preserva muito as
pessoas com as quais ele tem confiança", afirmou
Mello, que tem 50 anos de idade e 24 de profissão. Ele
considera-se experiente como preparador físico da
seleção brasileira. Começou na seleção de juniores,
de 1977 a 83. No ano seguinte foi o preparador físico da
seleção principal com o técnico Edu, irmão de Zico.
Mello trabalhou ainda na seleção dos Emirados Árabes.
Luiz Henrique de Menezes, que também foi contratado
pelo Corinthians por indicação de Luxemburgo, disse
ontem que não estava preocupado se o técnico iria
convidá-lo para voltar a trabalhar na CBF. Luiz Henrique
foi o preparador físico da seleção que disputou a Copa
de 90, nos tempos de Sebastião Lazaroni. Com Luxemburgo
na CBF, sua função seria de administrador. "Mas eu
deixo o treinador à vontade para montar sua
equipe", afirmou Luis Henrique. "Meu
compromisso no momento é com o Corinthians."
O colombiano Rincón disse que o treinador do
Corinthians era realmente o mais indicado para substituir
Zagallo. "Já conheço bem o futebol brasileiro, por
isso posso afirmar que a seleção contratou um excelente
técnico", disse Rincón. O colombiano conhece
Luxemburgo desde o final de 93, quando começaram a
trabalhar juntos no Palmeiras. "Ele arma muito bem
as equipes, e tem um espírito de liderança muito
grande."
O lateral-esquerdo Silvinho disse que ficou muito
contente com a escolha de Luxemburgo para a seleção.
Mas o jogador do Corinthians ressaltou que a
contratação do treinador pela CBF não significa que
suas chances de jogar na seleção aumentarão. "Ele
não pode assumir o compromisso de convocar vários
jogadores do Corinthians", disse o lateral. "Eu
vou continuar me empenhando, naturalmente, porque a
seleção sempre foi meu objetivo, independentemente do
técnico."
O goleiro Nei acha que com Luxemburgo na CBF ele
poderá ter uma chance na seleção. Depois que Taffarel
anunciou sua despedida da seleção, Nei acredita que
abriu uma vaga na disputa pela posição. Nei
considera-se um dos candidatos. "Jogar no
Corinthians já me dá essa condição de sonhar com a
seleção", afirmou. "Com Luxemburgo acho que
poderei ter alguma chance, porque ele conhece meu
futebol."
Diretoria
do Corinthians vai analisar a situação com o seu
patrocinador
Da Agência Estado
São Paulo
O diretor de Futebol remunerado do Corinthians, Luis
Henrique de Menezes, acha possível, pelo menos até o
fim do ano, Wanderley Luxemburgo conciliar a função de
técnico do clube com a da seleção. Em 1999, por causa
dos muitos compromissos da seleção, Luxemburgo deverá
se dedicar exclusivamente à CBF. "Ele é muito
organizado e competente, por isso acredito que não vai
haver problemas durante o Campeonato Brasileiro",
afirmou o dirigente, que chegou ao Corinthians pelas
mãos do técnico.
Mas o futuro da comissão técnica do Corinthians
deverá ser definida nos próximos dias. O presidente do
clube, Alberto Dualib, deverá receber hoje uma
comunicação oficial da CBF a respeito dos detalhes do
contrato de Luxemburgo com a entidade. Após esse
comunicado o Corinthians e o patrocionador do clube, o
Banco Econômico Excel/Vizcaya deverão decidir se
consideram possível o treinador continuar no Parque São
Jorge até dezembro. Luxemburgo tem dois anos de contrato
com o Corinthians, com opção de renovação por mais
uma temporada. Ele recebe cerca de R$ 200 mil por mês:
50% são pagos pelo clube e a outra parte pelo banco.
CAMPEONATO BRASILEIRO
Flamengo joga para espantar a crise
Só a vitória salva a equipe carioca que
vem enfrentando problemas internos e mostrou pouco
futebol.
Da Agência Estado
Campinas, SP
Ponte Preta e Flamengo tentam espantar suas crises a
partir das 20h40 de hoje, no Estádio Moisés Lucarelli,
em Campinas. A Ponte ainda não venceu no Campeonato
Brasileiro - nas quatro partidas disputadas perdeu duas e
empatou outras duas - e uma nova derrota hoje pode
determinar a queda do técnico Roberto Moreno. O Flamengo
estréia o radialista Washington Rodrigues, o Apolinho,
como coordenador-técnico, mas um novo insucesso hoje,
depois da derrota contra o Bragantino, por 1 a 0, no
Maracanã, também coloca o treinador Joel Santana em uma
situação delicada. A diretoria do clube de Campinas
colocou à venda 23 mil ingressos para o jogo, três mil
dos quais, para menores de 12 anos, mulheres e
aposentados, ao preço de R$ 5,00. A Ponte completou 98
anos de fundação ontem e a diretoria prepara uma festa
para a partida.
A Ponte Preta vai ter dois reforços: o
lateral-esquerdo André Silva e o meia Aílton, que não
jogaram no empate de 2 a 2 contra o Coritiba, no sábado,
no Paraná. Silva se recuperou de uma contratura, treinou
normalmente ontem e volta ao time. Com sua ausência na
última partida, o técnico Roberto Moreno foi obrigado a
mexer em toda a defesa, improvisando posições. Com sua
escalação confirmada, André Santos volta à sua
posição de origem, a lateral-direita. No meio-campo,
com o retorno de Aílton, Vágner Mancini volta para a
reserva.
No ataque, Moreno, que fez os dois últimos treinos à
noite - a Ponte não joga neste horário há seis meses -
como forma de os jogadores se adaptarem, testou várias
opções no último coletivo, usando Régis, Sandro
Gaúcho, Maurílio e Wander. A que mais gostou foi com
Maurílio e Sandro Gaúcho, este o autor do gol de empate
contra o Coritiba, no último minuto, no sábado.
FLAMENGO _ O Flamengo estréia em Campinas, o novo
diretor técnico, Washington Rodrigues, no banco de
reservas. Rodrigues assumiu o novo cargo na
segunda-feira, um dia depois do time ser derrotado pelo
Bragantino em casa.
Em sua primeira entrevista, já como diretor técnico,
Rodrigues disse que seria mais um conselheiro do técnico
Joel Santana, já que ambos são amigos de longa data, e
que não interferiria diretamente na escalação do time.
Na prática as coisas não são bem assim. No primeiro
treino coletivo, Santana fez as modificações que
Rodrigues pedira pelo microfone, ainda como radialista.
Santana pôs Pimentel na lateral-direita, na vaga de
Eduardo, Rodrigo no ataque, tirando Beto, e efetivou
Leonardo Ignácio na vaga de Wágner, que não vinha
jogando bem.
"Tinha que escolher alguém para sair, não foi
por motivos técnicos, aí escolhi o Beto", comentou
o treinador, explicando a entrada de Rodrigo no ataque.
PONTE PRETA
Edinho; André Santos, Renato Carioca, Ronaldão e
André Silva; Fabinho, Mineiro, Aílton e Zinho;
Maurílio e Sandro Gaúcho. Técnico: Roberto Moreno.
FLAMENGO
Clemer; Pimentel, Luís Alberto, Ricardo Rocha e
Leonardo Ignácio; Leandro, Marcos Assunção, Nélio e
Cleisson; Rodrigo e Romário. Técnico: Joel Santana.
Árbitro: Valdomiro Matias Silva Filho (PE)
Local: Campinas, às 20h40
Grêmio
pega o Juventude
AYRTON CENTENO
Da Agência Estado Porto Alegre, RS
O Grêmio joga hoje com a obsessão de obter a
primeira vitória, largar a última posição e retomar a
briga pela classificação no Brasileiro/98. Seu
adversário é o Juventude, campeão gaúcho. O tricolor
só reúne um ponto, resultado do empate (0x0) diante do
Atlético/PR, em Curitiba, no domingo. O Juventude está
melhor. Tem quatro pontos, mesmo com uma partida a menos.
O jogo está marcado para o estádio Olímpico.
O técnico Celso Roth vai mudar o meio-de-campo.
Arranjou um lugar para o meia Paulo César Tinga, que
começará jogando no lugar do volante Djair. Em tese, a
providência deixará o time com maior poder de ataque
já que o jogador que entra tem drible fácil, sabe
avançar e arrematar com frequência. Roth considerou
razoável o rendimento da equipe na última rodada --
empate em 0x0 contra o Atlético/PR, em Curitiba. Mas se
a defesa conseguiu passar 90 minutos sem ser vazada -- o
que aconteceu pela primeira vez no campeonato deste ano
-- o ataque desperdiçou as poucas chances criadas, duas
delas muito boas no final da partida.
Orientado por Edinho, o time fracassou contra o Inter
(1x0) e o Atlético/MG (3x2). Depois da saída d o
técnico, treinado provisoriamente pelo ex-jogador Tonho,
perdeu para o Corinthians (2x1). Domingo, terminou no 0x0
com o Atlético/PR. Continua sem vencer um compromisso
oficial desde maio, quando superou o Santa Cruz (2x0),
ainda pelo Campeonato Gaúcho.
O Juventude promete recorrer a três volantes para
travar as articulações do adversário na
intermediária. O técnico Lori Sandri substituirá um
meia atacante, Fábio Mello, colocando Robson Nese no seu
lugar. Marcão e Flávio serão os outros dois homens de
contenção. Punido por expulsão, Robson Nese ficou fora
da equipe no 0x0 com o Botafogo, sábado, em Caxias do
Sul. Lauro completará o setor, mais à frente,
aproximando-se dos atacantes Rodrigo Gral e Sandro
Sotilli. Com dores na perna esquerda, Rodrigo Gral, era
dúvida. No Brasileiro, o atual campeão gaúcho mostra
uma campanha equilibrada: aplicou uma goleada (3x0,
Paraná Clube), levou outra (4x0, Corinthians) e empatou
com o Botafogo.
GRÊMIO
Danrlei; Walmir, Rivarola, Scheidt e Roger; Fabinho,
Luis Carlos Goiano, Paulo César Tinga e Palhinha; Zé
Alcino e Guilherme. Técnico - Celso Roth.
JUVENTUDE
Humberto; Borges Neto, Capone, Sérgio Blum e Edson;
Robson Nese, Marcão, Flávio e Lauro; Rodrigo Gral
(Pontes) e Sandro Sottili. Técnico - Lori Sandri.
Local - estádio Olímpico, às 19h30.
América-RN
busca reação
Da Agência Estado
São Paulo
O América RN, que recebe o Internacional hoje, paga
caro por não ter administrado resultados favoráveis:
nos últimos jogos de que poderiam deixá-lo em melhores
colocações na tabela da Primeira Divisão. O mal
preparo físico do time é apontado como o vilão da
história. O alvirubro natalense só mantém o pique até
a metade do segundo tempo.
Pouco tempo para treinar e o fato de não ter
realizado uma pré-temporada são algumas das
justificativas encontradas pelo técnico Arturzinho para
explicar a segunda pior campanha do Campeonato Nacional.
"Vamos melhorar com o tempo e os treinamentos",
torce o trenador.
O zagueiro Carlos Mota e os meias Biro-Biro e Moura
reclamam de contusões. O consenso entre os jogadores é
de que uma vitória sobre o Inter é a possibilidade de
subir na tabela e afastar o fantasma do rebaixamento. As
chances de sucesso dependem da boa articulação nas
jogadas a partir do meio-de-campo, comandadas por Moura e
Paulinho Kobayashi. O ponto fraco da equipe tem sido a
defesa, que sofreu onze gols em quatro jogos.
Já o Internacional, mesmo com sete pontos ainda não
ganhou a confiança da sua torcida. Assim, a partida
amanhã serve tanto para tentar outros três pontos
quanto para o time aproximar-se mais do seu torcedor,
aumentando a credibilidade quanto às chances de sucesso
no Brasileiro. No domingo, insatisfeita com o futebol
apresentado, a torcida vaiou a equipe de Cassiá apesar
da vitória de 2x1 sobre o Paraná Clube.
Cassiá deverá ter o retorno de Marcelo ao
meio-de-campo. Ele foi afastado dos compromissos contra
São Paulo e Paraná Clube devido a uma torção no
tornozelo esquerdo, sequela do 0x0 diante da Ponte Preta,
em Campinas, na segunda rodada. Outra alteração envolve
o ingresso do zagueiro Marcão no posto de Márcio,
machucado na coxa esquerda. Ainda na meia cancha, o
técnico terá de optar entre Enciso e Betinho.
A boa pontuação colorada veio com duas vitórias --
Grêmio, 1x0; e Paraná Clube, 2x1 -- e o empate em zero
contra a Ponte Preta. Atuou três vezes no Beira-Rio e
só saiu de casa uma vez. Seu maior tropeço também
aconteceu no Beira-Rio: a goleada de 3x0 para o São
Paulo. AMÉRICA-RN
Gabriel; Gilson, Paulo Roberto (Carlos Mota), Ronald e
Lelys; Moisés, Carioca, Paulinho Kobayashi e Moura;
Zezinho (Marco Aurélio) e Leonardo. Técnico:
Arturzinho.
INTERNACIONAL
André; Denílson, Marcão, Régis e Espínola;
Anderson, Reginaldo, Enciso (Betinho) e Marcelo; Paulo
Diniz e Christian. Técnico - Cassiá.
Local: Natal, às 19h30.
América-MG
precisa de uma vitória
Da Agência Estado
São Paulo
O América Mineiro, que não vinha fazendo boa
campanha no Brasileiro, saiu do sufoco com a vitória de
2 a 1 sobre o Guarani, em Campinas, no domingo. Contra o
Paraná Clube, hoje à noite, no estádio Independência,
em Belo Horizonte, o técnico Hélio dos Anjos quer
apagar, definitivamente, a imagem deixada pela equipe ao
sofrer uma das maiores goleadas da competição - 5 a 1,
contra o Vasco, na semana passada. "No último jogo,
fizemos algumas mudanças e o time parece melhorou
bastante", disse.
A equipe que pega os paranaenses é a mesma que bateu
o Guarani. Na manhã de ontem, o centroavante Dimba
sentiu dores na perna, mas passou rapidamente pelo
departamento médico e disse estar em condições de
atuar. Gilberto está confirmado no gol e Júnior e
Dênis, que substituiu Alvaro em Campinas, formam a zaga.
Evanilson e Pachola serão os laterais e, no
meio-de-campo, Gilbverto Silva e Careca jogam na
marcação. Geovanni e Irênio jogam como armadores e
Tupãzinho e Dimba, como atacantes.
O Paraná Clube joga preocupado com os jogadores de
ataque que, depois de quatro rodadas, não conseguiram
marcar. Dos quatro gols que o time tem até agora, três
foram feitos por zagueiros e o outro por um jogador de
meio-campo, em cobrança de pênalti.
O técnico Otacílio Gonçalves já testou cinco
jogadores diferentes para o ataque, mas não teve sucesso
com nenhuma das formações. A diretoria está empenhada,
agora, na busca de outro nome que possa corresponder às
expectativas. Para a partida de amanhã, o atacante Luiz
Carlos, que melhor vinha se adaptando ao esquema de jogo
do técnico, não poderá ser escalado, pois cumpre
suspensão automática.
Otacílio Gonçalves vai dar oportunidade para
Celsinho, que não vinha ficando nem no banco de
reservas. Nas outras posições, o técnico vai manter os
mesmos jogadores que perderam por 2 a 1 para o
Internacional. O zagueiro Ageu está recuperado de uma
contusão, mas Otacílio vai testar mais uma vez Pedro
Luiz e Eleomar, que tiveram boa presença domingo.
AMÉRICA-MG
Giberto, Evanilson, Junior, Dênis, Pachola; Gilberto
Silva, Careca, Geovanni, Irênio; Tupãzinho, Dimba.
Técnico: Hélio dos Anjos.
PARANÁ
Marcos; Wilson, Pedro Luiz, Eleomar e Ednelson;
Hélcio, Vital, Lúcio Flávio e Cairo; Celsinho e Tico.
Técnico: Otacílio do Carmo.
Local: estádio Independência, às 19h30.
Atlético-MG
cancela as contratações
EVALDO MAGALHÃES
Da Agência Estado São Paulo
Torcedores atleticanos ficaram furiosos, ontem, com a
informação dada pela diretoria do clube de que dois
reforços anunciados como certos, na semana passada - os
argentinos Mancuso, para o meio-de-campo, e Almadóz,
para a zaga - não viriam mais para o time. Segundo o
diretor Valdemar Romano, os jogadores, que chegaram a
posar com a camisa da equipe, em Belo Horizonte, no
último dia 3, apresentaram problemas diferentes que
dificultaram suas transferências. "No caso de
Mancuso, o Independiente, dono do passe, fixou um valor
muito alto para que ele viesse, acima do que estava
combinado", afirmou Romano. "Almandóz fez
exames e foi vetado pelo departamento médico",
acrescentou. Ainda sob o impacto da goleada sofrida para
o Corinthians (5 a 1), em pleno Mineirão, no sábado, os
atleticanos não se conformaram com as explicações e
ameaçam boicotar os jogos da equipe, caso novos
reforços não sejam anunciados.
LIBERTADORES
Vasco quer muitos gols
Da Agência Estado -
Rio
O Vasco entra hoje em campo, às 20h40, para jogar a
primeira partida pelas finais da Taça Libertadores da
América, contra o Barcelona de Guaiaquil, com a missão
de vencer, e se possível, com um grande número de gols.
O técnico Antônio Lopes vem lembrando aos jogadores,
durante os treinos na semana, da necessidade de
concentração total, para explorar todas as
possibilidades de ataque.
O Vasco vai manter a escalação que goleou o
América_MG, por 5 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, na
última quarta-feira. Lopes decidiu manter Vágner na
lateral-direita, Juninho e Pedrinho no meio, barrando
Ramon. A escolha de Vágner foi pela facilidade com que o
jogador se adaptou à posição, fazendo triangulações
com Juninho e Donizete. O atacante Luizão é um dos mais
entusiasmados com o jogo, chegando a dizer que trocaria
os três gols contra o América-MG, por um amanhã.
"Um dos maiores sonhos de um jogador é ser campeão
da Libertadores", declarou.
VASCO
Carlos Germano; Vágner, Odvan, Mauro Galvão e
Felipe; Luisinho, Nasa, Juninho e Pedrinho; Donizete e
Luizão. Técnico Antônio Lopes.
BARCELONA
Cevallos; Gómez, Noriega, Quiñonez e Capurro;
Carabalí, Rosero, Sotelo e Morales; De Ávilla e
Asencio. Técnico: Rubén Insúa.
Local: São Januário.
Horário: 20h40
SÉRIE B
Fluminense, em crise, quer a primeira
vitória
DANIEL BIASETTO
Da Agência Estado São Paulo
Após duas derrotas consecutivas, o Fluminense volta a
campo hoje, às 19h30, no estádio do Maracanã, para
tentar a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro
da Série B contra o Paysandu (PA).
O time do técnico Deley, que ocupa a última
colocação do Grupo D, com nenhum ponto, será o mesmo
que atuou na derrota para o Juventus (1 a 0) no domingo
passado.
Delei insiste em dizer que o time tem jogado bem, e
que não adianta ele ficar trocando os jogadores a cada
derrota do time. "Seria pior, porque eles não
ganhariam entrosamento." Com isso, Flávio e
Claudinho que foram criticados pela torcida serão
mantidos na lateral-direita e no meio-campo,
respectivamente.
Na segunda colocação do Grupo D, com três pontos, o
Paysandu enfrenta o Fluminense com o time completo. O
zagueiro Sérgio, que estava com uma lesão no músculo
do ombro esquerdo já passa bem e deve atuar no
Maracanã.
Pelo Grupo A, o União São João (SP) enfrenta o
lanterna Londrina (PR), às 19h30, no estádio Hermínio
Ometto, em Araras. Após a derrota para o Desportiva (ES)
por 2 a 0, o time do técnico Arnaldo Lira que ocupa a
quarta colocação, pode assumir a liderança caso vença
o time capixaba. Segundo Lira, as únicas modificações
feitas na equipe são a entrada do lateral-esquerdo
Cedenir no lugar de Léo e a do meia Preta, que
substituirá Dirlei. Cedenir sofreu uma torção no
tornozelo esquerdo e o meia Dirlei teve uma lesão na
coxa direita.
Já no Londrina, o técnico Varlei de Carvalho
resolveu a dúvida para escalar o meio-campo: Alemão que
foi substituído por Beto no início do segundo tempo
contra o Atlético (GO) volta à equipe. "O time
ainda está desentrosado por ter sido montado na última
hora, mas vou manter a mesma formação da partida
anterior (3-5-2)", afirma.
O Sampaio Corrêa (MA) teve a partida de hojecontra o
Volta Redonda alterada em virtude da equipe maranhense
estar disputando a Conmebol. O jogo foi adiado para o dia
16 de agosto, às 16h. A partida contra o Santa Cruz,
adiada por causa das fortes chuvas, ficou para o dia 19
de agosto, às 19h30.
XV de Piracicaba (SP) e Gama (DF) jogam na
sexta-feira, às 19h30, no estádio Serra Negra.
CAMPEONATO BRASILEIRO
Corinthians quer manter liderança
isolada
A equipe joga em Curitiba e os jogadores
prometem vencer para homenagear o novo técnico da
seleção
Da Agência Estado
Curitiba, PR
O técnico da Seleção Brasileira e do Corinthians,
Wanderley Luxemburgo, verá seus comandados tentando
mostrar, contra o Coritiba, às 19h30, no Estádio Couto
Pereira, em Curitiba, que não têm apenas condições de
manter a invencibilidade no Campeonato Brasileiro como
também de serem convocados para representar o País.
"A seleção é o patamar maior de todo atleta
profissional e eu não penso diferente", disse o
meia Marcelinho Carioca.
Elogios ao escolhido pela Confederação Brasileira de
Futebol (CBF) e promessa de trabalho foram repetidos
pelos jogadores na chegada ontem, por volta de meio-dia,
em Curitiba. "É um treinador competente, tem
currículo invejável, é estrategista, tem um caráter
fora do normal, é vencedor e sabe trabalhar o emocional
do atleta", enumerou Marcelinho. "A Seleção
Brasileira está bem servida." O atacante Mirandinha
referendou: "A CBF deu preferência para o Wanderley
porque sabe da capacidade dele."
Mesmo reconhecendo que há vários jogadores para a
posição, Mirandinha afirmou estar trabalhando para ser
convocado para a seleção. Um sonho que Marcelinho
Carioca espera ver realizado já na próxima
convocação. "É lógico que, trabalhando no
Corinthians, ele (Wanderley Luxemburgo) vê de perto
nossa qualidade", analisou o artilheiro do
campeonato, com sete gols. "Mas vou deixar as coisas
acontecerem normalmente, sem forçar a barra."
Os jogadores Ricardinho e Mirandinha, que já jogaram
no futebol paranaense, trataram de alertar os
companheiros. "Não é fácil ganhar do Coritiba no
Couto Pereira", disse Ricardinho, que entrou contra
o Atlético Mineiro e será mantido pelo técnico para a
partida de hoje. Mirandinha não acredita que o Coritiba
vá repetir as más atuações que têm tido em casa.
"Quando joga contra o Corinthians, o time
apresenta-se de outro jeito", disse. "Mas nós
estamos preparados para assumir a responsabilidade e
ganhar a partida."
A liderança isolada do Campeonato Brasileiro, os 12
gols marcados e o resultado de 5 a 1 sobre o Atlético
Mineiro, em pleno Mineirão, não deixam os jogadores
acomodados. "A cada partida a gente vai entrar mais
forte que na anterior, sempre buscando um resultado
positivo", prometeu Marcelinho. "Mas, acima de
tudo, respeitamos a equipe adversária, que tem
profissionais como a gente e que também busca o mesmo
objetivo." Segundo ele, ainda é cedo para se falar
em favoritismo para o título. "Mas estamos no
caminho certo, que é fruto de um trabalho organizado e
competente."
No Coritiba, o técnico Valdyr Espinosa acredita que o
time pode se reabilitar no campeonato no jogo contra o
Corinthians. "Em cima do Corinthians a repercussão
é bem maior", afirmou. "E é exatamente pela
vitória que nós vamos lutar." Para isso, ele
pretende bloquear as jogadas em velocidade do
Corinthians. "Pode representar que, teoricamente,
teremos uma equipe mais defensiva, mas não pode ser
totalmente defensiva senão estará dando 90 minutos para
o Corinthians jogar", disse. "Mas a
preocupação nesse sentido é muito grande."
A má campanha do Coritiba, que está com apenas três
pontos, enquanto o Corinthians já soma 12, levou o
presidente do clube, João Jacob Mehl, a fazer uma
reunião com os jogadores, ontem exigindo mais empenho
para evitar o rebaixamento. "Quero ver um time com
perseverança, disciplinado, onde todos têm de estar
ligados os 90 minutos", pediu Mehl. "Quero que
haja superação, caso contrário não chegaremos à
vitória."
Espinosa depende apenas da recuperação do zagueiro
Gelson Baresi, que está com contratura muscular, para
escalar o time. Se ele não puder jogar, Flávio é o
substituto imediato. Para atender às características de
um time cauteloso, o treinador também pretende reforçar
a marcação no meio-de-campo, com a entrada de Reginaldo
Nascimento. Assim, Claudinho será deslocado para o
ataque, e Brandão vai para o banco. CORITIBA
Régis; Reginaldo Araújo, Gelson Baresi (Flávio),
Célio Lúcio e Rubens Junior; Reginaldo Nascimento,
Struway, Luiz Carlos e Yan; Claudinho e Macedo. Técnico:
Valdyr Espinosa.
CORINTHIANS
Nei; Rodrigo, Gamarra, Batata e Silvinho; Vampeta,
Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edilson e
Mirandinha. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Local: Curitiba, às 19h30
Luxemburgo
pede empenho
EVANDRO FADEL
Da Agência Estado Curitiba, PR
O técnico do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, disse
ontem aos jogadores, antes do treinamento para o jogo de
hoje contra o Coritiba, que o relacionamento entre eles
"continua normal", apesar de ele ter sido
confirmado como treinador da seleção brasileira.
"Não muda nada", disse Luxemburgo.
Ele mostrou aos jogadores que a sua escolha foi uma
demonstração de que está certo quando faz
"cobrança de profissionalismo, de seriedade, de
busca incessante do crescimento". "Se eles
quiserem uma vaga na seleção brasileira, que não
busquem porque eu estou aqui, mas por capacidade, por
qualidade, por produtividade", afirmou o técnico.
Para o jogo contra o Coritiba, Luxemburgo confirmou o
mesmo time que iniciou a partida contra o Atlético
Mineiro, com Ricardinho no meio-de-campo. "Vai ser
um jogo difícil", disse. "Mas nós vamos
trabalhar sabendo que as dificuldades aumentam a cada
jogo."
São
Paulo começa com Souza
Da Agência Estado
São Paulo
O meia Souza começa hoje, às 20h40, contra o
Botafogo, no Estádio Caio Martins, em Niterói, a sua
primeira partida como titular no São Paulo. Com a
missão de substituir Raí, contundido, e ex-atleta
corintiano afirma que vai manter o seu estilo de jogo,
despreocupado com as cobranças da torcida. "Estou
acostumado a assumir resposabilidades, não precisando
provar nada a ninguém", garantiu.
Souza explicou que está ganhando ritmo de jogo e
ainda depende de uma seqüência de partidas para
entrosar-se com os companheiros em campo. "O que
facilita o meu trabalho é o fato de já conhecer vários
atletas da equipe", disse. O meia chegou ao Morumbi
há 19 dias. No jogo de estréia, contra o Guarani, fez o
gol da vitória do time e conquistou a confiança do
técnico Nelsinho Baptista.
A situação de Raí é complicada. Ele deverá ficar
pelo menos duas semanas afastado do time por causa de um
entorse no joelho esquerdo. Raí vai realizar, então,
uma nova ressonância magnética para avaliar se será
operado. "O que me preocupa é o tempo de
recuperação", afirmou o jogador, que teve o
fêmur, a tíbia, o menisco e a cartilagem afetados pelo
chute do zagueiro Wilson Gottardo. Caso dependa de
cirurgia, Raí não jogará mais o Brasileiro.
Além da ausência do ídolo são-paulino, Nelsinho
não poderá contar com o zagueiro Rogério Pinheiro e o
meia Carlos Miguel. Rogério voltou a sentir uma
contusão no joelho direito, que o afastou do time por
oito meses, após uma cirurgia. O treinador colocará
Bordon em seu lugar, deslocando Márcio Santos para a
zaga-central. "Mesmo o São Paulo passando por um
momento difícil no Brasileiro, estou feliz por voltar a
jogar, pronto para mais um desafio em minha
carreira", declarou Bordon. A última partida do
zagueiro pelo São Paulo foi há mais de dois meses,
contra o Vasco, pela Copa do Brasil.
Carlos Miguel, vítima de uma contratura muscular na
coxa esquerda, passou por exames ontem pela manhã e
deverá voltar ao time apenas no domingo, contra o Sport,
na Ilha do Retiro. O seu substituto será Fabiano.
"Vou fortalecer o sistema defensivo e ajudar o
ataque", ressaltou o jovem meia, de volta à equipe
titular. O lateral Zé Carlos foi reintegrado ao grupo,
mas ficará na reserva.
As diretorias do São Paulo e Avaí, clube de Santa
Catarina, assinaram, ontem à tarde, uma parceria que
visa ao intercâmbio de jogadores entre os dois times. O
acordo estabelece que as equipes tenham preferência na
negociação de atletas. O São Paulo poderá usar
também as instalações do Avaí para realizar
pré-temporadas.
No Botafogo, também serão três os desfalques. O
lateral-direito Estevam, que ainda está se recuperando
de uma lesão da perna direita, o zagueiro Gonçalves,
com o tornozelo direito ainda muito inchado, e o atacante
Bebeto, que no início da semana chegou a dizer que
jogaria, mas voltou a sentir dores na coxa direita e
ficará fazendo tratamento.
O técnico Paulo Autuori manterá então, o time que
empatou com o Juventude, no sul, com Wilson Goiano na
lateral, Grotto na zaga e Felipe no ataque. Este, está
se beneficiando com a contusão de Bebeto, e segue
mostrando que tem condições de ser titular da equipe.
"Infelizmente estou entrando no lugar do Bebeto sob
essas condições, mas é uma boa oportunidade de mostrar
meu futebol", disse o jovem atacante, com apenas 19
anos.
BOTAFOGO
Wágner; Wilson Goiano, Grotto, Júlio César e
Lúcio; Pingo, Bruno Quadros, Fábio Augusto e Sérgio
Manoel; Felipe e Túlio. Técnico: Paulo Autuori.
SÃO PAULO
Rogério; Cláudio, Márcio Santos, Bordon e Serginho;
Capitão, Alexandre, Fabiano e Souza; França e Dodô.
Técnico: Nelsinho Baptista.
Juiz: Luciano Almeida (DF).
Local: Caio Martins.
Horário: 20h40.
Scolari
diz que o Sport é favorito em São Paulo
Da Agência Estado
São Paulo
O técnico Luiz Felipe Scolari fez alguns alertas aos
jogadores do Palmeiras, ontem, véspera da partida contra
o Sport, às 19h30, no Estádio Palestra Itália. Um dia
depois de adotar linha dura com o elenco, o treinador
disse que a falta de empenho e profissionalismo dos
atletas depois da conquista da Copa do Brasil, em junho,
acarretaram atraso de um mês na preparação da equipe.
"O estágio que o time deveria estar agora, só vou
alcançar daqui a 30 dias", declarou Scolari, que
considera o Sport favorito hoje à noite.
O treinador palmeirense chegou a exagerar na conversa
com os atletas. "Apenas os adverti para não que
não fiquem entre os últimos colocados no
Brasileiro", disse, numa referência ao risco do
rebaixamento. "Pedi para que eles se empenhem
novamente, como fizeram na disputa da Copa do
Brasil."
Scolari não poderá contar com seis jogadores do
elenco, cinco contundidos (Zinho, Almir, Arílson,
Galeano e Paulo Nunes) e um sem contrato (Agnaldo).
Júnior Baiano, com uma tendinite antiga no joelho, tem
escalação garantida. O zagueiro recusou-se mais uma vez
a comentar a adoção da linha dura por parte do técnico
Scolari.
Ele vai utilizar Pedrinho, de 21 anos, e Tiago, de 19,
que vão jogar pela primeira vez no Parque Antártica.
Como a equipe vem de bons resultados, o técnico teme
pela cobrança muito forte sobre os garotos. "A
torcida precisa ter paciência", pediu o treinador,
que poderá contar com o zagueiro Roque Júnior. O
jogador renovou contrato por mais um ano com o clube.
O Palmeiras será cauteloso e terá apenas Oséas no
ataque. No treino tático de ontem, Scolari orientou o
time a ficar o maior tempo possível com a posse de bola
para não proporcionar o contra-ataque para o Sport.
O Sport, terceiro colocado no Brasileiro, com 9 pontos
ganhos, acredita em uma vitória na casa do adversário.
O técnico Mauro Fernandes disse que a equipe jogará
fechada no meio-de-campo e quando tiver o domínio da
bola vai sair para o ataque. O meia Jackson ainda é
dúvida e seu eventual substituto é Nildo.
PALMEIRAS
Velloso; Arce, Júnior Baiano, Cléber e Júnior;
Rogério, Pedrinho, Darci e Tiago; Oséas e Alex.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
SPORT
Bosco, Russo, Márcio, Alexandre Lopes e Jefferson;
Sangaletti, Lima, Wallace, Jackson (Nildo); Leonardo e
Cris. Técnico: Mauro Fernandes.
Juiz: Márcio Rezende de Freitas.
Local: Parque Antártica, às 19h30.
Vitória
busca a reação
Da Agência Estado
Salvador, BA
O Vitória precisa vencer o Guarani na partida marcada
para hoje à noite no Estádio Manoel Barradas. A equipe
baiana já começa a cair no descrédito da torcida
depois do vexame do último domingo, quando perdeu de 3 a
1 para o Santos, em Salvador, na estréia do treinador
Geninho. Foi a terceira derrota do Vitória no Campeonato
Brasileiro. A equipe só conseguiu um resultado positivo,
ao vencer o Botafogo na segunda rodada.
Contratado dois dias antes da partida contra o Santos,
Geninho teve pouco tempo para preparar a equipe mas
concluiu que o Vitória precisa melhorar a marcação no
meio de campo. Para tanto, o treinador deve promover a
volta do volante Matuzalém, que cumpriu suspensão
automática. Além disso manterá outros dois volantes no
setor, Souza e Donizete Oliveira. Com isso o meia
ofensivo Kléber deve perder a vaga no time. Outro
ameaçado é o zagueiro Júnior Touchê, que vem falhando
sucessivamente. Ele deve perder a vaga para Eloy.
No Guarani, o técnico Oswaldo Alvarez deve mudar
radicalmente a forma de o time jogar depois das três
derrotas consecutivas no Brasileiro - 2 a 1 para o São
Paulo, 3 a 2 para o Botafogo e 2 a 1 para o América
Mineiro, as duas últimas em casa.
Alvarez ainda não definiu o time que começa jogando
contra o Vitória, mas deve resgatar um esquema que
notabilizou o modesto Mogi-Mirim no início da década e
se tornou conhecido no interior paulista como o
"carrossel caipira": o 3-5-2. A idéia é
colocar na equipe um terceiro zagueiro, no caso Sorlei,
que estava na reserva, e compactar o meio-campo e
deixando o time menos exposto ao ataque adversário - o
Guarani, que teve uma das melhores defesas do Campeonato
Paulista, já tomou oito gols no Brasileiro. Na
lateral-esquerda, o treinador pode tirar Rubens Cardoso,
que tem tido péssimas atuações, colocando em seu lugar
William.
Uma outra possibilidade, mais remota, é manter a
equipe no tradicional 4-4-2, com uma mudança na defesa,
Sorlei em lugar de Marinho, e a entrada de um segundo
volante. A equipe de Campinas tem sido a única a jogar
com um volante apenas. Com esta opção, Marcelinho
Paulista teria Roque ao seu lado, protegendo a defesa, e
a armação das jogadas ficaria com Paulo Isidoro e Jean
Carlo.
GUARANI
Pitarelli; Marinho (Sorlei), Sorlei (Roque) e Marcelo
Souza; Marco Antônio, Marcelinho Paulista, Paulo
Isidoro, Jean Carlo e Rubens Cardoso (William); Rubens
Ponte e Barata. Técnico: Oswaldo Alvarez.
VITÓRIA
Sérgio; Paulo César, Eloy, Flávio e Esquerdinha;
Souza, Matuzalém, Donizete Oliveira e Elivélton;
Petkovic e Agnaldo. Técnico: Geninho.
Local: Salvador.
Goiás
recebe o Cruzeiro
Da Agência Estado
São Paulo
Se o Goiás vencer o Cruzeiro, hoje às 20 horas, a
torcida promete lotar o estádio Serra Dourada no jogo
contra o Grêmio, no dia 23. De olho na receita da
bilheteria, que pode fazer a diferença entre o saldo e o
déficit, além de alimentar a esperança do time assinar
contrato de patrocínio com o Banco Opportunity, os
goianos têm a pretensão de melhorar o índice de 77,78%
de aproveitamento nos jogos. "É óbvio que todo
mundo gostaria de vencer o Cruzeiro", diz o técnico
Gilson Nunes. "Mas também é óbvio que o Goiás
vai tomar precauções nesse jogo". Talvez por isso,
o treinador anunciou uma mudança radical no ataque: saiu
a dupla Alex-Aloísio, que rendeu pouco na última
partida, entrou Araújo-Alex Xavier que influenciou no
desempenho da equipe na vitória sobre o Sport.
Além da mudança no time, da pretensão dos pontos e
os cuidados no jogo, o Goiás também entra em campo de
olho numa curiosa informação: quem partiu para o ataque
de maneira atrevida perdeu, e o equilíbrio nos números
das derrotas, vitórias e empates eliminou, até agora, o
favoritismo de quem jogou em sua própria casa no
Campeonato Brasileiro deste ano, segundo o Departamento
de Futebol.
Gilson Nunes montou sua equipe visando obter harmonia
entre as ações do meio-campo e a objetividade do
ataque.
CRUZEIRO _ O Cruzeiro enfrenta o Goiás, embalado pela
vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, domingo, em pleno
Morumbi. Com o resultado, o time do técnico Levir Culpi,
que começou o Campeonato Brasileiro empatando com o
Atlético Mineiro e perdendo no Mineirão para o Santos,
por 2 a 1, assumiu a quinta colocação no torneio e
confirmou, pelo menos por enquanto, a condição de um
dos favoritos ao título.
Para o jogo de hoje, Culpi terá dois importantes
desfalques. O atacante Muller, que já não atuara contra
o São Paulo, continua afastado da equipe, em razão de
uma contusão na coxa direita. Fábio Júnior, autor de
dois gols contra o tricolor, será mantido em seu lugar.
Na partida do Morumbi, quem se machucou foi o meia Djair,
que teve uma distensão na perna esquerda. Ele poderá
ser substitutido por Marcos Paulo ou Caio. Quatro
cruzeirenses entram em campo pendurados com o segundo
cartão amarelo: Gustavo, Macelo, Ricardinho e Valdo.
GOIÁS
Ricardo Pinto; Túlio, Célio Silva, Richard e
Marquinhos; Reidner, Josué, Raniélli e Fernandão;
Araújo e Alex Xavier. Técnico: Gilson Nunes.
CRUZEIRO
Dida, Gustavo, Marcelo, Gottardo, Gilberto; Valdir,
Ricardinho, Marcos Paulo (Caio), Valdo; Marcelo Ramos e
Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi.
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